sexta-feira, 30 de julho de 2010

O sucateamento da saúde pública em São Paulo

O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repetem o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram enquanto estiveram no governo federal: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. O artigo é de Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza.

Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza (*)

Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

Infelizmente, até hoje o ICESP não funciona plenamente, os profissionais de saúde têm dificuldades imensas para encaminhar para lá os doentes que dele precisam e os pacientes do IAVC continuam com sérios problemas para conseguirem ter sua saúde recuperada.

Por conta dessa mesma terceirização da saúde pública paulista e paulistana, o vírus da dengue encontrou em São Paulo um grande apoio governamental. Minimizando a atuação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) na prevenção de diversos problemas de saúde, subestimando o fator pluviométrico e seu poder disseminador de doenças, a Prefeitura Municipal de São Paulo demitiu centenas de agentes de combate às zoonoses, essenciais para o controle da doença.

A responsabilidade pelo aumento de quase 4.000% no número de casos de dengue na cidade é debitada na conta da população que não está à altura da arquitetura inovadora do tucanato. Sem contar os assombrosos índices de contaminação nas cidades de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, todas administradas por políticos com ideias semelhantes às dos prefeitos paulistanos Serra-Kassab – e por eles apoiados.

Não bastasse tamanho descalabro, delegou às OSs a administração de diversas UBS, prejudicando, sobremaneira, a inserção das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Estado, onde podemos encontrar um enorme vácuo no mapa brasileiro no que diz respeito à sua efetiva implementação. A saber, as equipes de ESF são inseridas tendo em vista, basicamente, o contingente populacional a ser atendido. Com base nisso, São Paulo deveria ser o Estado com maior número de equipes – justamente o contrário ao que se constata na realidade.

No que diz respeito às estratégias de atendimento primário à saúde, Serra fragmentou todo o atendimento prestado pelas UBS, esperando, assim, reinventar a roda – e, com ela, quem o legitimasse publicamente. Essa foi a lógica que o levou a criar o “Dose Certa”, o “Mãe Paulistana” e as unidades de Atendimento Médico Ambulatorial (AMAs), que, reunidos, constituem, justamente, o que se chama no resto do Brasil de ESF.

Mas a farsa de José Serra não tem começo tão recente. Antes de redescobrir a pólvora no atendimento primário, já estava chamando para si os louros do programa dos Genéricos, verdadeiramente criado pelo médico e então Ministro da Saúde Jamil Haddad (PSB/RJ) em 1993, que, atendendo a orientações da Organização Mundial de Saúde, editou e promulgou o Decreto-Lei 793. Este sim, revogado integralmente por FHC e Serra em 1999, foi posteriormente reeditado por eles mesmos (lei 9.787/99 e decreto 3.181/99), acrescentando, vejam que pequeno detalhe, inúmeras concessões às grandes indústrias farmacêuticas.

Presidente de honra do PSB, Jamil Haddad faleceu em 2009, divulgando a todos quantos quiseram ouvi-lo que sua ideia fora usurpada por Serra e seu respectivo partido. Faltou, obviamente, o prestimoso apoio da mídia corporativa para divulgar suas denúncias.

Da mesma forma, Serra se “esquece” de mencionar outros atores importantes e nada coadjuvantes quando se refere ao Programa Nacional de Combate à AIDS. Relata sempre que foi o mais importante, senão o único, agente responsável pela implantação do Programa, tentando obscurecer os trabalhos fundamentais desenvolvidos desde meados da década de 80 pelos médicos Pedro Chequer, Euclides Castilho, Luís Loures e Celso Ferreira Ramos Filho, além da coordenação realizada dentro do Ministério da Saúde, no início da década seguinte, pelo ex-ministro Adib Jatene e pela bióloga Dra. Lair Guerra de Macedo Rodrigues.

Tanto esforço não valeu muito no município de São Paulo, que parece não ter feito a lição de casa no que diz respeito à redução da mortalidade associada à AIDS nos últimos anos – entre o final da gestão Serra e o começo da gestão Kassab (2008-2009). Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento do número de óbitos pela doença no município, contrariamente ao que aconteceu no resto do país.

Muito embora essa mistura de hipocrisia e obscurantismo seja maquiada pela grande imprensa ao divulgar os feitos tucanos na área da saúde, contra ela existem fatos concretos e objetivos. E sobre isso Serra não pode fazer nada. Sobra-lhe a opção de negar sua existência ou pedir à Folha de São Paulo que reescreva a história da forma que lhe parece mais conveniente. Talvez não seja interessante para sua candidatura que se descubra o real sentido do que promete. Quando fala em acabar com as filas para a saúde estamos diante de uma proposta de modernização gerencial ou uma ameaça de extermínio? É uma dúvida relevante.

(*) Gilson Caroni Filho – professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

(*) João Paulo Cechinel Souza – médico especialista em Clínica Médica e residente em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.


PUBLICADO EM CARTA MAIOR DE 27.07.2010

E agora, criacionistas???

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 30/7/2010 16:39
Rochas de Marte podem ter fósseis de 4 bilhões de anos, dizem cientistas

Rochas de Marte podem ter fósseis de 4 bilhões de anos, dizem cientistas

"Nili Fossae (imagem: Nasa)"

Pesquisadores americanos identificaram rochas que, acreditam, poderiam conter restos fossilizados de vida em Marte.

A equipe de pesquisadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta.

O trabalho dos pesquisadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.

A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae.

As rochas têm até 4 bilhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.

Carbonatos

Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá.

Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos.

O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra.

Na nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Earth and Planetary Science Letters, os cientistas avançaram a partir da identificação dos carbonatos em Marte.

Missão da Nasa

O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo de uma missão da Nasa estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos.

Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara.

"Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 bilhões de anos, ou três quartos da história do planeta", disse Brown à BBC.

"Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais", explicou.

Os cientistas acreditam que micróbios formaram há bilhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara.

O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral.

Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local.

"Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali", disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.

Pouso

Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae.

O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa.

Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano.

"O robô da Nasa acabará visitando outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos checar para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte", lamenta Brown.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

VOTO PT É O ÚNICO CAMINHO

"O Maranhão não se engana,
o PT não é de Roseana!"

Editorial

REENCONTRO DO PT

O lançamento da chapa Dilma-Temer na Convenção de 13 de junho, em Brasília, foi marcado pelo panfleto da greve de fome de Manuel da Conceição – único dos históricos líderes fundadores do PT ainda vivo –, e do deputado federal Domingos Dutra, além da ex-prefeita de Imperatriz, Teresinha Fernandes. Era a expressão da resistência da maioria do PT do Maranhão ao “Acordo nacional PT/PMDB” (apoiado no 4º Congresso pelas correntes com assento na Executiva Nacional), em nome do qual agora, a maioria do Diretório Nacional – por exigência do Palácio do Planalto – impôs o apoio à reeleição da governadora Roseane Sarney (PMDB).

Após uma semana de protestos pela suspensão de intervenção na base do PT – onde o Diálogo Petista tomou parte ativa (v. pág. 5) – a cúpula do PT aceitou um “acordo”, um pequeno recuo que autoriza os petistas, inclusive candidatos a cargos parlamentares, a não fazer campanha pelo PMDB e apoiar o candidato decidido no Encontro Estadual, o deputado Dino (PCdoB).

Um golpe foi dado no PT – Dilma subirá no palanque de Roseana desmoralizando os petistas, e a prévia do PT em Minas foi atropelada em favor do PMDB, na esteira dos apoios ao PMDB no Rio, Goiás, Mato Grosso e Paraíba.
O PMDB (com 8% das intenções de voto) ainda leva o cargo de vice nacional, embora o PT (com 29% intenções de voto) só receba seu apoio em Sergipe e Brasília...

Mas como disse um líder rural no ato de protesto em São Luís (MA), no dia que se anunciou o acordo, “não é nossa vitória, libertar a nossa estrela, mas pelo menos tiraram a forca do nosso pescoço!”. De fato, as forças do PT no Estado, ameaçadas de desagregação e dispersão em outras siglas, poderão se agrupar para fazer campanha por Dilma, por Dino e pelos parlamentares do PT. O que, afinal, é parecido com a situação de muitos petistas que nos seus Estados não farão campanha por candidatos do PMDB ou assemelhados.

A verdade é que essas coligações só atrapalham a eleição de Dilma, pois esfriam e confundem a principal força da luta, que é a militância. Afinal, o que os petistas não querem é militar para manter a oligarquia no poder!

O “preço” da eleição de Dilma não pode ser amputar as bancadas do PT e reconduzir a oligarquia. Roseane, por exemplo, reinstalada no governo pelo STF há um ano e meio, já fez mais de 65 despejos de trabalhadores rurais, como denunciou o deputado estadual e assentado Valdinar Barros (PT-MA).

Entende-se, pois, que o próprio site do ministério do Planejamento divulgue (antes de ser tirado do ar) que as medidas ditas de reforma agrária não alteraram a estrutura fundiária. Em outras palavras, a oligarquia continua mandando. É assim que vamos “seguir mudando”? No ato de São Luís, um dirigente petista em prantos disse, sem perder a lucidez: “não vamos largar a bandeira, é nossa bandeira, vamos de Dilma, mas precisamos de um reencontro do PT!”. Ele tem razão, deixar de ser refém do PMDB e assumir a reforma agrária, é disso que se trata.

É o que busca a Corrente O Trabalho, é a que se dispõem os componentes do Diálogo Petista, começando desde já nesta campanha eleitoral.

(EDITORIAL DO JORNAL "O TRABALHO")

Opinião: Eleições 2010, o que fazer?

07 de julho de 2010
* Por Carlos Henrique

A Juventude Revolução – IRJ, sabendo da importância da eleição para Presidente da República de outubro próximo, em seu 11º Encontro Nacional aprovou um conjunto de resoluções, com a defesa das reivindicações da juventude, e indicou apoio à candidatura de Dilma.

Não queremos a volta do PSDB (que privatizou a empresa Vale do Rio Doce, que entregou o nosso petróleo) com Serra, o cara que atacou a autonomia das universidades estaduais em São Paulo numa tentativa descarada de privatizá-las, mandou a PM bater em nós estudantes na USP e nos professores do Estado em greve, o mesmo que foi responsável por acabar com o médico sanitarista quando era Ministro da Saúde.


Por sermos uma organização autônoma frente à partidos políticos, mas não apartidária - e que fique claro: apoiar Dilma, não significa filiar a JR–IRJ ao PT -, alguns pontos devem ser discutidos entre nós à respeito.

O que está em jogo nessas eleições?

Chamamos voto claramente em Dilma, pois queremos estar ao lado da maioria da juventude e dos trabalhadores, que junto com suas organizações de forma independente votarão nela. Mas por que chamamos abertamente voto em Dilma?

Nós não queremos fazer a mesma coisa que aqueles que não defendem os nossos interesses. A começar pela candidatura armadilha de Marina Silva. Ela se apresenta como uma alternativa de “esquerda”, mas esconde a sua política por traz do discurso “verde” (ambientalismo), junto com os hipócritas capitalistas. Não fala de reforma agrária para resolver o problema da terra aos que dela são privados; sobre o desmatamento, não fala da atualização do índice de produtividade da terra, já que no Brasil uma cabeça de gado ocupa, em média 400 km²; não fala de dar moradia às milhares de pessoas que são expulsas de suas casa nas cidades e acabam construindo suas casa em lugares inapropriados, a exemplo dos recentes acontecimentos no Rio de Janeiro e Nordeste. Além de tudo, é contra a legalização do aborto (negando o direito à vida à milhares de mulheres que morrem diariamente nos hospitais públicos) e defende as privatizações, assim como Serra.

Não há problemas ecológicos mais graves que a fome, a miséria, o desemprego.

A dita “extrema” esquerda

Hoje representada por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU). Dizem que as duas candidaturas são iguais (Dilma e Serra), que querem “desmistificar a falsa polarização” entre PT e PSDB. Sabemos que isso é mentira, que querem apenas apresentar à juventude uma realidade onde não há alternativas. Negam que foram dobradas as vagas nas universidades federais, negam o piso salarial nacional dos professores, negam o aumento do salário mínimo, conquistados pelos trabalhadores que exigiram de Lula que cumprisse com aquilo para que foi eleito.
No dia 25 de junho de 2010, na USP, militantes do PSTU chegaram ao ponto de dizer que vão se opor à qualquer medida do Governo Lula, seja ela qual for. Ou seja: danem-se as nossas reivindicações!

Claramente não estão do lado da juventude e seus direitos. A começar, recusam-se em dirigir as nossas reivindicações ao Lula, recusam-se a apoiar o projeto da FUP (Federação única dos Petroleiros), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais. Essa é a alternativa que pretendem ser?

