sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Misa Boito - Em Defesa dos Direitos da Juventude

 
 
 
Estamos a beira das eleições, os tucanos do PSDB que privatizaram a Vale do Rio Doce, a Embraer, e aprofundaram a destruição do ensino público com a municipalização do ensino e aplicam uma política de desmantelamento da saúde pública, querem voltar.

Em São Paulo, onde governam há 16 anos, o índice de analfabetismo chegou a 10,2%; 25% dos leitos nos hospitais públicos estão nas mãos da iniciativa privada. Em 2005, o PSDB de Serra tentou acabar com as ETECs e FATECs e em 2006 esse mesmo partido vetou o aumento de verba para as universidades públicas.

Para os estudantes das universidades privadas a situação também é catastrófica. Com a Lei 9840 de FHC, conhecida como Lei das Mensalidades, as universidades privadas passaram a ter o direito de aumentar exorbitantemente o preço das mensalidades que esmaga o estudante, ocasionando muitas vezes na desistência (somente 1 a cada 5 estudantes de universidades privadas conseguem terminar o curso). Além disso, nega o direito à rematrícula aos inadimplentes.

Misa Boito luta para abrir caminho para um governo do PT, encabeçado por Dilma, que faça o que não foi feito: atenda as mais sentidas reivindicações do povo trabalhador e da juventude.

Misa Boito, que sempre esteve presente nas lutas da juventude, continuará na luta  por uma política de emprego para a juventude, pois hoje 49% dos jovens estão desempregados, na luta contra às drogas que a destroem e a alienam a juventude. Pois, a juventude precisa de emprego, educação, esporte, diversão e arte!
Principais bandeiras de luta na juventude:

• Implementação imediata do Passe Livre Estudantil municipal e intermunicipal;

• Revogação da Lei 9840 de FHC! Pelo direito à rematrícula do estudante inadimplente!

• Criação de uma portaria no MEC que congele o preço das mensalidades das universidades privadas.

• Ampliar o número de Escolas Técnicas Federais. Transformar o Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, etc.) em Escolas Técnicas.

• Investimento público somente para educação pública;

• Combater pelo investimento de 10% (R$ 290 bilhões) do Produto Interno Bruto (PIB) para Educação, como defende a União Nacional dos Estudantes - UNE, para que todo jovem tenha vaga na escola pública e na universidade pública!

• Não as drogas, nem repressão ao jovem! Tratamento aos jovens dependentes no serviço público e gratuito! A juventude precisa de emprego, educação, esporte, diversão e arte!

ENTRE EM CONTATO COM O COMITÊ DE CAMPANHA!

Telefone: 11 - 3271.3621  • Celular: 11 - 8149.7671
Rua Caetano Pinto, 678 – Brás (São Paulo)

E-mail: misaboito1317@gmail.com •  www.misaboito.com.br

domingo, 5 de setembro de 2010

A "Reserva de Mercado"

Ainda nos dias de hoje, a palavra democracia tem o mesmo sentido de que em sua concepção nas antigas Polis da Grécia antiga, ou seja, para poucos!
Se não vejamos, onde leciono, percebo uma sala com péssimas condições de convivência. Escuras, com uma ventilação sofrível, cadeiras desconfortáveis, lousas em péssimas condições de uso -creiam, burgueses f.d.p, lá ainda usamos giz!!- falta de condições dignas de trabalho para um professor, isso sem falar não existir um plano de carreira que incentive aos mestres trabalharem, o que faz com que, boa parte, sinta-se desprestigiado e, com isso, dá para imaginar o grau de satisfação com que trabalhem!
Com tudo isso, em minha sala de aula, onde sou aluno de uma universidade, através do Prouni (sic), sou vítima de preconceito seja por ser o mais velho, onde uma imbecil não suporta a idéia de que eu possa manter um diálogo em nível de igualdade, embora minha imodéstia me obrigue a dizer que excetuando-se nas matérias específicas, ela não teria condições de manter um debate minimamente mais amplo! Isso sem falar em alguns alunos que com seus conceitos fascistas não suportam a idéia de alguém se pronunciar ideologicamente e conseguir manter o discurso coerente e com argumentos de destroem o mito de que o capitalismo -sistema de produção privada- seja bom e único!
Não obstante tudo isso, ainda vem a Veja, A Folha -que chamo Falha-, o estado, Isto É, enfim toda a imprensa tentando mais uma vêz dar um golpe e tentar evitar o que me parece inevitável. A vitória de Dilma ainda no primeiro turno!
Certo mesmo está o Hugo Chaves! Se por um lado, ele comete algumas ações equivocadas, quando ele não permite que a burguesia possa monopolizar os meios de comunicação e, assim, consegue, ao menos, competir e impedir a versão única deles! Acho que nem assim, a burguesia nacional poderá impedir a vitória de Dilma e, vou mais longe, a continuar do jeito que está, ficará ainda mais raivosa, pois, não tenho dúvida, o Mercadante alcançará o fascista Opus Dei do Alckimin!
O único risco é que não sabemos quais os motivosquelevam essa burguesia a agir dessa forma. Ocorre que eles estão ganhando o que nunca ganharam. Os bancos estão com as burras cheias de reais, as escolas privadas engordando seus ganhos às custas de verbas públicas do Prouni, os latifundiários invasores de terras governamentais e que se recusam a "permitir" a reforma agrária enchendo seus bolsos de dólares em paraísos fiscais deixando uma "banana" ao povo brasileiro. Se com tudo isso eles não estão satissfeitos, que querem mais? Esse é o questionamento que me deixa muito preocupado!

Como será a bala de prata na campanha?


  Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?

Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:

1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.

2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era "bandida" e "assassina". Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola - em Curitiba - as coleguinhas repetem a mesma história.

As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.

Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.

A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.

A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.

Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.

No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.
Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo.

Essa loucura - que, tenho certeza, ocorrerá - será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.

Todas essas possibilidades são meras hipóteses que parte do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.

Mas a hipótese fecha plenamente.

Disponível em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-sera-a-bala-de-prata-na-campanha?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

O sucateamento da saúde pública de São Paulo


Avaliação de 350 mil usuários do SUS de São Paulo, efetuada pela própria Secretaria de Estado da Saúde (SES) relata ausência de vacinas do calendário básico em diversas unidades de saúde da Secretaria, analgesia durante o parto realizada com “panos quentes” e a demora absurda na realização de diversos exames complementares. No município de São Paulo, o atual prefeito Gilberto Kassab pauperizou a tal ponto alguns dos hospitais sob tutela da Autarquia Municipal, que há vários meses, por exemplo, não existem colchões em hospitais da Zona Leste da cidade. O artigo é do médico João Paulo Cechinel Souza.
Os mutirões da saúde, proclamados e anunciados por José Serra como sua principal plataforma de trabalho na Saúde, têm na falácia do discurso e na grande mídia seus sustentáculos operacionais. Para os seguidores de teorias inocentes e despudoradas, como se faz parecer o dito presidenciável, os mutirões são a salvação da lavoura em meio a uma grande seca. Traz a resolução dos mais diversos problemas, que cotidianamente enfrentamos no país nessa área, através da contratação de alguns profissionais, que sairiam Brasil afora com essa nobre tarefa.