Os fatos como eles são

Após as primeiras discussões com a posição adotada no 11°ENJR, podemos avaliar que acertamos em nossa posição.

Um estudante da USP em discussão com militantes da JR, afirmou: “Fiquei chocado quando fui à uma atividade do PSTU e eles falaram que são contra tudo que o Governo fizer”. Ou seja: são contrários ao aumento do salário mínimo, são contrários ao aumento do número das ETEC´s (Escolas Técnicas), são contrários ao aumento de vagas nas universidades Federais. “Quero fazer campanha da Dilma com vocês, quero estar ao lado de vocês nessa dura luta pra derrotar Serra”, completou.

Temos um espaço para ajudar a juventude na luta pelas suas reivindicações. Um estudante da Pós-graduação na USP, após a leitura do nosso manifesto falou: “concordo com o manifesto e estaremos juntos nessa campanha”.

Ao mesmo tempo, podemos dar respostas aos estudantes que querem votar em Marina Silva com a discussão política. Após um longo debate sobre a política de Marina, suas relações com os patrões e que nada propõem de forma concreta aos jovens e trabalhadores, um militante do núcleo da USP afirmou: “Mudei completamente minha posição sobre Marina”.

Sem ilusões

Não temos ilusão que a candidatura de Dilma atenderá todas as nossas reivindicações sem nenhuma pressão, sem que a gente exija a ela de forma organizada. Sabemos que ela pode atender as reivindicações dos trabalhadores e da juventude apenas com a luta, mas, repito, ela pode, ao contrário de Serra, e a nossa independência – política e financeira – nos permite, dirigir nossas reivindicações à ela.

Pela nossa autonomia frente aos partidos políticos, aceitamos em nossas fileiras jovens que façam campanhas para outros candidatos. Estamos abertos ao dialogo e ao convencimento político. Mas não nos furtamos do debate, pois, só através dele, podemos alcançar a unidade tão necessária para nossas lutas.

* Carlos Henrique é estudante de historia da USP e membro do Conselho Nacional da Juventude Revolução

(DO SITE DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO -IRJ)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Publicação do Correio do Brasil.

23/5/2010 14:33:31
Polícia do Haiti acusada de massacrar prisioneiros após terremoto

Por Redação, com NY Times - de Les Cayes, Haiti


Presos confinados em celas superlotadas

Quando a terra tremeu no Haiti, em 12 de janeiro deste ano, os detentos de uma prisão miserável de Les Cayes, cidade ao sul do país, imploravam para para alguém libertá-los, aos gritos de: "Socorro! Nós vamos morrer aqui". Em outras partes do país, centenas de presos conseguiram fugir, após o terremoto derrubar paredes inteiras das celas. Mas, em Les Cayes, onde a prisão sofreu danos mínimos, não havia saída. E a situação piorou muito para os presos: três quartos deles estão detidos ainda sem julgamento, presos sob acusações mínimas como vadiagem, indefinidamente, ao lado de criminosos condenados.

Logo após o terremoto, segundo constataram os repórteres Deborah Sontag e Walt Bogdanich, do diário norte-americano The New York Times, os guardas espancaram os internos mais ruidosos, garantindo o confinamento em celas superlotadas. Para dormir, somente em turnos. Os banheiros eram baldes. A água, racionada. Estava formado o ambiente para uma trágica tentativa de fuga. Atacaram um guarda, atearam fogo ao que encontraram pela frente, correria pelos corredores mas, ao alcançarem o pátio, última etapa antes dos muros externos da prisão, guardas penitenciários e tropas das Nações Unidas frustraram o plano de forma violenta.

Horas depois que a polícia haitiana invadiu o complexo, dezenas de prisioneiros estavam mortos e feridos, corpos espalhados pelo pátio e pisoteados dentro das células. Sangue para todos os lados. Para a comissão de direitos humanos das Nações Unidas, as autoridades haitianas negaram o uso de força letal e atribuiram as mortes às gangues locais, lideradas por um preso "perigoso".

Na reportagem, publicada neste domingo, no New York Times, foram levantadas dúvidas quanto à versão oficial dos fatos e mostradas as evidências de que as autoridades haitianas abriram fogo contra os prisioneiros desarmados e, em seguida, tentaram encobrir a ação. Muitos cadáveres foram enterrados em covas sem qualquer identificação. Kesnel Jeudi, um detento ouvido pelos repórteres, disse em entrevista que ninguém estava morto quando a polícia invadiu a prisão.

– Eles gritaram: 'Presos, deitem-se. Deitem-se. Deitem-se. Quando os presos obedeceram e se deitaram, os policiais abriram fogo – disse o presidiário.

Jeudi, de 28 anos, afirmou que os assassinatos eram, na realidade, acertos de contas entre os guardas e os prisioneiros:

– Eles escolhiam quem iam matar – relatou.

O número exato de mortes permanece desconhecido até agora, mas na maioria dos relatos, calcula -se entre 12 e 19 mortos e mais de 40 feridos. O atendente do necrotério local, Georges Raymond, registrou inicialmente 11 detentos mortos, mas vários outros foram internados com ferimentos à bala e vieram a falecer em decorrência dos tiros, dias depois, no hospital ao lado.

Os funcionários da prisão não permitiram o ingresso dos repórteres do NY Times no complexo penitenciário que fica atrás da central de polícia, no centro da cidade. Mas os repórteres entrevistaram seis testemunhas do tumulto, bem como outras cinco pessoas que foram à prisão imediatamente após o tiroteio ou no dia seguinte. Nenhum deles viu presos disparando armas ou qualquer prova de que os presos teriam matado os próprios presos. Em vez disso, testemunhas disseram que a polícia disparou em prisioneiros desarmados, alguns no pátio da prisão, outros em suas celas. Posteriormente, as autoridades não notificaram os parentes dos detentos das mortes e vários corpos foram enterrados sem a realização de autópsias. As roupas dos prisioneiros sobreviventes "manchadas de sangue, junto com os sapatos, foram queimadas", relatou um dos entrevistados.

Myrtil yonel, líder dos direitos humanos no Haiti, afirmou:

– Para nós, o que houve foi um massacre.

Olritch Beaubrun, superintendente da unidade de polícia haitiana antimotim, zombou da acusação. Ele disse que um detento apelidado de Ti Mousson tinha abatido os detentos que resistiram seu plano de fuga.

– Ti Mousson derrubou os 12 detidos. Nós não. Nunca disparamos nossas armas contra os detentos – afirmou.

A polícia das Nações Unidas, no entanto, assinala o acontecimento em um relatório interno de incidentes, no qual aponta o uso de armas de fogo pela polícia haitiana. Os cozinheiros e três mulheres presas no interior do presídio, durante o tumulto, confirmam que os detentos não fizeram nenhum disparo. Nenhuma arma foi recuperada. Ti Mousson – cujo nome verdadeiro é Luguens Cazeau – escapou. As autoridades não consideraram a prisão como cena de um crime, destruindo toda e qualquer evidência de que Cazeau, o preso "perigoso" que aguardava julgamento sob a acusação de roubar uma antena parabólica, teria sido o autor de tantas mortes.

Texto publicado no site Última Instância

Ricardo Giuliani Neto - 24/05/2010

Não vai demorar muito para que todos os que pediram o projeto “Ficha Limpa” e os que detonaram o “fator previdenciário” afirmem em uníssono, tal qual aquele personagem do Jô Soares: “ e eu agrediiteeeiii...”

O show de hipocrisias e de cinismos no Congresso Nacional foi algo absolutamente insuperável. Ver os Senadores Agripino Maia e Romero Jucá, juntos com todos os outros, cobrando decência das Casas da República, somente foi superado pelo ridículo da emenda senatorial aposta ao projeto ficha limpa regulando o tempo do verbo subordinativo do tempo das condenações havidas. Portanto, limpar-se-ão as fichas, a depender da conjugação verbal; explique-se Senador Dornelles.

Constituição? Às favas! A preocupação dos representantes do povo e dos Estados fixou-se nas urnas de outubro. Pão e circo. Ao povo, pão, circo e demagogia da mais barata.

E o pior, há uma montanha de gente de boa-fé sendo enganada pelo embuste patrocinado, lá no comecinho, pela Associação dos Magistrados Brasileiros, mãe do projeto de lei que dá as costas à Constituição brasileira. Sim, o princípio constitucional da inocência ou da não-culpa, sequer foi trazido ao debate pelos senhores congressistas. Os olhos dos congressistas estão nas urnas de outubro, e a consciência dos pais do embuste, na “ingenuidade” romântica de quem faz a política com a toga.

O tema é singelo: o meio cidadão e o cidadão e meio. Ah, e no meio disso tudo existem pedras, gente tentando fazer política séria e decente. Acompanhem os acontecimentos e depois me digam, ou, melhor, digam a vocês mesmos, foi um embuste, ou não?

Não quero entrar no tema relativo ao fator previdenciário aprovado pelo Congresso Nacional juntamente com o aumento do índice de reajuste aos aposentados com vencimento superior a um salário mínimo. É outra bazófia, outra fanfarronice; ou alguém duvida do veto Presidencial à demagogia barata? Por que demagogia barata? É impensável matéria desta complexidade e envergadura sendo tratada como se comprando um quilograma de tomates ou 3 ou 4 bananas.

A nossa política está cada vez mais parecida com os nossos políticos. Com o perdão da generalização – sempre injusta – hipócritas e cínicos, isto é o que vi na última semana no Congresso Nacional. Homens com lado; o lado de dentro. Se há governo, se há benesses, estão dentro, sempre dentro. As estampas na mídia, a rouquidão moralista, o oportunismo escrachado, tudo com nome e sobrenome e urnas de outubro.

Postos os símbolos, alguns questionarão: e aí? E as novidades? Até agora escrevestes o sabido! Verdade! Não há novidades no front, nem mesmo outubro será diferente.

Pensem nas manchetes dos telejornais, nas chamadas dos diários nacionais, nos títulos dos principais colunistas do País e digam, onde encontraram algum juízo crítico sobre a postura do Congresso Nacional? Todos vendo e publicando a demagogia, reverberando a hipocrisia e oferecendo horários nobres ao cinismo. Por que a sociedade é assim?

A encenação no projeto de lei “ficha limpa” e o escárnio no “pacote de bondades” aos aposentados de boa-fé, são a mostra da total falta de limites e o mais desplantado deboche com os brasileiros que, como já disse, acreditam que essas coisas vieram para melhorar nossas vidas.

Prestem atenção nas discussões nascidas no dia imediatamente posterior às aprovações referidas. Relativamente ao Ficha Limpa, surgem os “não é bem assim”, “só vale pras próximas eleições”. No fator previdenciário, “temos que discutir melhor a matéria”, “desde que o Presidente não vete o aumento pros aposentados, pode até vetar o fator”. Mentira ou verdade? Ora? Cinismo e hipocrisia!

Então aguardemos o “e eu acreeediteeiiii...”

Ah! Não esqueça, eles querem o seu voto e sinto informar, nas matérias comentadas, a unanimidade esteve presente no Congresso Nacional. Ah! Não esqueçam do grande Nelson Rodrigues: a unanimidade, é burra.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Vídeo Debate Sobre As Tropas Brasileiras no Haiti

Partido dos Trabalhadores:

C o n v i d a:

Vídeo e Debate
Porque somos contra as tropas brasileiras no Haiti. E a favor da ajuda humanitária com médicos, enfermeiros e engenheiros!


Promoção:

DZs-PT Jaçanã e Vila Maria


Local:
Sede do DZ-Partido dos Trabalhadores/Jaçanã - Av. Roland Garros, 1652 - Jd.Brasil

Domingo, 30 de maio de 2010 às 16 horas

COMPAREÇAM E PARTICIPEM!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CONQUISTA NÃO SE NEGOCIA!!!

Caros companheiros e caras companheiras.

Boa noite!

Em relação a matéria que os companheiros, mais uma vêz, de forma extremamente democrática, nos convida a debater um assunto, embora ainda não seja da categoria novamente, mas, evidentemente, tenho uma contribuição para que a categoria raciocine e pense.

Antes de mais nada, concordo que o Sindviários deveria manter o compromisso e enviar TODA a proposta de pauta de negociação à categoria, embora, concorde também, com seus diretores, que a assembléia dos trabalhadores da CET é aberta a todos e cabe aos trabalhadores interessados, em participar, negociar e criticar e propor emendas.

Mas quero me ater ao fundamental das propostas apresentadas e concordar no acerto da assembléia de barrar a tentativa do governo -através da DR e principalmente do CRE que, além de não ser um órgão minimamente democrático, já que seu presidente nada entende de democracia operária ou mesmo de direitos adquiridos, age de forma truculenta e absurdamente ditatorial.

Houve, por parte desses senhores, provavelmente à mando do supersecretário, uma proposta de negociar o inegociável, ou seja, a idenização por tempo de serviço a quem é demitido. Nos, da CUT, lutamos por uma medida provisória que proibisse demissões. Na prática, é importante que a categoria saiba, funciona como tal, pois é muito difícil que a camarilha que governa nosso município consiga alocar verba suficiente para demitir os trabalhadores da CET se tiverem que pagar essas idenizações. Seriam mais de uma centena de milhões de reais para tanto e hoje este é um dinheiro virtual. Caso, os trabalhadores aceitassem discutir isso, seria o fim! Se querem dar uma previdência privada, que o dêm sem negociar conquistas, ou alguém acha que esses trabalhadores seriam idiotas o suficiente para vender suas estabilidades para garantir emprego a algum pelego vendido?

Não, não irão! A categoria é inteligente o suficiente e, claro, tem senso de sobrevivência!

Por fim, não posso deixar de ressaltar em relação aos senhores que represtam a Nova Central, central sindical pelega e que certamente serão derrotados em tantas quantas assembléias forem necessárias pela categoria que não aceitará "vender" suas conquistas e que se preciso for, iria às assembléias, na qualidade de beneficiário desse acordo coletivo convencendo os trabalhadores presentes a derrotá-los!

A nova diretoria assumiu ontem, e só após isso, o pelego do Gibão poderia "pedir" a renúncia de um conselheiro que assume essa diretoria, mas como não sabe lidar com a democracia e com as diferentes opiniões, o faz através de documentos um mês antes da posse. Só o respaldo de toda categoria conseguirá que, em nome da CUT, continue apresentando excelentes acordos coletivos como a Nova Central jamais conseguiu!

Um abraço!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Centro Acadêmico. Por que não sai?

Caras e caros leitores.

Tem coisas que não se entende. uma delas é o fato de não conseguir repercutir a idéia -ainda sem a reforma ortográfica- da formação de um centro acadêmico. Não obstante, as necessidades práticas de alunos de uma universidade particular onde, a mensalidade, o pagamento de provas suplementares, onde nem sempre uma justa falta de um aluno o permite conseguir isenção da mesma, as filas esdrúxulas para pagá-las que obriga o aluno a perder parte da primeira aula e, pior, ele paga até por essa aula, a carteira de estudante e de passe escolar que é um parto. Para se ter idéia -de novo, sem a reforma ortográfica- tem gente -entre essa gente, eu!- que ainda não recebeu a carteira da univesidade e muitos outros que estão com dificuldades com a de passe. Aliás, a luta pelo passe-livre que traria enormes benefícios para os estudantes, o REUNI, uma reforma universitária que destrói as universidades públicas rebaixando a qualidade de ensino e continuando sem prestar serviço e garantir a vaga dos alunos oriundos de escolas públicas, as cotas sociais que deveriam privilegiar ao menos em 75% das vagas a alunos oriundos dessas escolas, e mesmo que alunos da Unisantanna não tenham o objetivo de estudar numa pública, seus filhos, em breve, haverão de pensar a respeito. Ou seja, falta perspectiva a esses alunos.
Acho, que esses argumentos, deveriam ser suficientes para organizarmos uma diretoria provisória e, no ano que vem, no máximo, mas objetivando no segundo semestre, poderíamos iniciar o processo de construção desse centro acadêmico e acaber com as tais listas de delegados que vêm ajudando a destruir a UNE!
Mas não são! Ifelizmente não conseguimos repercutir essa proposta, embora iremos tentar novamente construir esse coletivo com o objetivo de unirmo-nos a estudantes de outras universidades para organizarmos os jovens e façamos deles, um objeto de orgulho de nossa geração e provemos ao mundo que vocês, jovens estudantes, não são os alienados que "pintam" nem estão tão alheios aos problemas nacionais e internacionais que os colocam no centro de um furacão chamado capitalismo que cada vêz mais, se auto-destrói e, se não fizermos alguma coisa, nos afundará junto rumo à barbárie!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ciclo da àguas : Do ENEM à luta política

Com o advento do ENEM, onde o assunto entre outros era esse problema, resolvi, emaranhar-me nesse assunto e começar a discutir alternativas efetivas para resolução desse problemão universal.

O início do problema do ciclo das águas se dá na nascente do Amazonas e, justamente, porque ao invés das reservas extrativistas dos seringais serem preservadas, grupos estrangeiros, ONGs, latifundiários, e piratas de todas espécie invadiram o local e começam seu desmatamento para toda a espécie de negópcios que possamos imaginar. Desde o corte ilegal de árvores, para extração de mogno e outras madeiras proibídas, monoculturas, pasto, etc.

As soluções que apresentam os governos, os própris latifundiários e, ainda o povo extrativista não leva em conta o cerne do problema e não vai até o fim em sua solução. Se por um lado, existe pessoas realmente interessadas em resolver essa questão, não conseguem enxergar que só com resoluções duras e pragmáticas conseguirão se ver livres desses problemas e por outro, os bandidos piratas multinacionais, não haverão de abrir mão de seus interesses, sem uma "boa" briga!

Nesse aspecto é que começo a elaborar um plano de salvação do ciclo hídrico amazônico. Creio, em vinte anos tudo volta ao normal e em cem anos, apenas, toda a selva será novamente vista de forma juvenil e bela como sempre foi!

Começamos por instituir a proibição total e absoluta da ocupação em toda área de Xapuri e adjacências e, depois, de toda a selva amazônica por QUALQUER CIDADÃO, excetuando-se as tribos indígenas nativas dalocalidade. Todas as demais pessoas devem sair imediatamente do local. Os extrativistas podem continuar desde que, única e exclusivamente trabalhem na extração do látex, subsidiados por verbas governamentais. Sem nenhuma outra atividade paralela ligada à terra ou que traga quaisquer consequências a ela!

A partir da evacuação total da localidade, poderemos começar a pensar uma amazônia livre, laica, e que produza riqueza a nação sem que isso interfira em sua total preservação! Comecemos com a intropdução de uma guarda nacional, muito bem treinada e paga para que preserve a terra incondicionalmente em nome do patrimônio público e do povo brasileiro. Claro, as terras ocupadas desocupadas, desapropriadas SEM PAGAMENTO, e nada nem ninguém deverá possuir propriedade, só o Estado!

Após a desocupação, instalarce-á em locais já desmatados por essa bandidagem, Universidades Públicas, gratuitas, laicas e com ênfase em pesquisa de biodiversidade com o objetivo de patentear em nome do Estado TUDO que lá tiver de mecdicamentos, alimentos que possa grar divisas ao nosso país em detrimento dos países desenvolvidos, que se utilizam dessa área para piratear e roubar nosso bem comum. Com o advento da Universidade Pública, de agrônomos, bologos, veterinários, zoólogos e afins, poderíamos pensar em locar parte dessa área desmatada e inserir através de posse, sem terras ligados a movimentos organizados (MST-MNST, Pastoral Camponesa, etc.) onde esse pessoal iria receber salários dignos (mínimo do DIEESE) e trabalhar no reflorestamento auxiliados pelo corpo técnico científico das universidades públicas. Com isso já resolveríamos dois problemões nacinais. A falta de assentamentos decentes, com infra-estrutura, auxílio técnico, etc., a falta e investimento na área científica além, de questão de reflorestar o alto da amazõnia, principal artífice do proble a da seca na região!
Não há dúvida que com a total estatização da região amazônica, com mão de ferro segurar sua ocupação, com o desenvolvimento técnico científico que abrirá portas a uma imensa e imensurável descobertas na biovidersidade, a força policial para impedir a pirataria e com os debêndures dessa biodiversidade em nossos cofres, com poucos anos de atuação tudo será pago, teremos a amazônia definitivamente em nosso poder, e sem contestação, e abriremos, certamente, mais uma estrada rumo a um país mais justo, fraterno e oxalá, socialista!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Democracia É Boa! Quando Eu Mando!

Não obstante, perder a eleição. Quando passamos por uma disputa eleitoral, sempre, as máscaras caem. Caiu a do DR, Moraes, ao não discutir em nenhum momento sequer, o por que, o que e qual objetivo de uma viagem à Espanha sem a menor discussão e sem nenhum balanço posterior sobre o que foi fazer lá!
Agora o Gibão, numa atitude absolutamente antidemocrática se abstem de convocar a Vice-Presidente do CRE para as reuniões, e sabem por que? Pelo simples fato dela não ser pelega, não se juntar aos pelegos da Nova Central e não abrir mão de seus princípios cutistas, notórios há anos, em todas as mobilizações, assembléias e reuniões por onde participou sem nunca ter fugido ao debate, em sua maioria, ainda sem mandato algum. Bem diferente, aliás, desses covardes que só falam ou fazem alguma coisa, e ainda assim cooptados pela administração Kassab/Marco Antonio, com um mandato com a respectiva estabilidade de emprego, e alguns milhares de reais nos bolsos!
Como pode o CRE ficar três reuniões sem convocar a vice-presidente eleita. A falta de caráter e de política que os fizeram fugir ao debate, infelizmente, demonstra que tipo de gente estava disputando as eleições pela outra chapa, o que, na verdade, clarifica quais seriam suas reais intenções ao monopolizarem todas as instâncias de representação!
Por outro lado, também, foi ótimo, pois só assim, a categoria poderá perceber e à partir de agora, optar por representações cutistas, classistas e que estejam, no mínimo no campo democrático popular e não no campo da elite que restringe direitos, pré conceituam as pessoas pelo que elas falam e declaram e não aceitam o contraditório. Parabéns aos trabalhadores da CET que souberam escolher a democracia em seu sindicato!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

SPTrans: O Povo? Oras, Um Simples Detalhe

Não obstante, considerarmos seres inteligentes, por muitas vêzes, nos vemos que somos pegos de surpresa e que consideram-nos, simplesmente, idiotas!
Caí no conto do Dr. Alexandre, da SPTrans e da Socicam.
Ao visitar site da SPTrans, observei que poderia 'ganhar' um bom tempo se resolvesse emitir um boleto para carregar meu bilhete de estudante pela 'bagatela' de R$ 1,50 pela emissão do boleto em MINHA impressora e com a MINHA tinta. Porém, caso não houvesse necessidade de filas, terminais, ainda mais, agora, que vou ter que sair do trabalho e ir diretamente para a faculdade, é um custo até que razoável embora, reafirmo, MINHA TINTA, MINHA IMPRESSORA!
Parece, mas não é!
Qual minha surpresa ao verificar no ônibus que meus créditos não estavam em meu bilhete único! Pior, aoverificar junto ao site da SPTrans havia, e só depois deste idiota que vos escreve, a justificativa que como era "teste" seria necessário ir a um validador de auto-atendimewnto e validar os créditos. iosso é um absurdo!
Senhor secretário, pense comigo o desleixo de sua pasta, onde voc~e é o responsável com o povo paulistano! Uso minha energia elétrica, uso meu computador, gasto meu tempo, emito um boleto em minha impressora, com a minha tinta, você me cobra R$ 1,50 e ainda me obriga a ir a uma máquina de auto-atendimento terceirizada e validar meus créditos! Você está de brincadeira! Ou será que esse R$ 1,50 será para que paguemos a fortuna que gastou em doações para a Nova Central disputar as eleições do Sindviários com a CUT e prá piorar, vocês perderam! E de goleada!
Termino com mais essa piada. Nenhum funcionário da SPTrans, Socicam, seguranças ninguém ,absolutamente ninguém, no terminal sabia informar qual seria o procedimento correto, sendo que ainda, fui destratado por um funcionário de nome Edilson, e eu mesmo, sózinho, após inúmeras idas e vindas, descobri qual o procedimento teria de tomar para produzir créditos já pagos com um boleto que me custou R$ 1,50, e poder utilizá-lo.
Como vêem o DEM, o Aquassab, o Supersecretário, a SPTrans tem no povo, ora o povo, é um simples detalhe!
EU MEREÇO RESPEITO!
tODO O POVO PAULISTANO TAMBÉM MERECE O DEVIDO RESPEITO, MENOS VOCÊS, QUE NÃO PENSAM EM NÓS, NEM QUANDO ESTÃO NO BANHEIRO FAZENDO SUAS POLÍTICAS!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Mundo é Gozado!