Numa análise simplista pode parecer plausível. E é – para problemas pontuais, que, diga-se de passagem, são raros na assistência à saúde. Em sua maioria, cirurgias para correção de catarata e problemas de próstata (apenas para citar aqueles referidos por Serra com mais frequencia), necessitam de avaliação pré e pós-operatória imediatas, além, obviamente, do seguimento ambulatorial dos pacientes submetidos a tais intervenções.

Infelizmente, como já escrevemos e evidenciamos em artigo anterior (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16821), o acompanhamento prolongado e qualificado dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) não parece ser a preocupação do ex-governador de São Paulo.

Para se ter uma idéia melhor do que estamos falando, basta trazer aos leitores a avaliação de 350 mil usuários do SUS de São Paulo, efetuada pela própria Secretaria de Estado da Saúde (SES) – e cuja publicação só foi divulgada (tardiamente) após esforços oriundos de várias instituições e entidades vinculadas à Saúde no Estado, além de alguns órgãos de imprensa (http://www.saude.sp.gov.br/content/vuuecrupru.mmp). Resumidamente, a maior parte desses cidadãos relata ausência de vacinas do calendário básico em diversas unidades de saúde da SES, analgesia durante o parto realizada com “panos quentes” e a demora absurda na realização de diversos exames complementares.

No município de São Paulo, o atual prefeito Gilberto Kassab, seguidor e fiel escudeiro de Serra, pauperizou a tal ponto alguns dos hospitais sob tutela da Autarquia Municipal, que há vários meses, por exemplo, não existem colchões em hospitais da Zona Leste da cidade – uma das regiões de concentração das famílias mais carentes economicamente, enquanto a população atendida se aglomera dentro dos pronto-socorros como animais num abatedouro. A estratégia é clara – e antiga: o próprio Serra, junto com FHC, já a utilizou diversas vezes antes, durante sua gestão no Governo Federal, com os hospitais e universidades federais. Primeiramente, precariza-se ao máximo uma das “portas de entrada” da população aos serviços oferecidos pelo Estado (no caso, um pronto-socorro, hospital ou unidade básica de saúde).

Num segundo momento, aproveita-se a divulgação midiática da situação (demora no atendimento ou na realização de exames) e sua reverberação junto à população atingida pelo caso. Apresenta-se, então, a estratégia “milagrosa” – e sofismável, que há quase duas décadas permeia o dia-a-dia do atendimento à saúde no Estado de São Paulo: a entrega dessas instituições às Organizações Sociais (OSs).

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, essas mesmas OSs, regulamentadas pela Lei 9637/98 (mas instituídas por Medida Provisória anterior), têm autorização para contratar (com dinheiro público) funcionários e serviços sem a necessidade de se realizar qualquer concurso ou licitação. Parece estranho, não? Mas assim têm funcionado em boa parte das instituições vinculadas à SES de São Paulo e que prestam atendimento por essas latitudes. A forma sui generis de administração de recursos oriundos do erário público encontra na alegação de que são entidades “sem fins lucrativos” a explicação nada plausível e totalmente incompreensível que Serra pretende utilizar de um lado a outro do país – e Geraldo Alckmin terminará de implantar em São Paulo. Os privilégios de alguns poucos diretores e gestores privados e o oferecimento à população, em contrapartida e como regra absoluta, de serviços de baixa complexidade tecnológica (que não realizam transplantes ou sessões de hemodiálise, por exemplo), já foi alvo de questionamento de diversas entidades e do próprio Ministério Público do Estado – que encontraram nessas aberrações administrativas uma forma quase perfeita de ludibriar uma série princípios legais ora vigentes no país, como a lei de licitações e o controle público dos gastos do setor.

Detalhe administrativo. Foi a isto que se resumiu a Saúde Pública paulista e paulistana sob a gerência demotucana. No mais, o ignominioso tratamento dispensado ao setor e a forma displicente de tratar aquele que deveria ser seu público alvo faz com que Serra continue utilizando álcool gel para higienizar suas mãos toda vez que chega perto desses cidadãos – e óleo de peroba no rosto toda vez que vai à televisão dizer que a Saúde foi, é ou será sua prioridade. De concreto, não deve conseguir mais do que o cantores genéricos para suas propagandas...

(*) João Paulo Cechinel Souza é médico especialista em Clínica Médica, residente em Infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (São Paulo) e colaborador da Carta Maior.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sempre desconfiado

Sempre desconfiado
No dia sete de setembro próximo será realizaado no Brasil um plebiscito para que a população se manifeste se é ou não a favor da delimitação do tamanho de propriedades rurais. O projeto conta com o apoio do MST (Movimento dos sem terra), da CNBB (Confederação nacional dos bispos do Brasil) e outras organizações que participam do Fórum nacional de reforma agrária.

Falar em reforma agrária é sempre um tabu tremendo, obviamente, por se tratar de uma situação que inevitavelmente expropriará a propriedade de determinadas pessoas envolvidas nesse processo, e eu gostaria neste artigo de tratar de dois pontos que julgo serem fundamentais para que uma reflexão mínima sobre o assunto seja feita: o direito a propriedade privada e os meios para se realizar tal "reforma".

Não serei descabido em promover terrorismo ideológico dizendo: "Ei! Tome cuidado, porque senão a polícia vai bater qualquer hora na porta da sua casa, te jogar para fora e nunca mais devolver sua humilde residência !", longe disso, porque realmente essas coisas não acontecem se você estiver em dia com suas atribuições legais e também não tiver usado do mesmo pretexto que o governo usaria para tirar tua propriedade para tê-la: a invasão com base no princípio da utilidade de tal bem. Aliás espero que jamais venhamos a viver uma situação como essa descrita.

A lei brasileira prevê em casos urbanos a posse e posterior propriedade de área ou morada em caso de ocupação de imóvel desocupado e abandonado, portanto sem uma função clara, por terceiro que não seja o proprietário legal, é o chamado usocapião. Em propriedades rurais isso não é da mesma forma. Temos casos de enormes extensões de terras nas mãos de determinados cidadãos, que as conquistaram de modos que hoje e mesmo a época em que ocorreram os fatos podem ser considerados escusas, por alguns e fruto da aproveitamento de uma determinada oportunidade, mas isso é outra questão, pois legalmente eles detem a propriedade dessas terras.

Ao meu ver o direito a propriedade privada deve ser preservado a todo e qualquer custo, e as funções dos governos e estados devem ser justamente essas: preservar as liberdades individuais dos cidadãosl(livre iniciativa, livre empresa, livre pensamento e não menos importante a livre propriedade). O economista norte-americano Murray N. Rothbard diz: "Se uma sociedade livre significa um mundo no qual ninguém vai agredir a pessoa ou a propriedade de outros, então isto implica uma sociedade na qual cada indivíduo tem o absoluto direito de propriedade sobre si próprio e sobre os recursos naturais que não têm dono, mas que ele descobre e, em seguida, transforma com seu próprio trabalho, e então os dá ou troca com outros indivíduos." ou seja,o indivíduo que conquista a propriedade ou recurso virgem por mérito próprio  dentro da plena legalidade tornaria-se o legítimo dono, embora isso não ocorra com a frequência que eu gostaria.