Como o mundo dá voltas! Como as coisas são interessantes.
Um trabalhador, um operador de tráfego, numa cidade praiana, São Vicente, há 100 km de São Paulo, trabalhava tranquilamente, haja vista que, ao contrário dessa imensa metrópole chamada São Paulo, São Vicente, excetuando-se no verão, é uma cidade bem tranqüila!
No entanto, mesmo nessa tranquilidade, existe sempre, os 'espíritos de porco" que adoram tentar acabar com o dia de uma pessoa que está quieta, trabalhando e fazendo seu papel em nossa organização social, já tão cheia de senões, dificuldades e contrariedades. Esse trabalhador ao perceber um veículo estacionado sob uma R6a, que, para quem não trabalha no trânsito, significa que é proibido estacionar, só restando ao motorista, a possibilidade de, rapidamente, efetuar embarque e desembarque de passageiros, e em não encontrando o referido condutor do veículo estacionado irregularmente, iniciou a autuação.
Pobre coitado! Eis que chega apressado, irritado e de dedo em riste, nas fuças desse imbecil que queria autuá-lo disse-lhe. "Por que o senhor está perdendo tempo em TENTAR autuar-me? Quem você pensa que é, seu verme? Acha mesmo que pode multar alguém só porque para numa merda de uma placa de trânsito? Ah! E tem outra, conhece o doutor fulano de tal, presidente da Câmara Municipal aqui da cidade, pois bem! Ele é amiguíssimo meu e amanhã, o mais tardar, você, seu palhaço, estará no olho da rua!"
O funcionário municipal, respirou fundo, mas fundo mesmo, para não perder a calma, e com voz baixa, tentando parecer o mais tranqüilo possível, respondeu-lhe: "Pois é, desculpe-me senhor, mas ocorre que por estar estacionado em local proibido e, como pode perceber, está criando uma enorme dificuldade aos outros motoristas -e por isso existe essa sinalização de trânsito aí- fui encarregado de solicitar-lhe a gentileza de remover o veículo do local mas, como o senhor não encontrava-se, autuei-o, ah! Mas espere só um minuto."
Nesse momento, nosso amigo, sem pressa, tirou um cartão do bolso e respondeu-lhe. "Senhor, sou do PT, portanto sou trabalhador, porém, embora ame minha profissão, entrego-lhe meu cartão de minha segunda atividade que, por sinal, é a de vereador da cidade. E mais! Sou o primeiro secretário da mesa de trabalhos. A autuação, infelizmente para o senhor, está mantida sim e desse por satisfeito por não ser preso por desacato a um funcionáriuo público em exercício de sua profissão! Ah! Mas, por gentileza, não esqueça de mandar minhas recomendações ao Sr. Fulano, que é meu colega lá na mesa da Câmara Municipal! Boa tarde!"
Esse caso é verídico, embora com pequenas alterações p0ara tornar o "causo" mais interssante. O operador de tráfego e prmeiro-secretário da Câmara Municipal de São Vicente, existe, assim como esse fato e é conhecido na cidade como Bira, o vereador que trabalha!
Boa noite e excelente carnaval a todos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Haiti

Dados extraídos do site da Juventude Revolução - IRL
http://www.juventuderevolucao.org/

Do debate às ruas
08 de fevereiro de 2010

São Paulo inicia preparação da Jornada Internacional contra as guerras e a exploração

No dia 31 de janeiro o militante da Juventude Revolução – IRJ, Daniel Santos, que estava no Haiti durante o terremoto que devastou o país, veio à São Paulo para fazer um debate com base no que presenciou e nas imagens gravadas por ele enquanto esteve por lá.

As imagens do video são chocantes. Vemos depoimentos, tanto antes quanto depois do terremoto, de trabalhadores, jovens e sindicalistas haitianos sobre a “ajuda” prestada pelas tropas da ONU (Minustah): nenhuma.
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Debate sobre o Haiti em SP conta com a presença de estudante que esteve no terremoto
30 de janeiro de 2010

O Estudante da Unicamp Daniel Santos, presente no Haiti quando ocorreram os terremotos, entrevistado pela Folha de Sâo Paulo, militante da Juventude Revolução – IRJ, vem à Sâo Sâo Paulo para um debate no dia 31 de janeiro.

No momento em que a solidariedade com o povo haitiano é uma obrigação, ele nos conta sobre a atuação da Minustah:

“Ao sair na rua vi a porta dos médicos sem fronteiras, abarrotada de gente. Corpos do lado de fora. Perguntadas sobre quem ajudava a levar os feridos para os hospitais, a retirar os escombros, as epssoas respondiam: 'Contamos com a ajuda uns dos outros'. Nenhum socorro da Minustah. O povo Haitiano tinha sido abandonado à sua própria sorte.”


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Atividade de formação no núcleo do Distrito Federal
26 de janeiro de 2010
No dia 15 de janeiro, o núcleo do Gama-DF realizou uma atividade de formação no Centro de Ensino Médio 02 (CEM 02) do Gama. A atividade contou com a participação de 10 militantes.

Debatemos sobre o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Angels, a partir do informe de três militantes (Arthur, Victor e Claudio).
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"A situação atual no Haiti não é uma fatalidade"
22 de janeiro de 2010

Abaixo publicamos, resolução da Executiva Nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) referente a tragédia do Haiti.

Resolução da Executiva Nacional da CUT sobre o Haiti

A Direção Executiva Nacional da CUT, reunida em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 2010, reafirma sua solidariedade, manifestada desde o dia 13 de janeiro, às vítimas do terremoto no Haiti. A CUT decidiu iniciar uma campanha para ajudar na reconstrução do Haiti, dando ênfase ao movimento sindical haitiano com o recolhimento de fundos entre os sindicatos brasileiros para serem remetidos às organizações que a CUT mantém relações naquele país.

Em contato com dirigentes sindicais haitianos que foram parte da delegação internacional presente no 10º CONCUT (agosto de 2009), a CUT foi informada da verdadeira catástrofe que se abate sobre o povo haitiano. Muitos sindicalistas perderam a vida, outros tantos tiveram suas casas e locais sindicais destruídos e o compromisso assumido pela nossa central é de ajudar na reconstrução das organizações dos trabalhadores e assistir às suas famílias no Haiti.http://www.juventuderevolucao.org/

Conferência Mundial Aberta AcIT - ACORDO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES E DOS POVOS Contra a guerra e a exploração

Argélia, 19, 20 e 21 de Novembro de 2010

CARTA aos 463 primeiros signatários de 54 países que lançaram o apelo para a realização da “Conferência mundial aberta contra a guerra e a exploração”

Caros amigos e amigas, caros companheiros e companheiras.
Temos o prazer de os informar que a “Conferência mundial aberta contra a guerra e a exploração” será realizada em Argel, nos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2010. Vocês são 463 militantes operários, dirigentes sindicais ou políticos, de 54 países, que responderam à proposta lançada pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos de realizar esta conferência. Por que na Argélia?
Porque, nesse país, o tema da luta contra a guerra e a exploração tem uma ressonância particular. O povo argelino sofreu os maiores sacrifícios na sua luta pela emancipação nacional para lançar as bases da soberania da nação. Na continuidade dessa luta os trabalhadores edificaram as suas próprias organizações. A realização desta Conferência mundial aberta em Argel tornou-se possível graças ao empenho do Partido dos Trabalhadores da Argélia e da sua bancada parlamentar, bem como ao apoio dado pela Central sindical UGTA (União Geral dos Trabalhadores da Argélia). Essa conferência será realizada nas melhores condições materiais e práticas, e beneficiará das tradições de hospitalidade do povo argelino. Pela primeira vez desde 1991 – ano em que o Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos foi criado, com base no “Manifesto contra a Guerra e a Exploração” – será realizada no continente africano uma Conferência mundial, particularmente dilacerado pela política de privatização, de decomposição e de guerra organizada pelas instituições internacionais do imperialismo: o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Internacional do Comércio (OMC). O aprofundamento da guerra de intervenção internacional no Afeganistão, a desagregação que prossegue no Iraque, bem como as ameaças que pesam novamente sobre o Médio Oriente, demonstram que o espectro da guerra é mais do que nunca ameaçador. Por outro lado, a exploração da classe operária e as ameaças que hoje pesam sobre a independência de suas organizações, devido à crise do sistema capitalista, estão presentes e reforçadas em todo o mundo. Há urgência em debater, em confrontar experiências, para que o combate dos trabalhadores e da juventude em cada país possa ser apoiado, no plano internacional em que ele se desenvolve. É por isso que estamos felizes e orgulhosos de poder confirmar a data e o local da realização desta “Conferência contra a guerra e a exploração”. Temos encontro marcado em Argel no próximo mês de Novembro. Louisa Hanoune, Secretária-geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia, Daniel Gluckstein, Coordenador do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos
PS: As informações práticas sobre as condições de inscrição na conferência, bem como a proposta de organização da ordem do dia serão comunicadas nas próximas semanas.

Contra a guerra e a exploração
Argélia, 19, 20 e 21 de Novembro de 2010

Há 18 anos – em vésperas da primeira guerra contra o povo do Iraque – militantes de diferentes tendências, delegados de organizações operárias e democráticas de 53 países, fundaram, em Janeiro de 1991 em Barcelona, o Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos. O seu «Manifesto contra a guerra e a exploração» - que afirmava o laço indissociável que existe entre a guerra atroz que estava em preparação e o sistema social fundado sobre a exploração do Trabalho pelo Capital – era taxativo : «Nós somos contra a guerra. Os trabalhadores e os povos de todo o mundo são contra a guerra. Porque eles sabem que a guerra significaria um passo suplementar na opressão e na exploração que – sob a égide do FMI, da CEE e da Trilateral – organizam, em todos os países e em todos os continentes, a desregulamentação, o desemprego, a destruição do Ensino e da Cultura, a destruição das fábricas e a desertificação dos campos. A guerra significaria um passo suplementar na via da subordinação ao Estado das organizações operárias – e, em primeiro lugar, das organizações sindicais – um ataque à sua independência.
Tinham razão em afirmá-lo, estes militantes de diferentes tendências do movimento operário? Passaram 18 anos. Os conflitos entre nações e no interior das próprias nações não param de se desenvolver. As guerras arrasaram o Afeganistão, de novo o Iraque, os Balcãs, o Cáucaso, bem como vastas regiões da África. Guerras que o antigo Presidente dos EUA, Georges W. Bush, caracterizava assim em 2001 : «uma guerra total : económica, social, política e militar». Passaram 18 anos. Os militantes pelos direitos operários e democráticos, de todo o mundo, bem como as suas organizações, só podem alarmar-se perante a actual escalada do conflito no Médio Oriente, nomeadamente face à agressão militar de Israel contra Gaza – uma das zonas mais densamente povoadas do nosso planeta – e perante a punição colectiva que continua a ser infligida à população de Gaza. Quem procura a Paz e a Justiça pode ficar silencioso face a esta agressão e aos sofrimentos que ela está a provocar? É possível ignorar a ligação entre esta perigosa escalada da guerra no Médio Oriente e a vaga crescente de despedimentos, de fecho de fábricas e de destruição de empregos estáveis de que é vítima agora a classe operária, em todos os continentes – sublinhando a profundidade da crise mundial do regime económico baseado na propriedade privada dos meios de produção? Segundo o Secretariado Internacional do Trabalho (estrutura da Organização Internacional do Trabalho – OIT), no final de Janeiro, o número de desempregados em 2009 em relação a 2007 poderia aumentar entre 30 e 51 milhões, enquanto mais de 200 milhões de pessoas poderiam vir a engrossar as fileiras dos «trabalhadores extremamente pobres». Na China, dezenas de milhões de «trabalhadores migrantes», despedidos das fábricas em falência, são colocados na rua com a promessa de um futuro de fome e miséria. Nos EUA, na cintura industrial histórica dos «Três grandes» (GM, Ford e Chrysler), já existem dezenas de milhar de empregos suprimidos, enquanto dois milhões de famílias foram expulsas das suas casas no seguimento da crise dos «subprimes» de 2007… Em África, na Ásia e mesmo na América Latina existem nações inteiras colocadas «sob a tutela» das instituições financeiras internacionais, as quais também estão a sofrer as consequências da crise. A « Velha Europa » também não é poupada, bem pelo contrário: de Lesta até ao Oeste, uma vaga de despedimentos sem precedentes ameaça as próprias bases do coração industrial onde nasceu o movimento operário. E os responsáveis por esta catástrofe têm o descaramento de afirmar que a única saída para a classe operária e as suas organizações seria integrarem-se na «governação mundial», integrarem-se e colaborarem nos pretensos «planos de relançamento» que injectam biliões de dólares e de euros nos bancos e na especulação, gerando sucessivas destruições da força de trabalho e de todas as suas conquistas arrancadas pela luta de classe. Por todo o lado, os responsáveis pela crise ousam intimar as organizações operárias a renunciar ao que elas são, às suas prerrogativas : o direito à greve, o direito a negociar e a assinar contratos, o direito a defenderem os direitos particulares do Trabalho face ao Capital. Direitos sem os quais não pode haver democracia. E, contudo, em todos os continentes, a classe operária – agarrando-se às organizações que construiu através da sua luta de classe – procura preservar a sua própria existência, recorrendo à greve, a manifestações e à sua recusa encarniçada de caucionar guerras destrutivas e desmanteladoras. Não é então da nossa responsabilidade convocar uma Conferência mundial, o mais larga possível, à escala de todo o mundo, onde participem todas as forças do movimento operário e democrático que recusam os ditames daqueles que querem fazer com que a crise que eles provocaram seja paga por todos quantos consideram que é vital preservar, de forma absoluta, a independência do movimento operário e de todas as suas organizações e conquistas? Em cada um dos nossos países e continentes, existem diferentes experiências e tradições, mas há um traço comum entre nós – a recusa da guerra e da exploração – que nos faz considerar que é urgente abri resta discussão à escala mundial.