Eu sou a favor que se faça reforma agrária no Brasil, mas uma verdadeira reforma e não uma revolução. Gradual, paulatina e ordeira. Sem invasões, principalmente a terras produtivas como ocorreu no caso famoso da fazenda da Cutrale no interior paulista, onde laranjais foram destruidos por revolucionários do MST. A reforma agrária vem sendo feita no Brasil já há bastante tempo, mas muitos dos que fazem pressão pela reforma não fazem por interesse exclusivo no bem do campesino, mas apenas como parte do empreendimento estatal socialista que querem implantar, que não se resume, como bem sabemos, apenas a terra. Não gosto de generalizações e digo: nem todos aqueles que defendem e participam de movimentos e mobilizações pró reforma agrária são socialistas, muitos apenas pensam naquele momento, ou seja, na terrinha que lhes caberá após a partilha desejada se realizar. Bem característico a modernidade, sem muitas exceções.

Eu acredito piamente no direito a propriedade privada, e acredito que o melhor modo de um cidadão chegar a ter uma propriedade seria adquiri-lá pelo suor de seu rosto, mas sinceramente, deixo-me levar pelo utilitarismo dessa questão: já que querem terras e que elas estão disponíveis então que lhes sejam distribuidas e ponto final. Agora o problema em distribuir está em que decidirá se tal terra tem uso ou não e o que isso implicará em outras esferas da sociedade nacional, abrindo precedentes para outras decisões semelhantes. O agricultor de hoje pode ser o grande patrão de amanhã. Fazer novos patrões está de acordo com a verdadeira e tradicional lógica capitalista.

No tal plebiscito eu votarei contra, não porque sou contra a reforma agrária, mas sim porque sou contra uma lei que delimitará o quanto de terra eu posso ter no máximo. Não estou de acordo com esses princípios, pois creio que todo homem deve ter o direito de se for capaz de adquirir legalmente todo o bem que quiser que o faça e essa lei não somente tolhi esse princípio na questão da terra como abre perigosos precedentes para outras eseferas da vida material.

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Julio C. S. Bueno
(juliobuenosp@gmail.com)

ps. Este artigo foi postado pois, solicitei ao Júlio, que gentilmente, se dispôs a escrevê-lo para que o debate em salas de aula, fossem mais embasados. Peço aos alunos que aproveitem ambas as opiniões, divergentes, porém, honestamente embasadas de acordo com os conceitos filosóficos de cada um. Grato ao Júlio!

sábado, 28 de agosto de 2010

Plebiscito da Terra

Não obstante, colocar neste meu blog, links favoráveis a limitação da terra, como também, contrários, para que meus alunos possam livremente escolher qual a melhor opção para eles no processo de votação desse plebiscito que realizar-se-á de 01 à 07 de setembro do corrente ano, acho importante salientar e colocar-me absolutamente favorável a essa limitação.
Em minha opinião, a concentração de terra tem inúmeros problemas que afetam diretamente o povo trabalhador brasileiro, seja da cidade ou do campo como, por exemplo, a exploração capitalista não se preocupa nenhum pouco com questões ambientais e ainda colocam essa responsabilidade no povo trabalhador e quer que nós nos sintamos responsáveis por manter o planeta livre de catástrofes nessa área. Porém, nem eu, nem nenhum trabalhador brasileiro é detentor deuma gleba magnífica de terra, capaz de cobrir até alguns municípios tupiniquins e, ainda por cima, manter nessa imensidão, uma plantação monoculturalista de cana-de-açucar até o esgotamento produtivo dessa área, abandonando-o, em seguida, após urtilizar-se das queimadas com o objetivo de "subir" os minerais necessários para o plantio da cana, e deix-ala improdutiva or centenas de anos, isso sem dizer que não existe amenor preocupação  -ou será escrúpulo?-  em manter tudo isso com árvores para evitar secas como estamos vivendo esses dias na cidade de São Paulo.
Também tenho um argumento, que considero importante do ponto de vista de nossa mesa consumidora, isso nos moldes capitalistas da "maldita" economia de mercado, permissiva mas que, ainda assim, posso utilizá-la para defender meus pontos de vista, tal o absurdo dessa concentração de renda! Trata-se da questão de preços e qualidade de alimentos oferecido ao público interno. Para quem aprecia um bom cafezinho, sugiro observar em supermercados voltados à elite, a diferença de preço entre os pacotes de café oferecidos à população em geral que fica entre R$ 3,50 e R$ 6,00 cada meio quilo desse precioso e adorado pó transformado em uma bebida quente e acolhedora, e os cafés oferecidos no mercado externo que deixam de ser "tipo exportação" e que em nossas gôndolas são oferecidos por R$13,00, R$14,00 ou até R$ 30,00 com o conteúdo das mesmas 500 gramas do precioso pó! Não é à toa! É necessário preservar esseproduto para exportação, depois, a nossa burguesia precisa estar, também, abastecida com um produto de alta qualidade e, em consequência, para nós que sustentamos todo esse bando de sanguessugas, sobra as "sobras". Com efeito! Se observarmos o que ocorreu recentemente com a carne de frango, poderemos ter com muita clareza como funciona essa lógica nefasta. O produto ficou impossibilitado de ser exportado por um embargo sazional na Comunidade Européia e nos EUA. Como os grandes produtores não teriam o mercado externo para dsitribuir seus produtos, colocou a disposição dos consumidores brasileiros. Com isso, além de termos um produto de boa qualidade -bem melhor do que aqueles que nos é oferecido normalmente-, o preço baixou consideravelmente! A tal lei da oferta e da procura. Isso já aconteceu, algum tempo atrás, com a carne bovina também!
Tenho ainda outros argumentos que considero preponderantes nessa discussão e que embasam minha disposição de não só votar, mas lutar pela limitação dessas terras, como o fato de esses megainvestidores que não passam de 6.000 proprietários, em sua maioria, pessoas jurídicas, ligados a especulação financeira internacional, ou seja, multinacionais, brasileiras ou não, como são o caso do Itaú, Bradesco, Grupo Votorantim, Aracruz, Grupo Abril, ou seja, grandes capitalistas especulativos que hoje atuam desde a base produtiva -com muito pouco investimento-, passando pelo terceiro setor onde exporam vergonhosamente os trabalhadores como nas empresas de telecomunicações -por exemplo, telemarketing- onde não espeitam direitos mínimos e garantidos em lei, nos obrigando a procurar o judicário para que vejamos garantidos nossos direitos elementares, e principalmente no agronegócio onde comprar equipamentos fora do mercado interno, que lhes garantem preços melhores e ao vender seu etanol ou as laranjas que jamais vemos em gôndolas de nossos supermercados, deixam o valor arrecadado em paraísos fiscais, para fugir do imposto que teriam que pagar ao repatriar esse capital, ou seja, ficamos com a balança comercial deficitária! É o cúmulo, mas é nossa triste realidade. se não, como explicar que por mais que pagamosa dívida expterna, mais estamos devendo. Isso sem falar que a repatriação de toda essa grana se dá com a lavagem de dinheiro ilegal que todos podem imaginar de onde vem! Isso tudo sem falar que, com a atual legislação, é possível que um único cidadão, brasileiro ou não, pessoa física ou não, ou seja, pode-se tratar de uma multinacional de investimentos, poderia comprar TODO o território brasileiro. A pergunta de quem não quer calar. Para onde nós iríamos?
Por todos esses argumentos é que considero não ser mais possível não realizarmos uma reforma agrária imediatamente, mesmo porque é uma reforma capitalista, já que em regime socialista faríamos adivisão igualitária dessa terra desapropriando SEM INDENIZAÇÂO, esses que tanto ganharam Às custas de muito suor e sangue dos camponeses brasileiros, num sistema de distribuição de terras que oriunda da política agrária da época da colonização quando das capitanias hereditárias e das sesmarias, que, pasmem, ocorreu em 1.530!
Com a palavra, o povo brasileiro!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Desespero destemperado!