Por isso, decidimos fazer um apelo a todos os militantes, dirigentes e organizações do movimento operário para que se reúna – em prazos a definir em conjunto – uma larga Conferência Mundial Aberta «Contra a guerra e a exploração».

PRIMEIROS SIGNATÁRIOS:
AFEGANISTÃO: Nasir Loyand, Esquerda radical do Afeganistão (LRA); ALEMANHA: Altmann Michael, Comissão executiva da Comissão Operária do SPD (AfA), Estado de Hessen (*); Becker Heinrich, GEW (*); Birkhahn Manfred (Ver.di – Confederação sindical alemã); Boulboulle Carla, GEW (*); Brandt Gabriele, Ver.di Berlim (*); Buchhaupt Siegfried, GEW; Bunz Kerstin, Ver.di (*); Döring Rainer, Ver.di; Eisner Udo, IG Metall; Engstfeld Ellen, SPD, Ver.di (*); Falk Elke, Ver.di; Fast Bodo, SPD, Ver.di; Frey Henning, SPD GEW; Futterer Michael, SPD GEW; Günter Schwefing, Ver.di; Gurster Eva, SPD, Ver.di (*); Gürster Julian, IRJ Ver.di; Hans Weigt, Ver.di; Hauptmann Tina, SPD; Henning Frey, SPD GEW (*); Hesse Lothar, Ver.di; Hirschfeld Klaus, SPD; Kischkat Mirco, SPD, Ver.di (*); Kreutler Peter, SPD, Ver.di (*); Krupp Gotthard, SPD, Ver.di (*); Lätsch Winfried, (Gewerkschaft Nahrung und Genuss – NGG [Sindicato dos Alimentos e Bebidas – NdT]); Matzke Cornelia (Ärztin); Mechthild Wellems, Ver.di; Mees Hans-Jürgen, Ver.di; Mosar Ingo, Ver.di (*); Müller Jürgen, SPD; Muller Norbert, Ver.di (*); Ott Lothar, SPD GEW (*); Paternoga Paul, SPD-AfA, IG Metall; Polke Peter, Gewerkschaft Transnet; Prasuhn Volker, Volker Prasuhn, SPD-AfA, Ver.di; Röser Ingo, GEW; S. Omslo Anna Helena, Ver.di VH (*); Schermer Gerlinde, SPD; Schroer Klaus, SPD; Schuller Klaus, Secretário da DGB, SPD-AFA; Schuster Anna (Ver.di); Schuster H.W., SPDAfA, Ver.di (*); Schwefing Guenter, Ver.di (*); Sieweke Beate, SPD-AfA, Ver.di; Steinebach Inge, SPD-AfA, Ver.di; Timmermann Olaf, SPD, Ver.di; Treffert Christiane, GEW (*); Weiß Dirk, SPD, IGBCE; Wellems Mechtilde, Ver.di (*); Wernecke Monika, Ver.di (*); Werner Uhde (Internationale Arbeitnehmerverbindung – IAV [Acordo Internacional dos Trabajadores e dos Povos – NdT]); Wesemann Klaus, SPD-AfA, Ver.di; Wolf-Wesemann Doris, SPD, Ver.di; Zeller Inge, Ver.di; Zutz Axel, SPD-AfA, IG BAU; ARGÉLIA: Arfoutni Abderrahmane, Partido dos trabalhadores; Babouri Mustapha, sindicalista membro da secção sindical do Porto de Bejaia, UGTA; Badraoui Malika, deputado; Barani Nabil, sindicalista, SG da secção sindical ONAB (Gabinete nacional dos alimentos de gado), UGTA, Bejaia; Benbessa Rahima, sindicalista, membro da Federação de trabalhos públicos e construção, UGTA; Bendob Ali, SG União de Wilaya, UGTA, Laghouat (*); Benkachoua Mohamed, sindicalista, União local Hassi Rmel UGTA (*); Benyahia Abdellah, deputada; Boudjou Zahir, sindicalista, SG Sindicato nacional da empresa ONAB (Gabinete nacional dos alimentos de gado), UGTA; Boukerreche Ahmed, sindicalista, membro da União local UGTA, Mila; Bousmaha Houaria, deputado; Chouitem Nadia, sindicalista, membro da Comissão executiva nacional UGTA; Derradji Abdelkader, deputado; Djouambi Amar, sindicalista, Federação do comércio e turismo UGTA; Guerfa Slimane, deputado; Hamzaoui Rédha, membro da comissão executiva federal, Federação nacional dos trabalhadores do petróleo, UGTA; Hanoune Louisa, Secretária geral do Partido dos Trabalhadores; Kherbache Zoubida, deputada, Presidente da Comissão económica; Labchri Karim, Partido dos Trabalhadores; Manseur Mourad, deputado; Mokrani Fazia, sindicalista, membro do Sindicato de empresa dos trabalhadores da educação, UGTA, Bejaia; Rouabah Yacine, sindicalista, membro da secção sindical dos Ferroviários, UGTA, Bejaia; Sait Said, sindicalista, membro da secção sindical dos Ferroviários, UGTA, Bejaia; Tahraoui Omar, sindicalista, membro do Sindicato de empresa dos trabalhadores da educação, UGTA, Bejaia; Taleb Miloud, sindicalista, União de Wilaya, UGTA, Laghouat (*); Tazibt Ramdane, deputado, Vice-presidente da Assembleia popular nacional; Tehami Mohamed, deputado; AUSTRÁLIA: Chan Anita; BANGLADESH: Khandaker Sayedul Islam, Secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Juta, de Daji; Majibur Rahaman, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Têxtil, de Dinajpur; Masud Rana, Secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Juta, de Mohammodia; Miss Shamim Ara, Secretária da Comissão das Mulheres do BJSF; Mohammad Badruddoja Chowdhury, Presidente da Federação da Juventude; Rafiqujjaman, Presidente do Partido Democrático dos Trabalhadores; Sanzeed Hossain, Secretário adjunto BJSF; Shariat Ullah, Secretário do Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Chittagong; Zakir Hossain, Secretário-geral do Partido Democrático dos Trabalhadores (BJSF); BÉLGICA: Chaineux Jeannine, (*); Giarrocco Roberto, FGTB-CGSP (*); Heylen Sonja, CGSP (*); Janssens Rudy, Secretário federal CGSP; Larsimont Philippe, Movimento de Defesa dos Trabalhadores (MDT); Ruttiens Henri-Jean, sindicalista SETG-FGTB; Steeland Rik, BBTK-Kortrijk-Belgie (*); Tabbakh Elah, Vice-presidente CGSP, Região de Bruxelas; Yousfi Naoual, FGTB-CGSP (*); BENIN: Assogba Innocent, CSTB (*); BRASIL: Adriano Diogo, deputado estadual, Partido dos Trabalhadores (PT) - São Paulo (SP); Alder Júlio Calado, professor UFPE; Anselmo E. Ruoso Jr., Secretário das relações internacionais FUP-CUT (fed. do petróleo) (*); António Carlos Spis, membro do Comité executivo da CUT (*); Luiz Antonio Queiroz - Executiva CUT-Estadual-SP, Aparecido Biancho, vereador PT-Sarandi – Paraná (PR); Arnaldo Fernandez, presidente do Sindicato dos Caminhos-de-ferro da Baía e Sergipe - CUT; Bárbara Corrales, membro do DM do PT-SP; Betão Cupolillo, vereador PT-Juiz de Fora – Minas Gerais (MG); Livanil Lourenço da Silva - Executiva da CUT-Regional de Campinas, Celi Nelza Zulke Taffarel, professor universitário (*); Cirqueira Falcão José Luiz, Universidade federal de Santa Catarina (SC) (*); Claudinho Silva, Secretário do Comité contra o racismo do Estado PT- SP; Edison Cardoni, membro do comité executivo Condsef-CUT (*); Fernando Ferro, deputado federal do PT – Pernambuco (PE); Gilberto Paixão, Executivo da Confederação nacional dos trabalhadores do comércio e dos serviços, CUT; Gilney Vianna, Direcção Nacional do PT (*); Irene Batista de Paula, presidente Sindsep-SP; Jacqueline Albuquerque, membro da Comissão executiva da Fenajufe (*); João Batista Gomes, director da Confetam (*); José Cândido, Deputado do Estado PT- SP; Júlio Turra, membro da Comissão Executiva, CUT (*); Leila Carla Alves Ferreira, Coordenadora DCE-UFBA; Lourival Lopes, membro da Executiva Contratos-CUT (*); Luis Carlos Mora (Luca), director do SINTECT - Campinas; Luis Gonzaga (Gegê), membro da direcção da Central dos Movimentos Populares DN do PT; Márcia Farro, assessora parlamentar PT-SP; Markus Sokol, membro da Direcção nacional do PT; Milton Barbosa, Secretário das relações internacionais do Movimento Negro unificado; Misa Boito, membro do Directório Estadual do PT-SP; Ney Jansen Ferreira Neto, PT - sindicato APP (*); Périclés de Lima, presidente da CUT zona de Mata (*); Renato Simões, membro da Direcção nacional do PT; Teresinha de Fátima Perin; Ubiraney Ribeiro Porto, Secretário do sector privado UP-CUT (fed. petróleo) (*); Valeir Ertle, Secretário das relações internacionais Contratos-CUT (*); BURUNDI: Autentique Nishimwe, Presidente do Sindicato livre dos Trabalhadores da Universidade do Burundi (STUB); Paul Nkunzimana, Presidente do PTD e Fábio Francisco Barbosa - Secretário de Combate Ao Preconceito Racial e Defesa de D.H. do Sindviários; CAMARÕES: Bikoko Jean-Marc, Central sindical do sector público (CSP) (*); Ekane Anicet, presidente do Manidem; Mbille Martin David, Confederação Geral do Trabalho - Liberdade dos Camarões; CANADÁ: Ashley B.Ross, SEIU 1 local 1; Smart, Commissão executiva do Novo Partido democrático (NDP), comuna de Saint Paul (*); CAZAQUISTÃO: Boulgakov Ivan, Confederação sindical «Defesa do trabalho»; CHADE: Ngarmadjal Gami, Sindicato dos Professores do Chade (SET); CHECOSLOVÁQUIA: Jurickova Jela, Boletim Checoslovaco; Schnur Petr, Boletim Checoslovaco; Tesar Jan, Boletim Checoslovaco; CHILE: Cid Nibaldo, Presidente FETRAPSUR (Transportes da Região de Octava); Escobar Oscar, militante do MRSO (Movimento Revolucionário de Solidariedade Operária); Maureira Marco, delegado sindical FETRAPASUR; Sixto Iturra, militante do MRSO; Uribe Luis Moreno, Presidente do Sindicato CENCOSUD (Comércio); CHINA: Chung Ming Lai Suki, Labour Action China, Hong Kong; Lee Doris, AMRC, Hong Kong; Leung Apo, Hong Kong; Pandita Sanjiv, AMRC, Hong Kong; Qi Li, Universidade de Hong Kong (*); Qi-Ming Hei; Sukumaran Anoop, AMRC, Hong Kong; Wenzhong Tao, investigador; CHIPRE: Sener Elcil, Sindicato dos professores turcos de Chipre; COLÔMBIA: Diego Fernando Batero, Colectivo José Carlos Mariategui; Gomez Cardona Paulea Andrea, Organização Jovens pela paz; COREIA: DongWoo Kim, KMWU Kia Motors; SangSu Ha, KMWU Kia Motors; Sikhwa Jung, KMWU Kefico; Sungjin Kang, KMWU Kia Motors; Taesup Sin, KMWU Kia Motors; WonBae Jun, militante da Solidariedade Operária Democrática; DINAMARCA: Christensen Kirsten Annette, Landsjoreningen for Socialpadagoger (LFS - sindicato que organiza o pessoal das instituições municipais e assistentes de terapeuta em Copenhague – NdT]; Langesen Bent; Sörensen Per (*); EQUADOR: Amilcar Ortíz, Vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Electricidade FEDELEC; Carlos Hidaldo, Comissão executiva do sindicato geral EMASEO; Casco Astudillo Justina; Diego Cano Molestina, Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Petróleo FETRAPEC; Diego Velástegui, ex-Secretário do Sindicato da Eletricidade de Riobamba; Edgar R. De la Cueva Y, CENAPRO; Edgar Santos, Comissão executiva do Sindicato dos Empregados Comunais da Água Potável de Quito; Eduardo Alcira, deputado à Assembleia nacional; Ernesto Puente Canchignia, TERMOPICHINCHA; Germán Huayamabe León, Presidente da Frente dos Trabalhadores da Electricidade (EMELEC); Gonzalo Rivera Quingaiza, Secretário-geral do Sindicato dos Empregados Comunais da Água Potável de Quito (*); José Limaico Vela, Dirigente da OSRT; Justo Lima Mendoza, Frente de Defesa dos Trabalhadores da EEE; Manuel Herrera, Presidente da federação dos empregados municipais - FETMYP; María de Lourdes Fabre, ensino público; Mario Pazmiño, Comissão executiva do Sindicato da Electricidade de Sucumbios; Mónica Romo, Comissão executiva do Sindicato dos Empregados Comunais da Água Potável de Quito; Oscar Navarro Martinez, TRANSELECTRIC; Patricio García, Secretário-geral do Sindicato dos Empregados Comunais de Riobamba; Richard Gomez Lozano, Presidente da Federação dos Trabalhadores da Electricidade - FEDELEC; Rivera Gonzalo, Secção da IVª Internacional do Equador; Washington Guanoquiza Castillo, Comissão executiva do Sindicato dos Empregados Comunais da Água Potável de Quito; Willam Gallardo Velóz, TRANSELECTRIC; Wilson Alvarez B., Secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da EMASEO (Quito); Yolanda Añazco Hidalgo, Comité Permanente de Defesa dos Direitos das Mulheres; ESPANHA: Rafael Aguilera, sindicalista, FSP-UGT (*); José Almela, sindicalista, MCA-UGT (*); Albert Amorós, sindicalista, UGT, Movimento pelo socialismo (*); Luis Arias de Reyna, sindicalista, FSP-UGT (*); Marisa Baena Martínez, FSPUGT- PV (*); Jesús Béjar, sindicalista, Zona Sur CCOO; Francisco Cepeda, sindicalista FSC-CCOO (*); José Manuel Cima, sindicalista, CCOO (*); Daniel Cuadrado, sindicalista, CCOO (*); Enrique Dargallo, POSI (*); Luis de la Torre, sindicalista FSP-UGT (*); Mikel Díaz, ORJ (*); Escuredo Iker, ORJ (*); Pablo Garcia-Cano Locatelli, delegado CCOO John Deere, feder. metalurgia (*); Luis González, Conselho confederal CCOO (*); González Mariscal e Ana González Mariscal, ORJ (*); Miguel González, sindicalista UGT, Movimento pelo Socialismo (*); Manuel Inestia, sindicalista CCOO (*); Jose A., Inestia Martin sindicalista UGT, PSC-PSOE (*); Irantzu González, ORJ (*); Carlos Jocano, sindicalista UGT (*); Luis Lozano Mercadal, sindicalista FSPUGT (*); Javier M. Moro, sindicalista UGT (Valmaseda) (*); Mª Fernández Asenjo Jesús, sindicalista, FSP-UGT (*); Luis Mª Martínez Sainz, sindicalista FSP-UGT, País Basco (*); Jesús María Pérez, sindicalista FIA-UGT (*); Koldo Méndez Gallego, (PSE-EE)-PSOE-UTPAUGT-Euskadi (*); Carme Miró, sindicalista UGT, Movimento pelo socialismo (*); Mayte Montaner Soria, FSPUGT-PV (*); Blas Ortega, FSPUGT (*); Rosaura Pérez Rodríguez, FSP-UGTPV (*); Toño Regueiro, sindicalista. EUA: Akuno Kali, Malcom X Grassroot Movement; Benjamin Alan, Delegado da OPEIU Local 3 San Francisco Labor Council (*); Bruskin Gene, Co-convener US Labor Against the War (*); Duncan Larry, Co-producer Labor Beat TV member CWA 14408 (*); Gordon Jerry, UFCW International Rep, ex-Coordenador do Ohio State Labor Party; Griggs Andy, União dos Professores de Los Angeles AFT 1021, Coordenador da Associação Nacional Paz e Justiça