Hoje, pela manhã, ao passar por uma emissora de Tv "an passant", estarrecido ví uma notícia de iumprensa burguesa que mais me parece a chamada notícia plantada. Disse um repórter que seis assessores de Serra tiveram seus sigilos fiscais quebrados.
O que me causa mais espanto é o fato de não entender certas ações e/ou notícias, se não vejamos. A Dilma está com 18% de vantagem, em alguns institutos, chegando a quase 20% em outros. Qual seria o interesse do PT em pesquisar dados de imposto de renda de assessores de 3º escalão da oposição. Seria uma extrema burrice fazê-lo! Não te sentido. Me parece, é o desespero da burguesia em perceber que terá de engolir mais uma derrota fragorosa onde o PT, com toda sua força junto aos trabalhadores, nem dá pelota para o candidato tucano!
Outro fato interessante, ocorreu hoje, em conversa com uma conhecida que disse-me estar muito preocupada com um possível pacote do Lula que iria aumentar em 10 anos o limite mínimo para professores aposentarem-se. É uma amentira deslavada mas, admitamos, que tivesse a menor procedência. Por que Lula iria editar um pacote agora, antes das eleições. Só para a Dilma perder? Esquisito, não?
Pois bem, acho que trata-se do desespero do tucanato e do DEMO, que já perceberam que perderam as eleições ainda no primeiro turno e que, por conta disso, começam a lançar mão de mentiras absurdas e difamam como podem o PT e suas candidata. É uma pena que aburguesia nunca tenha aprendido a perder!, pois, se depender de mim, irá perder, ainda, inúmeras vêzes!
Dilma Já!!! Mercadante Já!! Marta Senadora! Misa Boito Dep. Feredal!"!
Fora Serra, Alckimin e o Tucanato e o DEMO!

Aos Alunos da E.E. Guilherme de Almeida e do Núcleo Educafro - Jardim Peri

Caros alunos e caras alunas.

Envio-lhes alguns links, que poderão auxiliá-los na pesquisa para poderem embasar suas defesas, e mesmo contra-argumentar, sobre a questão da Ocupação/Invasão de terra.
Primeiro aí vão os contrário a Ocupação, os quais, evidente, não concordo com nenhum deles:
http://www.joaoboscoleal.com.br/tag/mst/page/9/
http://blog.anatolli.com.br/2010/04/14/%E2%80%9Cvamos-tirar-o-brasil-do-vermelho-invasao-e-crime%E2%80%9D-2/
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/veja-1-mst-uniao-para-o-crime/ Por fim, envio-lhes links favoráveis as Ocupações, a diminuição do limite de terra para fins de reforma agrária:
http://www.limitedaterra.org.br/
www.mst.org.br/
www.cut.org.br/

Com isso, espero, dê para vocês terem muitos argumentos prós e contra para os debates.
Um abraço!
Professor Heitor

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Convido a todos, desde os alunos, aos professores da E.E. Guilherme de Almeida, professores, colegas alunos, da Unisantanna, Companheiros da CET, do Sindviários, da APEOESP, assim como a todos os interessados a participarem do Ato-Homenagem a Lev Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, por conta de seu assassinat, ocorrido há exatos 70 anos, nas mãos de um agente stalinista, chamado Ramon Mercarder.
Conto com vossa presença.
Sábado, dia 28 de agosto de 2010, às 16 horas.
Local: Sindicato dos Engenheiros, sito à Rua Genebra, 25 - Centro, próximo a Câmara Municipal de São Paulo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Escola Pública - A Experiência

Com dois dias consegui tornar-me RE-Representante de Escola- muito mais por falta de professores que estejam dispostos a lutar, do que por falta de consciência dos mesmos. Ocorre que esses 26 anos dedesmonte do ensino público que vai desde Quércia em 1984, até os dias de hoje com o PSDB/DEM, cada vêz mais destruindo quaisquer possibilidades de que um jovem de periferia, pobre, negro ou nordestino, já discriminado pelo bairro em que mora, pelo endereço, possa alçar uma melhoria social através do saber. Saber esse que está em qualquer lugar, menos nessa escola onde temos um salário ínfimo, trabalhamos muito -e muitas vêzes de graça!- e, quasesempre sem vislumbrar nenhuma melhora social, educativa e, claro, salarial. Josè Serra trata problema de salário de professor como uma questão de segurança pública. Manda bater nos professores!
Com um quadro desses, seria de se esperar que a população desse estado da federação, esperasse ansiosamente pelas eleições e mudasse tudo. Mas, infelizmente, não é o que parece, por enquanto! Mas, digo por enquanto, pois creio, Mercadante conseguirá alterar esse estado de coisas e vencerá o candidato da elite da elite, um médico, ligado a Opus Dei, facção da direita da Igreja Católica, que  faz questão de manter esse estado que vivemos e privatizar ainda mais, tal qual as escolas estaduais do interior que já usam OSs nas aulas deInglês e Educação Física!
Com efeito! A continuar essa 'dança', e perderemos o laicismo também nas escolas. Como já acontece na saúde, onde uma instituição de caráter católico, recusou-se a efetuar uma laqueadura, direito adquirido no SUS, embasado pela constituição brasileira! Mas dogma é dogma e eles recusaram-se a fazer!
E, com o tempo, cada OS cuidará de obrigar o estudante de SUA escola a participar de aula de religião, não a que seus pais e/ou responsáveis professarem, mas aquela que a instituição, assim, determinar. Que beleza, não?
Portanto, fica claro, que Lula deve, urgentemente, revogar a lei dos lesa-pátrias tucanos que possibilita a existência dessas OSs nos seios dos serviços públicos, ora usufruindo de nossos impostos, ora, cerceando direitos adquiridos e constitucionais!
A APEOESP, com base em minha emenda para reivindicar o fim das OSs para Lula, aprovado por unanimidade na plenária da sub-sede Norte, através da CUT, irá fazer sua parte. Agora, faltam todos os sindicatos, pais de alunos da rede pública unirem-se a nós e exigirem o fim da lei das OSs, o fim dos PPPs que levam nosso dinheiro para o sem fundo ralo da burguesia!

sábado, 7 de agosto de 2010

Começam a Cair As Máscaras

Ao defender-se de uma imagem onde o candidato a governador do estado do Rio de Janeiro, Gabeira, aparece ao lado de José Serra, a presidenciável Marina da Silva, do PV, afirma que Gabeira foi até Serra, com o objetivo de subtrair subsídios junto ao tucano e ao DEM, objetivando seu governo do RJ. Com efeito! Como uma candidatura que diz-se alternativa, pode iur buscar subsídios, justamente no governo que defende e executa as privatizações, o desmatamento e impermeabilização do solo, tal qual Serra fez, através do DERSA, na margiunal Tietê, onde pagou as empreiteiras para executar um trabalho e, agora, a CET é obrigada  a executar esse mesmo trabalho que as sanguessugas não fizeram e, pior, de graça! Dever-se-ia ao menos cobrar dessas empreiteras, chamadas "gatas" o trabalho não efetuado, que está deixando a população de São Paulo totalmente perdida e sem sinalização de trânsito e que vêm aumentando consideravelmente o índice de acidentes em alguns pontos dessa via e o que é pior,o poder público já pagou por um trabalho que não foi executado e Serra nem satisfação deu a população paulistana! O importante era executar a obra em toque de caixa afim de inaugurá-la o mais rápido possível afim de poder utilizar a obra nas eleições, quanto a população, para esses caras, é um simples detalhe! E é desse governo que o PV vai subsidiar seu governo? Ou será da política da educação do PSDB/DEM que ele veio buscar subsídios. Saber como se privatiza, através das OSs, como Serra já iniciou no interior do estado? Como se destrói a educação de forma tão sórdida ao longo desses últimos mandatos, como fêz Covas, Alckimin, Serra e, agora, Goldman? Pelo visto, Marina Silva trocou o PT por algo bem pior! Ao menos, o PT, não tem uma política tão destrutiva de serviços públicos como o PSDB/DEM! Não coloca o salário de servidores públicos de forma individual,  colocando-os até em risco!
Marina, infelizmente, tucanou. Está trabalhando tivamente para a candidatura de Serra que, espero, não passe nem do primeiro turno, permitindo, assim, que Dilma dê continuidade ao governo Lula e,quem sabe, consigamos avançar mais um pouco nas reivindicações populares e dos trabalhadores. Afinal, sabemos, o única caminho é o PT!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O sucateamento da saúde pública em São Paulo

O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repetem o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram enquanto estiveram no governo federal: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. O artigo é de Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza.

Gilson Caroni Filho e João Paulo Cechinel Souza (*)

Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

Infelizmente, até hoje o ICESP não funciona plenamente, os profissionais de saúde têm dificuldades imensas para encaminhar para lá os doentes que dele precisam e os pacientes do IAVC continuam com sérios problemas para conseguirem ter sua saúde recuperada.

Por conta dessa mesma terceirização da saúde pública paulista e paulistana, o vírus da dengue encontrou em São Paulo um grande apoio governamental. Minimizando a atuação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) na prevenção de diversos problemas de saúde, subestimando o fator pluviométrico e seu poder disseminador de doenças, a Prefeitura Municipal de São Paulo demitiu centenas de agentes de combate às zoonoses, essenciais para o controle da doença.

A responsabilidade pelo aumento de quase 4.000% no número de casos de dengue na cidade é debitada na conta da população que não está à altura da arquitetura inovadora do tucanato. Sem contar os assombrosos índices de contaminação nas cidades de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, todas administradas por políticos com ideias semelhantes às dos prefeitos paulistanos Serra-Kassab – e por eles apoiados.

Não bastasse tamanho descalabro, delegou às OSs a administração de diversas UBS, prejudicando, sobremaneira, a inserção das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) no Estado, onde podemos encontrar um enorme vácuo no mapa brasileiro no que diz respeito à sua efetiva implementação. A saber, as equipes de ESF são inseridas tendo em vista, basicamente, o contingente populacional a ser atendido. Com base nisso, São Paulo deveria ser o Estado com maior número de equipes – justamente o contrário ao que se constata na realidade.

No que diz respeito às estratégias de atendimento primário à saúde, Serra fragmentou todo o atendimento prestado pelas UBS, esperando, assim, reinventar a roda – e, com ela, quem o legitimasse publicamente. Essa foi a lógica que o levou a criar o “Dose Certa”, o “Mãe Paulistana” e as unidades de Atendimento Médico Ambulatorial (AMAs), que, reunidos, constituem, justamente, o que se chama no resto do Brasil de ESF.

Mas a farsa de José Serra não tem começo tão recente. Antes de redescobrir a pólvora no atendimento primário, já estava chamando para si os louros do programa dos Genéricos, verdadeiramente criado pelo médico e então Ministro da Saúde Jamil Haddad (PSB/RJ) em 1993, que, atendendo a orientações da Organização Mundial de Saúde, editou e promulgou o Decreto-Lei 793. Este sim, revogado integralmente por FHC e Serra em 1999, foi posteriormente reeditado por eles mesmos (lei 9.787/99 e decreto 3.181/99), acrescentando, vejam que pequeno detalhe, inúmeras concessões às grandes indústrias farmacêuticas.

Presidente de honra do PSB, Jamil Haddad faleceu em 2009, divulgando a todos quantos quiseram ouvi-lo que sua ideia fora usurpada por Serra e seu respectivo partido. Faltou, obviamente, o prestimoso apoio da mídia corporativa para divulgar suas denúncias.

Da mesma forma, Serra se “esquece” de mencionar outros atores importantes e nada coadjuvantes quando se refere ao Programa Nacional de Combate à AIDS. Relata sempre que foi o mais importante, senão o único, agente responsável pela implantação do Programa, tentando obscurecer os trabalhos fundamentais desenvolvidos desde meados da década de 80 pelos médicos Pedro Chequer, Euclides Castilho, Luís Loures e Celso Ferreira Ramos Filho, além da coordenação realizada dentro do Ministério da Saúde, no início da década seguinte, pelo ex-ministro Adib Jatene e pela bióloga Dra. Lair Guerra de Macedo Rodrigues.

Tanto esforço não valeu muito no município de São Paulo, que parece não ter feito a lição de casa no que diz respeito à redução da mortalidade associada à AIDS nos últimos anos – entre o final da gestão Serra e o começo da gestão Kassab (2008-2009). Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento do número de óbitos pela doença no município, contrariamente ao que aconteceu no resto do país.

Muito embora essa mistura de hipocrisia e obscurantismo seja maquiada pela grande imprensa ao divulgar os feitos tucanos na área da saúde, contra ela existem fatos concretos e objetivos. E sobre isso Serra não pode fazer nada. Sobra-lhe a opção de negar sua existência ou pedir à Folha de São Paulo que reescreva a história da forma que lhe parece mais conveniente. Talvez não seja interessante para sua candidatura que se descubra o real sentido do que promete. Quando fala em acabar com as filas para a saúde estamos diante de uma proposta de modernização gerencial ou uma ameaça de extermínio? É uma dúvida relevante.

(*) Gilson Caroni Filho – professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

(*) João Paulo Cechinel Souza – médico especialista em Clínica Médica e residente em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.


PUBLICADO EM CARTA MAIOR DE 27.07.2010

E agora, criacionistas???

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 30/7/2010 16:39
Rochas de Marte podem ter fósseis de 4 bilhões de anos, dizem cientistas

Rochas de Marte podem ter fósseis de 4 bilhões de anos, dizem cientistas

"Nili Fossae (imagem: Nasa)"

Pesquisadores americanos identificaram rochas que, acreditam, poderiam conter restos fossilizados de vida em Marte.

A equipe de pesquisadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta.

O trabalho dos pesquisadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.

A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae.

As rochas têm até 4 bilhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.

Carbonatos

Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá.

Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos.

O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra.

Na nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Earth and Planetary Science Letters, os cientistas avançaram a partir da identificação dos carbonatos em Marte.