Caucus (*); Guerra-O’Reilly Liza; Herzallah Monadel, Presidente do Conselho da União dos Membros Árabo-Americanos; Kaplan Dan, Secretário executivo da AFT Local 1493, San Mateo (CA) Community College Federation of Teachers (*); Rich Marc, Professores Unidos de Los Angeles, Delegado do Departamento de Los Angeles da Federação do Trabalho (*); Rojas Al, Coordenador da Frente de Mexicanos no Extetrior; Rosario Ed, Co-convener San Francisco OWCC; Sheehan Cindy, militante antiguerra de Gold Star, candidata independente ao Parlamento dos EUA em 2008 (*); Thomas Clarence, membro da ILWU Local 10 (*); Wallace Howard, Vicepresidente do Conselho para as Actividades Comunitárias de San Francisco Labor Council (*); Wohlforth Nancy, Co-presidenta de “Orgulho e Trabalho”, Secretária-Tesoureira da Federação da Califórnia da União Internacional dos Trabalhadores Empregados e Profissionais de Escritório (*); FILIPINAS: Partido ng Manggagawa (Partido operário); Randy Miranda, Partido ng Manggagawa (Partido operário); FRANÇA: Arnold Frank; Bara Jacky, sindicalista; Barbier Paul, sindicalista; Bauvert Gérard, Comité internacional contra a repressão para a defesa dos direitos políticos e sindicais; Bernard Eric; Besse Pierre, sindicalista ferroviário; Bettenfeld Daniella, Comité de defesa dos trabalhadores fronteiriços de Moselle; Bochard Frédéric, sindicalista; Brunet Marie-Edmonde, sindicalista; Collin Daniel, sindicalista ferroviário; Coudeville Francis, sindicalista; Danry Edith, militante FSU; Deleuze Laurence, Secretariado nacional do POI (*); Denis Jean-Claude, POI; Desnojean Gilles, sindicalista; Destenay JeanLouis, sindicalista; Doriane Olivier, POI; Dreidemy Claire; Duffy Christian, sindicalista; Girod Jacques, sindicalista; Gluckstein Daniel, Coordenador do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AIT); Gros Dominique, sindicalista universitáro; Guyon Marc, sindicalista, professor; Hebert Patrick, sindicalista; Houpin Christian, sindicalista ferroviário; Icard Philippe, professor associado de Direito público; Ihsanullah Saif, Associação Socialista do Afeganistão (ASA); JeanneneyPierre, POI; Jenet Claude, secretário nacional du POI; Juret Daniel, sindicalista; Keiser Christel, Secretariado nacional do POI; Kote Abdoulaye, Manifesto pela independência sindical; Kovacs Marika, POI; Larraux Jean-Louis, militante laico; Mallon Gilbert, sindicalista, professor; Mano Philippe, sindicalista, professor; Marie Jean-Jacques, Comité internacional contra a repressão pela defesa dos direitos políticos e sindicais; Marquiset JeanCharles, sindicalista; Mennecier Jean; Moquette Yvan, sindicalista, professor; Mugnier Frédérique, sindicalista, saúde pública; Paris Jacques, sindicalista (*); Peyret Michel, antigo deputado do PCF (*); Rabusseau Christophe, sindicalista da indústria farmacêutica; Renda Sandra; Samouth Pascal, sindicalista; Sandri Roger, Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AIT); Schidlower Marie-Claude, POI; Schivardi Gérard, Presidente da Câmara de Mailhac; Shapira Daniel, POI; Sifflet Patrice, Manifesto pela independência sindical; Vincenot Dominique, POI; GABÃO: MACKOSSO NZAOU Serge Patrick, Secretário nacional para as normas internacionais do trabalho; NTOUGHE Claude Bernard, presidente do Congresso sindical do Gabão (CSG); GRÃBRETANHA: Boss Jeffrey, Sindicato dos colégios e das universidades (*); Boyce Robert, Instituto de ciências políticas e económicas de Londres; Collier Peter; Law Malcolm, Sindicato dos colégios e das universidades, Universidade de York (*); Peters Helen, Universidade pública 8UCU (*); Phillips Nick, PECTU (*); Queen Nat M., Sindicato dos colégios e das universidades, Universidade de Birmingham (*); Richardson Tony; GRÉCIA: Gyarakos Hbah, OPM Zaluta Tryda (*); Korfiatis Loukas, OLME (*); GUADALUPE: Domota Elie, União Geral dos Trabalhadores de Guadalupe; HAITI: Fignolé Saint Cyr, Secretário-geral da Central Autónoma dos Trabalhadores Haitianos (CATH); Onel Maignant, Secretário-geral do POSH; HUNGRIA: Anyiszonyan Klara, AIT Hungria; Aradi Pa’l, BCLSz FIBU-MIK; Asztalos Laszlo, Munkàstanàcsok; Balta Fsuzima, Juventude Húngara de Esquerda; Barany Janosne, Munkàstanàcsok; Madine E Luis Eva, FIBU (*); Somi Judith, AIT (*); ÍNDIA: D’Souza Franklyn, Bombaim; Dr. Uday Mehta, Bombaím; Krishna Chakravorti, Confederação dos sindicatos da Índia (AIUTUC); Mahadevan H., (*); Mona Sur, Sindicato dos Têxtéis de Kanpur; Parmar Nilesh, Sindicato operário do Gujarat em Bharuch; Patil M.A., Bombaim; SANYAL C.K., ex- Secretário-geral da NFRSU (*); SINHA O. P., Sindicato dos Trabalhadores dos Curtumes de Lucknow; Vasudevan Nambiath, Federação dos Empregados da India Blue Star, Comité Sindical de Solidariedade; IRLANDA: Devoy Eamon, Dublin; Dowdall Brian; Higgins Brian; Mc Donnell Jan, Dublin; ITÁLIA: Brandellero Luigi; Croce Ugo, Tribuna Libera (*); Pian Alberto, CGIL (*); Raineri Elisabetta, Tribuna Libera, Comité nacional «Não à U.E.» (*); Varaldo Lorenzo, sindicalista, membro do AIT, direcção da UIL-escola de Turin, Comité nacional «Não à U.E» (*); Ventre Giovanna, Comité nacional «Não à U.E.»; LÍBANO: El Husaini Khadije, CGTL (*); MÉXICO: Adelfo Alejandro Gómez, Secretário-geral da secção 7 do SNTE (Chiapas); Adrián Pedrozo Castillo, deputado federal do PRD, Sindicato da Universidade (STUNAM); Adrián Vázquez, CE secção 50 do Sindicato nacional da Secretaria da Saúde (Chiapas); Artemio Ortiz Hurtado, Secretário-geral da secção 18 do SNTE-CNTE (Michoacán); Azael Santiago Chepi, Secretário-geral da secção 22 do SNTE (Oaxaca); Benito Cristóbal Ortiz, Secretário das Previsões Sociais, STUNAM; Humberto Martínez Brizuela, Comité de organização do segundo encontro continental contra os tratados de Livre Comércio; José Guadalupe Montoya Jiménez, Secretariado do PRD (Baixa Califórnia); Luis Vázquez Villalobos, Comité de organização do segundo encontro continental contra os tratados de Livre Comércio; Misael Palma López, Bloco democrático secção 7 do SNTE; Pio López Obrador, Coordenador do Comité de defesa da soberania nacional, do petróleo e da economia popular, Chiapas; Samuel Gutiérrez Figueroa, SINTSUNT (Chiapas); MOLDÁVIA: Lomakine Alexandre, Movimento político «Resistência popular»; PAQUISTÃO: Alia Hussain, Secretário-adjunto do Sindicato dos Recepcionistas; Dr. Nabila Hasan, Associação médica; Farid Sajida, Secretáriaadjunta da Organização das Mulheres Trabalhadoras; Jamil Rubina, Presidente da Organização das Mulheres Trabalhadoras, Aliança para a Solidariedade dos Trabalhadores da Ásia/Pacífico, Presidenta da APTUF; Shamim Malik, advogado, Secretário do Conselho do Colégio de Advogados de Lahore, Conselho do Supremo Tribunal; Sajida Wahid, Professora da Escola Superior Feminina Lady Mclagen, Lahore; Haider Masood, Presidenta da Federação dos trabalhadores do vestuário e dos curtumes; Sabrina Younas, Vice-presidenta da União dos Empregados dos Serviços do Têxtil; Sra. Anjum, Secretária-adjunta do Comité de acção Bata Mazdoor (multinacional do calçado); Asia Naz H, trabalhadora da Tip Top Garment Factory; Atiya Yousaf, Vice-presidenta do Sindicato dos Empregados de Mediglass; Azra Shad Mian, Secretária da Associação de defesa dos povos indígenas do Paquistão; Sra. Bilquis, Vicepresidenta do Sindicato dos Empregados das Fábricas; Imrana Baluch, Associação dos Advogados do Paquistão; Rubina Yousaf, Secretária-adjunta de RHR do Sindicato dos Empregados de Farmácia; Samina Amin, Secretária da Associação dos Professores do Paquistão; Shagufta Nasreen, Secretária do Sindicato da Shalimar Recording Company; Tausif Ali, Associação de Enfermeiras do Paquistão; Zahida Daud, Secretária do Sindicato da Energia WAPDA; Sabira Siddiqui, Secretária-adjunta do Sindicato dos Empregados da Micro Electronic; Murtaza Sharif, Comité executivo da Organização da Juventude Progressista; Nusrat Khan, professora; Shaheen Rubina, jornalista, membro da Organização das Mulheres Trabalhadoras; PALESTINA: Madi Rania, BADIL, Defesa dos refugiados palestinianos; PANAMÁ: Yao Julio, Fundação Paz e Justiça (SERPAJ); PERÚ: Aguilar Bernales Hugo, Secretário para os direitos do homem e a solidariedade da Federação Nacional dos Mineiros; Bazán Arce Fausto, sec. Geral, Sindicato nacional dos trabalhadores do Banco da Nação; Castillo Carlos Luís, Sec. Geral da Federação nacional das minas e da metalurgia; Elías Arellán Obregón, Secretário-geral dos trabalhadores das Indústrias Lácteas UPA; Huáscar Flores Antolín, Presidente da Confederação nacional dos camponeses; Lara Casanova Jorge, Presidente da Associação dos Aposentados de Siderperu, Chimbote; Matos Walter, Secretário para as relações internacionais da Federação Nacional dos Mineiros; Meza Gómez René, Secretário da Comissão de controlo da Federação Nacional dos Mineiros; Nina Yampasi Guillermo, Secretária da região do Norte da Federação Nacional dos Mineiros; Palacios Guillén Carlos, Secretário para a cultura da Federação nacional dos Trabalhadores da Construção civil (*); Portocarrero Gonzáles Susan, Coligação andina das mulheres e das jovens do Perú; Reaño Tapia Arturo, Secretário para a imprensa e propaganda da CGTP, Lambayeque; Ruiz Ríos Demetrio, Presidente da Coordenação de defesa da indústria açucareira; Salazar Vásquez Erwin, Presidente da CGTP de Lambayeque; POLÓNIA: Wolska Helena; PORTUGAL: António Aires Rodrigues, POUS, Deputado pelo PS à Assembleia Constituinte (1975-1976) e à Assembleia da República (1976-1979); António Avelãs, Presidente da direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) (*); António Serra, POUS, ex-membro da Comissão de Trabalhadores da Imprensa Nacional / Casa da Moeda; Armando Costa, Comissão de Trabalhadores (CT) dos Serviços Portugueses de Handling S.A (SPdH); Carmelinda Pereira, POUS, Deputada pelo PS à Assembleia Constituinte (1975-1976) e à Assembleia da República (1976-1979); Erasmo Vasconcelos, CT da SPdH; Fernando Henriques, Coordenador da CT da SPdH; Francisco Janeiro, dirigente sindical do SPGL (*); Hélder Baptista, CT da SPdH; Jorge Torres, membro da Comissão dos trabalhadores da UNOR; Maria Isabel Pires, dirigente sindical do SPGL (*); Nuno Duarte, CT da SPdH; Rui Santos, militante do PS, ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Bancários (UGT); Rui Teixeira, CT da SPdH; Vasconcelos Erasmo, CT da SPdH; REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA: Zakaria Patrice, Sindicato Nacional dos Professores (SNECASU); REPÚBLICA DOMINICANA: José de la Cruz, Organização dos trabalhadores e camponeses independentes; Santos Evelio, Organização dos trabalhadores e camponeses independentes; Gregorio Tavararez, Organização dos trabalhadores e camponeses independentes; ROMÉNIA: Cretan Constantin, Federação nacional dos mineiros; Tudor Marian, Associação para a emancipação do trabalho; SENEGAL: Sow Aliou, SUTTAAAS (Sindicato único do transporte aéreo e actividades anexas); SÉRVIA: Imsirovic Pavlusko, Associação política operária; Milunovic Jacim, Sindicato da alimentação (*); Velickovic Djuro, Sindicato da electricidade (*); SÍRIA: Saad Farouk, Confederação internacional dos sindicatos árabes (ICATU) (*); SUÉCIA: Gustafsson Jan Erik, Conselho Nacional da União Civil Sueca de Universidades e Colégios Universitários; SUÍÇA: Anor Albert, Partido Socialista Suíço (PSS), Sindicato dos Serviços Públicos (*); Anor Catherine, PSS/VPOD (*); Barriera Claudio, UNIA Genebra (*); Barriera Gabrielle, PSS (*); Ben Henda Mohamed, Associação dos Tunisinos na Suíça (ATS); Fabregas Sebastien, Sindicato dos serviços públicos (saúde) (*); Fiastri Marzia, sindicalista, professora; Hofer Daniel, PSS (*); Iseli Claude, PSS Neuchâtel (*); Iseli Pierrette, PSS; Lagarde Solari Mo, (*); Meylan Georges, PSS (*); Montana Madeleine, PSS UAUD (*); Riman Andrea, A esquerda toda PDT (*); Robert Max, PSS de Vaud (vaudês) (CH) - PSS Vpod (*); Schüssel André, PSS-VPOD/OIT; Vincensini Cédric, OST; Voruz Eric, PSS, Sindicato suíço Unia (*); Zimmermann Michel, PSS/VPOD (*); TOGO: Aguigah Dekawola S Novissi, União nacional dos sindicatos independentes do Togo; Gbikpi Benissan Tétévi N., Secretário-geral do Comité executivo da UNSIT; Kifalang Toï E. Marguerite, UFESYLT (União das Mulheres dos sindicatos livres do Togo); Senouvo M. Vissikou, Secretário-geral da Federação dos Trabalhadores do Ensino, FETREN/UNSIT (*); Tsikplonou Mokli Ephrem, Confederação Geral de Quadros do Togo (*); TURQUIA: Cubuk Mustafa, Partido da Fraternidade Operária; Fennibay Dogan, Partido da Fraternidade Operária; VENEZUELA: Ana Rodriguez, Organização dos Estudantes Indígenas do Bolivar (ODEIBO); Garcia Jesus Chucho, Rede das organizações afro-venezuelanas; Palácios Flores Roger José, União regional do sindicato APC (alimentação) do Estado de Sucre (*); Ramirez Frank, Sindicato da Alimentação; Serrano Federico, União regional de Sucre do sindicato APC (alimentação); Valor Juan, dirigente sindical dos empregados da Sidor.