Missão da Nasa

O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo de uma missão da Nasa estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos.

Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara.

"Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 bilhões de anos, ou três quartos da história do planeta", disse Brown à BBC.

"Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais", explicou.

Os cientistas acreditam que micróbios formaram há bilhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara.

O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral.

Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local.

"Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali", disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.

Pouso

Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae.

O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa.

Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano.

"O robô da Nasa acabará visitando outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos checar para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte", lamenta Brown.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

VOTO PT É O ÚNICO CAMINHO

"O Maranhão não se engana,
o PT não é de Roseana!"

Editorial

REENCONTRO DO PT

O lançamento da chapa Dilma-Temer na Convenção de 13 de junho, em Brasília, foi marcado pelo panfleto da greve de fome de Manuel da Conceição – único dos históricos líderes fundadores do PT ainda vivo –, e do deputado federal Domingos Dutra, além da ex-prefeita de Imperatriz, Teresinha Fernandes. Era a expressão da resistência da maioria do PT do Maranhão ao “Acordo nacional PT/PMDB” (apoiado no 4º Congresso pelas correntes com assento na Executiva Nacional), em nome do qual agora, a maioria do Diretório Nacional – por exigência do Palácio do Planalto – impôs o apoio à reeleição da governadora Roseane Sarney (PMDB).

Após uma semana de protestos pela suspensão de intervenção na base do PT – onde o Diálogo Petista tomou parte ativa (v. pág. 5) – a cúpula do PT aceitou um “acordo”, um pequeno recuo que autoriza os petistas, inclusive candidatos a cargos parlamentares, a não fazer campanha pelo PMDB e apoiar o candidato decidido no Encontro Estadual, o deputado Dino (PCdoB).

Um golpe foi dado no PT – Dilma subirá no palanque de Roseana desmoralizando os petistas, e a prévia do PT em Minas foi atropelada em favor do PMDB, na esteira dos apoios ao PMDB no Rio, Goiás, Mato Grosso e Paraíba.
O PMDB (com 8% das intenções de voto) ainda leva o cargo de vice nacional, embora o PT (com 29% intenções de voto) só receba seu apoio em Sergipe e Brasília...

Mas como disse um líder rural no ato de protesto em São Luís (MA), no dia que se anunciou o acordo, “não é nossa vitória, libertar a nossa estrela, mas pelo menos tiraram a forca do nosso pescoço!”. De fato, as forças do PT no Estado, ameaçadas de desagregação e dispersão em outras siglas, poderão se agrupar para fazer campanha por Dilma, por Dino e pelos parlamentares do PT. O que, afinal, é parecido com a situação de muitos petistas que nos seus Estados não farão campanha por candidatos do PMDB ou assemelhados.

A verdade é que essas coligações só atrapalham a eleição de Dilma, pois esfriam e confundem a principal força da luta, que é a militância. Afinal, o que os petistas não querem é militar para manter a oligarquia no poder!

O “preço” da eleição de Dilma não pode ser amputar as bancadas do PT e reconduzir a oligarquia. Roseane, por exemplo, reinstalada no governo pelo STF há um ano e meio, já fez mais de 65 despejos de trabalhadores rurais, como denunciou o deputado estadual e assentado Valdinar Barros (PT-MA).

Entende-se, pois, que o próprio site do ministério do Planejamento divulgue (antes de ser tirado do ar) que as medidas ditas de reforma agrária não alteraram a estrutura fundiária. Em outras palavras, a oligarquia continua mandando. É assim que vamos “seguir mudando”? No ato de São Luís, um dirigente petista em prantos disse, sem perder a lucidez: “não vamos largar a bandeira, é nossa bandeira, vamos de Dilma, mas precisamos de um reencontro do PT!”. Ele tem razão, deixar de ser refém do PMDB e assumir a reforma agrária, é disso que se trata.

É o que busca a Corrente O Trabalho, é a que se dispõem os componentes do Diálogo Petista, começando desde já nesta campanha eleitoral.

(EDITORIAL DO JORNAL "O TRABALHO")

Opinião: Eleições 2010, o que fazer?

07 de julho de 2010
* Por Carlos Henrique

A Juventude Revolução – IRJ, sabendo da importância da eleição para Presidente da República de outubro próximo, em seu 11º Encontro Nacional aprovou um conjunto de resoluções, com a defesa das reivindicações da juventude, e indicou apoio à candidatura de Dilma.

Não queremos a volta do PSDB (que privatizou a empresa Vale do Rio Doce, que entregou o nosso petróleo) com Serra, o cara que atacou a autonomia das universidades estaduais em São Paulo numa tentativa descarada de privatizá-las, mandou a PM bater em nós estudantes na USP e nos professores do Estado em greve, o mesmo que foi responsável por acabar com o médico sanitarista quando era Ministro da Saúde.


Por sermos uma organização autônoma frente à partidos políticos, mas não apartidária - e que fique claro: apoiar Dilma, não significa filiar a JR–IRJ ao PT -, alguns pontos devem ser discutidos entre nós à respeito.

O que está em jogo nessas eleições?

Chamamos voto claramente em Dilma, pois queremos estar ao lado da maioria da juventude e dos trabalhadores, que junto com suas organizações de forma independente votarão nela. Mas por que chamamos abertamente voto em Dilma?

Nós não queremos fazer a mesma coisa que aqueles que não defendem os nossos interesses. A começar pela candidatura armadilha de Marina Silva. Ela se apresenta como uma alternativa de “esquerda”, mas esconde a sua política por traz do discurso “verde” (ambientalismo), junto com os hipócritas capitalistas. Não fala de reforma agrária para resolver o problema da terra aos que dela são privados; sobre o desmatamento, não fala da atualização do índice de produtividade da terra, já que no Brasil uma cabeça de gado ocupa, em média 400 km²; não fala de dar moradia às milhares de pessoas que são expulsas de suas casa nas cidades e acabam construindo suas casa em lugares inapropriados, a exemplo dos recentes acontecimentos no Rio de Janeiro e Nordeste. Além de tudo, é contra a legalização do aborto (negando o direito à vida à milhares de mulheres que morrem diariamente nos hospitais públicos) e defende as privatizações, assim como Serra.

Não há problemas ecológicos mais graves que a fome, a miséria, o desemprego.

A dita “extrema” esquerda

Hoje representada por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU). Dizem que as duas candidaturas são iguais (Dilma e Serra), que querem “desmistificar a falsa polarização” entre PT e PSDB. Sabemos que isso é mentira, que querem apenas apresentar à juventude uma realidade onde não há alternativas. Negam que foram dobradas as vagas nas universidades federais, negam o piso salarial nacional dos professores, negam o aumento do salário mínimo, conquistados pelos trabalhadores que exigiram de Lula que cumprisse com aquilo para que foi eleito.
No dia 25 de junho de 2010, na USP, militantes do PSTU chegaram ao ponto de dizer que vão se opor à qualquer medida do Governo Lula, seja ela qual for. Ou seja: danem-se as nossas reivindicações!

Claramente não estão do lado da juventude e seus direitos. A começar, recusam-se em dirigir as nossas reivindicações ao Lula, recusam-se a apoiar o projeto da FUP (Federação única dos Petroleiros), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais. Essa é a alternativa que pretendem ser?

Os fatos como eles são

Após as primeiras discussões com a posição adotada no 11°ENJR, podemos avaliar que acertamos em nossa posição.

Um estudante da USP em discussão com militantes da JR, afirmou: “Fiquei chocado quando fui à uma atividade do PSTU e eles falaram que são contra tudo que o Governo fizer”. Ou seja: são contrários ao aumento do salário mínimo, são contrários ao aumento do número das ETEC´s (Escolas Técnicas), são contrários ao aumento de vagas nas universidades Federais. “Quero fazer campanha da Dilma com vocês, quero estar ao lado de vocês nessa dura luta pra derrotar Serra”, completou.

Temos um espaço para ajudar a juventude na luta pelas suas reivindicações. Um estudante da Pós-graduação na USP, após a leitura do nosso manifesto falou: “concordo com o manifesto e estaremos juntos nessa campanha”.

Ao mesmo tempo, podemos dar respostas aos estudantes que querem votar em Marina Silva com a discussão política. Após um longo debate sobre a política de Marina, suas relações com os patrões e que nada propõem de forma concreta aos jovens e trabalhadores, um militante do núcleo da USP afirmou: “Mudei completamente minha posição sobre Marina”.

Sem ilusões

Não temos ilusão que a candidatura de Dilma atenderá todas as nossas reivindicações sem nenhuma pressão, sem que a gente exija a ela de forma organizada. Sabemos que ela pode atender as reivindicações dos trabalhadores e da juventude apenas com a luta, mas, repito, ela pode, ao contrário de Serra, e a nossa independência – política e financeira – nos permite, dirigir nossas reivindicações à ela.

Pela nossa autonomia frente aos partidos políticos, aceitamos em nossas fileiras jovens que façam campanhas para outros candidatos. Estamos abertos ao dialogo e ao convencimento político. Mas não nos furtamos do debate, pois, só através dele, podemos alcançar a unidade tão necessária para nossas lutas.

* Carlos Henrique é estudante de historia da USP e membro do Conselho Nacional da Juventude Revolução

(DO SITE DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO -IRJ)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Publicação do Correio do Brasil.

23/5/2010 14:33:31
Polícia do Haiti acusada de massacrar prisioneiros após terremoto

Por Redação, com NY Times - de Les Cayes, Haiti


Presos confinados em celas superlotadas

Quando a terra tremeu no Haiti, em 12 de janeiro deste ano, os detentos de uma prisão miserável de Les Cayes, cidade ao sul do país, imploravam para para alguém libertá-los, aos gritos de: "Socorro! Nós vamos morrer aqui". Em outras partes do país, centenas de presos conseguiram fugir, após o terremoto derrubar paredes inteiras das celas. Mas, em Les Cayes, onde a prisão sofreu danos mínimos, não havia saída. E a situação piorou muito para os presos: três quartos deles estão detidos ainda sem julgamento, presos sob acusações mínimas como vadiagem, indefinidamente, ao lado de criminosos condenados.

Logo após o terremoto, segundo constataram os repórteres Deborah Sontag e Walt Bogdanich, do diário norte-americano The New York Times, os guardas espancaram os internos mais ruidosos, garantindo o confinamento em celas superlotadas. Para dormir, somente em turnos. Os banheiros eram baldes. A água, racionada. Estava formado o ambiente para uma trágica tentativa de fuga. Atacaram um guarda, atearam fogo ao que encontraram pela frente, correria pelos corredores mas, ao alcançarem o pátio, última etapa antes dos muros externos da prisão, guardas penitenciários e tropas das Nações Unidas frustraram o plano de forma violenta.

Horas depois que a polícia haitiana invadiu o complexo, dezenas de prisioneiros estavam mortos e feridos, corpos espalhados pelo pátio e pisoteados dentro das células. Sangue para todos os lados. Para a comissão de direitos humanos das Nações Unidas, as autoridades haitianas negaram o uso de força letal e atribuiram as mortes às gangues locais, lideradas por um preso "perigoso".

Na reportagem, publicada neste domingo, no New York Times, foram levantadas dúvidas quanto à versão oficial dos fatos e mostradas as evidências de que as autoridades haitianas abriram fogo contra os prisioneiros desarmados e, em seguida, tentaram encobrir a ação. Muitos cadáveres foram enterrados em covas sem qualquer identificação. Kesnel Jeudi, um detento ouvido pelos repórteres, disse em entrevista que ninguém estava morto quando a polícia invadiu a prisão.

– Eles gritaram: 'Presos, deitem-se. Deitem-se. Deitem-se. Quando os presos obedeceram e se deitaram, os policiais abriram fogo – disse o presidiário.

Jeudi, de 28 anos, afirmou que os assassinatos eram, na realidade, acertos de contas entre os guardas e os prisioneiros:

– Eles escolhiam quem iam matar – relatou.

O número exato de mortes permanece desconhecido até agora, mas na maioria dos relatos, calcula -se entre 12 e 19 mortos e mais de 40 feridos. O atendente do necrotério local, Georges Raymond, registrou inicialmente 11 detentos mortos, mas vários outros foram internados com ferimentos à bala e vieram a falecer em decorrência dos tiros, dias depois, no hospital ao lado.

Os funcionários da prisão não permitiram o ingresso dos repórteres do NY Times no complexo penitenciário que fica atrás da central de polícia, no centro da cidade. Mas os repórteres entrevistaram seis testemunhas do tumulto, bem como outras cinco pessoas que foram à prisão imediatamente após o tiroteio ou no dia seguinte. Nenhum deles viu presos disparando armas ou qualquer prova de que os presos teriam matado os próprios presos. Em vez disso, testemunhas disseram que a polícia disparou em prisioneiros desarmados, alguns no pátio da prisão, outros em suas celas. Posteriormente, as autoridades não notificaram os parentes dos detentos das mortes e vários corpos foram enterrados sem a realização de autópsias. As roupas dos prisioneiros sobreviventes "manchadas de sangue, junto com os sapatos, foram queimadas", relatou um dos entrevistados.

Myrtil yonel, líder dos direitos humanos no Haiti, afirmou:

– Para nós, o que houve foi um massacre.

Olritch Beaubrun, superintendente da unidade de polícia haitiana antimotim, zombou da acusação. Ele disse que um detento apelidado de Ti Mousson tinha abatido os detentos que resistiram seu plano de fuga.

– Ti Mousson derrubou os 12 detidos. Nós não. Nunca disparamos nossas armas contra os detentos – afirmou.

A polícia das Nações Unidas, no entanto, assinala o acontecimento em um relatório interno de incidentes, no qual aponta o uso de armas de fogo pela polícia haitiana. Os cozinheiros e três mulheres presas no interior do presídio, durante o tumulto, confirmam que os detentos não fizeram nenhum disparo. Nenhuma arma foi recuperada. Ti Mousson – cujo nome verdadeiro é Luguens Cazeau – escapou. As autoridades não consideraram a prisão como cena de um crime, destruindo toda e qualquer evidência de que Cazeau, o preso "perigoso" que aguardava julgamento sob a acusação de roubar uma antena parabólica, teria sido o autor de tantas mortes.

Texto publicado no site Última Instância

Ricardo Giuliani Neto - 24/05/2010

Não vai demorar muito para que todos os que pediram o projeto “Ficha Limpa” e os que detonaram o “fator previdenciário” afirmem em uníssono, tal qual aquele personagem do Jô Soares: “ e eu agrediiteeeiii...”