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Manifesto contra a guerra e a exploração adoptado em Janeiro de 1991 na Conferência Mundial Aberta de Barcelona
Num mundo onde se acumulam os males resultantes da sobrevivência de um sistema económico baseado na exploração e na opressão, a nova ordem internacional – imposta por Bush e Gorbachev, apoiados por todos os Governos com assento na ONU, ao serviço lucro e da especulação – levou ao agravamento da opressão dos povos colonizados e à exploração dos trabalhadores em todo o mundo, A GUERRA com os seus massacres, com a fome e as epidemias que dela resultariam, significaria uma enorme recuo, um ataque que pode ser fatal para a civilização humana. Nós, delegados de 56 países, que estamos reunimos em Barcelona, a 4 de Janeiro de 1991, rejeitamos essas necessidades políticas, económicas e sociais que – para a manutenção do sistema imperialista – exigem o pagamento das dívidas externas, que não são dívidas dos povos, e o ataque a todas as conquistas sociais da classe trabalhadora, em todo o mundo. Nós somos contra a guerra. Os trabalhadores e os povos de todo o mundo são contra a guerra. Porque eles sabem que a guerra significaria um passo suplementar na opressão e na exploração que – sob a égide do FMI, da CEE e da Trilateral – organizam, em todos os países e em todos os continentes, a desregulamentação, o desemprego, a destruição do Ensino e da Cultura, a destruição das fábricas e a desertificação dos campos. A guerra significaria um passo suplementar na via da subordinação ao Estado das organizações operárias – e, em primeiro lugar, das organizações sindicais – um ataque à sua independência. Nós – os povos e a classe operária internacional – somos pagos para o saber: os governos, qualquer que seja a sua cor política, os governos ao serviço do imperialismo tentariam, através da guerra, arrancar-nos todos os direitos e conquistas sociais. Conscientes de que, em cada dia que passa, os governos desperdiçam 2 milhões de dólares por minuto para orçamentos de guerra em todo o mundo, quando - como é declarado pela própria UNICEF – 150 milhões de crianças nos países dominados da África, da América Latina e da Ásia irão morrer até ao ano 2000, por falta de cuidados, Conscientes de que o interesse dos povos e das classes operárias de todos os países é recusar a guerra, - Decidimos constituir um Comité internacional a guerra e a nova ordem internacional que nos quer impor Bush, apoiado por e Gorbachev e por todos os Governos com assento na ONU, nova ordem que seria apenas a cobertura do sistema político do imperialismo, reforçando a opressão e a exploração. - Pronunciamo-nos, em primeiro lugar, pela supressão dos orçamentos militares e pela afectação destas verbas a obras de paz e de primeira necessidade. - Pronunciamo-nos pelo desmantelamento de todas as bases militares que existem no mundo. Estamos conscientes de que o futuro será difícil. Este mundo está a desabar. Considerando que o nosso dever é combater para ajudar os povos e a classe operária a salvar a humanidade da guerra, através do seu próprio movimento, afirmamos a nossa confiança na capacidade dos trabalhadores do mundo inteiro para se libertarem das cadeias da exploração e da opressão, na sua capacidade para edificarem um mundo onde a colaboração harmoniosa entre as nações e os trabalhadores tomará o lugar deste mundo da barbárie que cresce todos os dias.
- GOVERNOS, TEMEI A REVOLTA DOS POVOS!
- ABAIXO A GUERRA!

GANHOU A CATEGORIA

Ainda não tenho dados suficientes, para saber o resultado final, nem ao menos, como foram as votações, fracionadas às áreas da CET, como também em Santos, Ribeirão e Campinas, mas uma coisa é certa, quem ganhou nessas eleições não foi nem a Chapa 1 da CUT, nem a Chapa 2 da NCST. Explico!
Pela primeira vêz na história do movimento sindical da CET, em particular, como da CET-Santos, existe uma oposição de fato e de direito! Com pensamentos libeirais, ligados ao sindicalismo de resultados, aos acordos de direção e "por cima", ideologicamente de DIREITA, haja vista o apoio "quase" explícito da Administração Akuassab, onde o que vale são as conquistas pessoais e o personalismo, mas, diga-se de passagem, embora eu não concorde com essas posturas, é uma postura política, ideológica e deve -e tem!- que ser respeitada!
No sentido oposto, a política cutista de origem históricamente classista, não menos profissional e também é importante salientar, socialista! Totalmente de esquerda!
No local onde se realizaram as "idas e vindas" das urnas e a apuração dos votos, por várias vêzes durante esses dois dias, o clima esquentou de verdade. Àqueles guarda-roupas, que parecem que só existem em HQs tipo X-Man, existem! E são reais! E se eles se confrontassem, coitado dos seres humanos comuns que estivessem nessa "arena"! Ainda bem, ficou só no quase!
Dois Operadores de Tráfego, da GET-1 que lá estavam fiscalizando e orientando -muito bem por sinal!- quanto a reserva de vaga na área de Zona Azul da Rua Tabatinguera, quando fui abordá-los para saber quais suas orientações em relação ao local, no qual fui perfeitamente orientado e ao seguir a determinação dos companheiros, realizamos nosso trabalho sem o menor problema, inclusive não causando danos ao fluxo da via, perguntaram-me do que se tratava tamanho alvoroço, ao que lhes respondi. "Trata-se da inclusão dos trabalhadores da CET ao mundo e a disputa eleitoral sindical. Eles estavam visivelmente impressionados com o ardor da disputa!
E é disso que se trata! De agora em diante os companheiros trabalhadores da CT, CET-Santos, EMDEC e de Ribeirão, poderão escolher entre projetos políticos e, ainda que sejam utilizadas as "realizações pessoais" saberemos que por trás tem um projeto seja do DEM, seja da CUT! Isso é um trememdo avanço, acreditem!
Gostaria, por fim, de agradecer de público aos companheiros da AFCET, que me cederam espaço para expor minhas idéias, à forma carinhosa e respeitosa que fui recepcionado dentro da CET por quase todos os trabalhadores, independententes de quem apoiavam e em especial aos companheiros da GAF, GET-2 (minha área quando funcionário), CETET, Senador e Barão aonde trabalhei enquanto mesário onde fui muito bem recebido! Não obstante, coloco meu blog à serviço de toda e qualquer reivindicação da categoria, da AFCET e, inclusive, de meus adversários políticos da Chapa 2, os quais, salvo raras excessões, me respeitaram e me trataram, alguns, até com muita camaradagem! Mas como disse ao Souza, disputa é disputa, posicionamentos são posicionamentos e continuaremos a debater e "bater" no campo ideológico!
Ganhamos, nós da Chapa da CUT e, de coração, espero que vocês tenham feito a melhor escolha e, se depender dos militantes da corrente " O Trabalho", os quais se colocam à vossa disposição para TUDO, o sindicato vai voltar definitivamente À base, e nossos militantes levarão vossas lutas e reivindicações ao Sindviários, à CUT e aonde for necessário!
Obrigado a todos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Comentários de Campanha

Começo com a denúncia de que fiquei sabendo que a outra chapa reivindica colocar as urnas -e sua apuração- no quartel da ROTA, o que considero absurdo e desrespeitoso com todos aqueles que um dia forma perseguidos por alguns coronéis e que, na "casa" deles, ou seja, dos atuais patrões da CET, o que poderia acontecer. O Sindicato é a casa do trabalhador, um quartel policial é a casa dos comandante que, curiosamente, são os atuais diretores administrativo e operacional da CET. Acho que não fica bem, serem tão descaradamente chapa branca!
No último encontro com o presidente, onde 'nosso' diretor sentou-se ao lado DIREITO do presidente e tendo ao seu lado, ainda, o futuro candidato a DR, ficou claro, a forma jocosa com que ambos tratam os representantes dos trabalhadores ao referirem-se ao Mendonça. Ora, não concordar é um direito, mas cabe o respeito! Eu, de minha parte, respeito e, inclusive, apoiaria com a maior tranquilidade o companheiro, já que, pode ter seus equívocos -todos temos- mas sei que ele está ao lado dos trabalhadores! Não é filiado nem ao DEM, nem ao PSDB que são, com certeza, os maiores inimigos nossos!
Fiquei sabendo, também, que alguns integrantes da Chapa 2, que estariam em horário de trabalho, foram vistos na EMDEC, em Campinas. Assim como, irei ficar de olho se os membros do CRE que estão chamados para uma reunião dia 9 estarão em reunião, ou em campanha! Espero que os veja em reuniãoa, ou serão denunciados POR MIM, com certeza! Aliás, sr. Gibão, por que o senhor não convocou a VICE-PRESIDENTE pela segunda vêz consecutiva. Tudo isso é medo do debate???
Pois é, companheiros, sempre a Lucélia foi convocada para as reuniões do CRE, porém, após declarar seu incondicional apoio a chapa da CUT, ficou fora por duas consecutivas. Qual a explicação?
enquanto já fizemos duas reuniões na EMDEC, a outra chapa, foi convocada pela empresa, a destinar dois dias para visitas. Pelo que sei, não deram nem resposta! É esse o interesse que tem pela categoria? Ou é um projeto político que só tem como base destruir a CET, enquanto empresa estatal, os benefícios dos trabalhadores e jogar o restante da categoria na lata do lixo?
Já em Santos, após breve discussão a CUT-REgional está apoiando incondicionalmente a chapa cutista, inclusive com apoio material e político! Ninguém vai dividir a categoria, viu sr. Souza. Eu entrei nessa disputa para garantir a unidade da categoria o que, a fará mais forte!
E encerro dizendo a vocês que a chapa 1 - Experiência e Luta é a chapa mais preparada, é a chapa da CUT e é chapa que nunca se utilizou dos famosos "oncinhas" -os quais vocês verão e depois me digam se estou exagerando!- para as eleições, sempre foi democrática e transparente, e é a única que tem um presidente capaz de discutir em igualdade de condições com a direção da CET, da EMDEC, da CET-Santos, sem sucumbir ao autoritarismo desses dirigentes anti-democráticos, do Sr. Moraes que destruiu a FEBEM e quer destruir a CET também, do Sr. Moraes que viaja com o mandato dos trabalhaores e nem satisfação dá, ou da Sra. Moraes, gerente de RH, que veio da ATENTO, uma das piores empresas em salários, que mais exige, onde existe um dos maiores índices de doenças psíquicas, causadas por estresse e pressão psicológica, de casos de LER-DORT, por excesso de trabalho em frente ao PC! Ou seja, Moraes faz mal ao trabalhador.
Como vêm, podemos atacar os oponentes sem, uma vêz sequer, remexer seu lado pessoal, ou seja, as críticas são meramente políticas mas, muito, muito sérias, pois estamos disputando entre a chapa dos trabalhadores e a dos patrões. a da CUT e a da NCST, de governos democráticos e populares e de governos autoritários e de direita truculente como é o DEM dos Moraes.
Vote certo, vote nos trabalhadores, vote Chapa 1 - Experiência e Luta - a chapa da CUT!

Solicitação dos companheiros da AFCET

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
OPERADORES 2005, A VERDADE? VEJAMOS!
A AFCET-SP, recebeu documentos sobre o Inquérito Civil de nº 11170/2005 e Notificação nº 737/2008 do arquivamento, onde consta uma denúncia do Sindvários contra a CET, a respeito de alguns fatos, onde transcrevemos abaixo o desfecho, observem que esta denúncia tem muito haver com a admissão dos OT's de 2005.
Vale ressaltar que a transcrição é de parte do documento pois é longo e foi retirado o importante sobre os Ot's de 2005.
Relatório Final de Arquivamento
A denunciante que em 2001 a Companhia de Engenharia de Tráfego abriu Processo Seletivo, por meio de Concurso Público, para contratação de operador de Tráfego III e que, por ato de sua deliberação, estendeu a validade do concurso até o ano de 2005 o que, segundo entendimento da denunciante, seria suficiente para a nulidade absoluta do concurso.
A denunciante alega, ainda, que a denunciada pratica atos que ofendem o Artigo 7º, inciso XXX, da Carta Magna
(Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;),
bem como os artigos 5º (Art. 5º - A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem distinção de sexo) e
461 (Art. 461 - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)
ao contratar pessoal com salários inferiores aos percebidos por aqueles que já estão em atividade no quadro de empresa; que implementou o PCCR - Plano de Cargo Carreira e Remuneração que define uma nova grade salarial, modificando nomenclaturas de cargos e remunerando de forma diferente cargos que desenvolvem as mesmas funções, desrespeitando o que manda o artigo 5º da CLT.
Concomitante com a prática ilegal de contratar empregados para mesma função com salários diferentes, a denunciada se utilizou de concurso interno para preenchimento de vagas Técnico de Trânsito estágio 4 - função Técnico de Segurança do Trabalho e, como se não bastasse, ainda demitiu 50 trabalhadores concursados que se ativavam justamentenos cargos em que os novos empregados foram admitidos, objetivando-se o pagamento de salários inferiores aos anteriormente ocupantes dos cargos.
A CET responde a todas as denúncias afirmando que são inverídicas comprovando suas afirmações com documentação em anexo ao Inquérito Civil.

A CET também por intermédio da Resolução de Diretoria nº 84/03 informa que foi aprovada a progressão salarial dos Técnicos de Trânsito (na época com esta nomenclatura), contratado em 2001, mediante Concurso Público, que, por conta da progressão, passaram a receber o salário de R$ 1.874,65, correspondente ao nível 3 da mesma carreira (salário vigente na época).

Após minuciosa análise da documentação apresentada, que compõem 5 volumes, a então Procuradora Oficiante Dra. Cláudia Regina, determinou a intimação do sindicato denunciante para minifestação quanto à resposta da denunciada, bem como os 5 volumes de documentos, conforme intimação 169/2006.
Em resposta ao solicitado, a denunciante se referiu somente aos plano de salário, informando qe o PCCR ainda não está totalmente implantado, uma vez que não houve registro junto a Delegacia Regional do Trabalho e, sendo assim, existe somente uma grade salarial a balizar os salários, que só terá pleno valor após o registro definitivo junto a DRT. Enquanto isto, não há que se falar em admissão com salário menor do que efetivamente pago a carreira do novo admitido.

Após análise dos documentos juntados pela denunciante, a então Procuradora Oficiante verificou que o cargo denominado Técnico de Trânsito, possui atribuição ininteligível para o cargo, qual seja, "Segurança do trabalho", motivo que deu causa à denúncia formulada pelo Sindicato.

Ao analisar o ACT, ..."das seleções internas para cresimento na carreira..." conclui-se que tal previsão era legítima uma vez que, nos termos do disposto no ordenamento Jurídico", cargos de carreira são aqueles que se admite a progressão funcional vertical, podendoi ser promovido somente os trabalhadores ocupantes de cargos de mesma classe, buscando a superior.

CONCLUSÃO

Posto isso, tendo em vista que da averiguação realizada não se configurou qualquer lesão metaindividual ao ordamento jurídico trabalhista, uma vez que a irregularidade apontada na Representação não se consolidou no curso da investigação, determino o ARQUIVAMENTO dos presentes autos, sem prejuízo de posterior atuação do ministério Público do Trabalho, a qualquer tempo, para adotar as medidas que julgar cabíveis para o fiel cumprimento da lei.

SP. 24/04/2008

Por:
Omar Afif
Procurador do Trabalho

OBS: Sindiviários recebeu a notificação de arquivamento nº 737/2008 em 16/05/08 conforme AR dos Correios recebido por Roberto Bernarde Filho

AFCET-SP COMENTA E QUESTIONA:
Todo exposto acima quando do edital do concurso não foi estudado pelo Sindviários?
As descrições dos cargos e suas funções não constavam no edital, no concurso interno não foi verificado a realação de cargo e função pelo Sindviários?
Teremos alegações que o Sindviários não tem acesso a Intranet, ou desconhecia os fatos?
O Sindicato entende que, quanto ao concurso de 2001 extentido para 2005 seria a nulidade absoluta, conforme consta no inquerito civil 11170/2005?
Qto as demissões 28/12/2007, citadas na denúncia, o que o sindicato fez? Orientou os demitidos a entrar na justiça?
O Sindicato não homologou as demissões de todos?

Não deveria ter feito movimento contra? Ir nas áreas esclarecer o que estava ocorrendo? Todos ficamos apreensivos!!
Globalização é natural, e este tipo de atitude faz parte?
Interessante que percebemos que o interesse era na realidade a prorrogação por mais 2 anos no concurso público e a diferença de salário de mesma função.... Onde ficou os Operadores de 2005, sem equiparação?

Porque o Sindicato não avisou os Operadores 2005 (confirmado por todos), conforme notificação N° 737/2008 em 6 de maio de 2008, que o processo foi arquivado.
Qual foi a estratégia? (se é que houve!)

Quanto ao PCCR - Plano de Cargo Carreira e Remuneração, o Sindicato denuncia que a CIA implementou o PLANO " Remunerando de forma diferente cargos que desenvolvem as mesmas funções", pelo nosso entendimento existe hoje diferentes cargos, com diferentes níveis, com diferentes remunerações, tudo registrado.
Ex.: Todos OT´s nível II, recebem os mesmos salários. Opa! esqueci os de 2005 QUE SÃO DIFERENCIADOS. Descumpem-me pessoal.

Gostaríamos que os representantes do sindicato se manifestassem sobre os fatos!!
AFCET-SP
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Postado por AFCET às Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010