O show de hipocrisias e de cinismos no Congresso Nacional foi algo absolutamente insuperável. Ver os Senadores Agripino Maia e Romero Jucá, juntos com todos os outros, cobrando decência das Casas da República, somente foi superado pelo ridículo da emenda senatorial aposta ao projeto ficha limpa regulando o tempo do verbo subordinativo do tempo das condenações havidas. Portanto, limpar-se-ão as fichas, a depender da conjugação verbal; explique-se Senador Dornelles.

Constituição? Às favas! A preocupação dos representantes do povo e dos Estados fixou-se nas urnas de outubro. Pão e circo. Ao povo, pão, circo e demagogia da mais barata.

E o pior, há uma montanha de gente de boa-fé sendo enganada pelo embuste patrocinado, lá no comecinho, pela Associação dos Magistrados Brasileiros, mãe do projeto de lei que dá as costas à Constituição brasileira. Sim, o princípio constitucional da inocência ou da não-culpa, sequer foi trazido ao debate pelos senhores congressistas. Os olhos dos congressistas estão nas urnas de outubro, e a consciência dos pais do embuste, na “ingenuidade” romântica de quem faz a política com a toga.

O tema é singelo: o meio cidadão e o cidadão e meio. Ah, e no meio disso tudo existem pedras, gente tentando fazer política séria e decente. Acompanhem os acontecimentos e depois me digam, ou, melhor, digam a vocês mesmos, foi um embuste, ou não?

Não quero entrar no tema relativo ao fator previdenciário aprovado pelo Congresso Nacional juntamente com o aumento do índice de reajuste aos aposentados com vencimento superior a um salário mínimo. É outra bazófia, outra fanfarronice; ou alguém duvida do veto Presidencial à demagogia barata? Por que demagogia barata? É impensável matéria desta complexidade e envergadura sendo tratada como se comprando um quilograma de tomates ou 3 ou 4 bananas.

A nossa política está cada vez mais parecida com os nossos políticos. Com o perdão da generalização – sempre injusta – hipócritas e cínicos, isto é o que vi na última semana no Congresso Nacional. Homens com lado; o lado de dentro. Se há governo, se há benesses, estão dentro, sempre dentro. As estampas na mídia, a rouquidão moralista, o oportunismo escrachado, tudo com nome e sobrenome e urnas de outubro.

Postos os símbolos, alguns questionarão: e aí? E as novidades? Até agora escrevestes o sabido! Verdade! Não há novidades no front, nem mesmo outubro será diferente.

Pensem nas manchetes dos telejornais, nas chamadas dos diários nacionais, nos títulos dos principais colunistas do País e digam, onde encontraram algum juízo crítico sobre a postura do Congresso Nacional? Todos vendo e publicando a demagogia, reverberando a hipocrisia e oferecendo horários nobres ao cinismo. Por que a sociedade é assim?

A encenação no projeto de lei “ficha limpa” e o escárnio no “pacote de bondades” aos aposentados de boa-fé, são a mostra da total falta de limites e o mais desplantado deboche com os brasileiros que, como já disse, acreditam que essas coisas vieram para melhorar nossas vidas.

Prestem atenção nas discussões nascidas no dia imediatamente posterior às aprovações referidas. Relativamente ao Ficha Limpa, surgem os “não é bem assim”, “só vale pras próximas eleições”. No fator previdenciário, “temos que discutir melhor a matéria”, “desde que o Presidente não vete o aumento pros aposentados, pode até vetar o fator”. Mentira ou verdade? Ora? Cinismo e hipocrisia!

Então aguardemos o “e eu acreeediteeiiii...”

Ah! Não esqueça, eles querem o seu voto e sinto informar, nas matérias comentadas, a unanimidade esteve presente no Congresso Nacional. Ah! Não esqueçam do grande Nelson Rodrigues: a unanimidade, é burra.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Vídeo Debate Sobre As Tropas Brasileiras no Haiti

Partido dos Trabalhadores:

C o n v i d a:

Vídeo e Debate
Porque somos contra as tropas brasileiras no Haiti. E a favor da ajuda humanitária com médicos, enfermeiros e engenheiros!


Promoção:

DZs-PT Jaçanã e Vila Maria


Local:
Sede do DZ-Partido dos Trabalhadores/Jaçanã - Av. Roland Garros, 1652 - Jd.Brasil

Domingo, 30 de maio de 2010 às 16 horas

COMPAREÇAM E PARTICIPEM!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CONQUISTA NÃO SE NEGOCIA!!!

Caros companheiros e caras companheiras.

Boa noite!

Em relação a matéria que os companheiros, mais uma vêz, de forma extremamente democrática, nos convida a debater um assunto, embora ainda não seja da categoria novamente, mas, evidentemente, tenho uma contribuição para que a categoria raciocine e pense.

Antes de mais nada, concordo que o Sindviários deveria manter o compromisso e enviar TODA a proposta de pauta de negociação à categoria, embora, concorde também, com seus diretores, que a assembléia dos trabalhadores da CET é aberta a todos e cabe aos trabalhadores interessados, em participar, negociar e criticar e propor emendas.

Mas quero me ater ao fundamental das propostas apresentadas e concordar no acerto da assembléia de barrar a tentativa do governo -através da DR e principalmente do CRE que, além de não ser um órgão minimamente democrático, já que seu presidente nada entende de democracia operária ou mesmo de direitos adquiridos, age de forma truculenta e absurdamente ditatorial.

Houve, por parte desses senhores, provavelmente à mando do supersecretário, uma proposta de negociar o inegociável, ou seja, a idenização por tempo de serviço a quem é demitido. Nos, da CUT, lutamos por uma medida provisória que proibisse demissões. Na prática, é importante que a categoria saiba, funciona como tal, pois é muito difícil que a camarilha que governa nosso município consiga alocar verba suficiente para demitir os trabalhadores da CET se tiverem que pagar essas idenizações. Seriam mais de uma centena de milhões de reais para tanto e hoje este é um dinheiro virtual. Caso, os trabalhadores aceitassem discutir isso, seria o fim! Se querem dar uma previdência privada, que o dêm sem negociar conquistas, ou alguém acha que esses trabalhadores seriam idiotas o suficiente para vender suas estabilidades para garantir emprego a algum pelego vendido?

Não, não irão! A categoria é inteligente o suficiente e, claro, tem senso de sobrevivência!

Por fim, não posso deixar de ressaltar em relação aos senhores que represtam a Nova Central, central sindical pelega e que certamente serão derrotados em tantas quantas assembléias forem necessárias pela categoria que não aceitará "vender" suas conquistas e que se preciso for, iria às assembléias, na qualidade de beneficiário desse acordo coletivo convencendo os trabalhadores presentes a derrotá-los!

A nova diretoria assumiu ontem, e só após isso, o pelego do Gibão poderia "pedir" a renúncia de um conselheiro que assume essa diretoria, mas como não sabe lidar com a democracia e com as diferentes opiniões, o faz através de documentos um mês antes da posse. Só o respaldo de toda categoria conseguirá que, em nome da CUT, continue apresentando excelentes acordos coletivos como a Nova Central jamais conseguiu!

Um abraço!