sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Manifesto do presidente da ANPUH (Associação Nacional de História)

Vale a pena ler e refletir:
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15 de outubro de 2010 às 0:11

Durval Muniz: Um convite à reflexão

Dois Projetos Radicalmente Diferentes

Durval Muniz de Albuquerque Júnio
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Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu, que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.
Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade, nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff, em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana).
Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos (o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, à Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países.
Na crítica à política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso); uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de pôr em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens (com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido.
Este silêncio poderá custar caro à muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres?
Ainda está em tempo de romperem o silêncio!); uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalhar em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentiras mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).
Claro que não vou perder meu tempo discutindo com vocês, que até agora não vomitaram e ainda continuam convictos do voto em Serra, argumentos de enorme racionalidade para não se votar em Dilma como: ela é um poste, ela matará criancinhas (repaginação sofisticada por Mônica Serra, como costuma ser toda repaginação de quem veste Daslu, a honesta Daslu, de conhecido enunciado anticomunista), ela roubou um banco, ela é assassina, ela vai fechar as igrejas, ela acabará com a liberdade de imprensa e outros argumentos ainda mais sofisticados como: “eu não fui com a cara dela”.
Por respeito a vocês todos que acho não seriam capazes de acreditar nestas baboseiras, passo a tratar de uma única justificativa que me pareceu racional, apresentada para o voto em Serra: o sucesso do governo Lula, que todos admitem, até mesmo o candidato Serra que subiu na sua garupa em plena propaganda eleitoral gratuita, teria se dado por este continuar o modelo de gestão perfeito e vitorioso do príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso (há longo email na internet defendendo este ponto de vista racional e respeitável), embora este tenha sido escondido sistematicamente das campanhas do PSDB desde que deixou a presidência seguido de um sentimento de alívio nacional e já vai tarde na maioria de corações e mentes, até nos de muitos dos que hoje esquecidos ou arrependidos tentam salvar o seu legado e resolvem votar em seu candidato.
Como sou historiador, e este profissional tem como ofício ir ao passado para justamente olhar o presente de outra perspectiva, vou lançar mão de alguns traços da história do pensamento econômico no Brasil para tentar convencê-los de que no dia 31 de outubro estarão em confronto dois projetos radicalmente diferentes de país, duas maneiras distintas de interpretar e entender a sociedade brasileira, sua história, sua dinâmica econômica e social, formas radicalmente distintas de pensar a inserção do Brasil no capitalismo globalizado, nas relações internacionais, formas distintas de pensar a dinâmica do desenvolvimento e o papel que o Estado e as distintas classes e grupos sociais desempenharão neste processo.
E quando digo ser radical é justamente porque, como sabemos, radical é algo que se dá desde as raízes, desde suas matrizes teóricas e políticas. Pretendo mostrar que Serra e Dilma representam projetos bastante distintos para o país, porque PSDB e PT representam formulações teóricas distintas da realidade brasileira. Como estamos diante de dois candidatos que não despertam muitas paixões, talvez possamos ter discussões mais racionais, desde que se esteja disposto a se explicitar o projeto que cada um representa (além de representar sua enorme ambição pessoal, seu projeto de ser Presidente da República, de fazer parte da galeria de nossos Presidentes, sonho que ele já realizou, pelo menos na propaganda eleitoral e espero que só lá; Serra representa um projeto de governo que não pode explicitar, que não pode revelar sob pena de não ser eleito, por isso ele protocolou como programa de governo no TSE um discurso, mesmo assim tendo a candidatura deferida: por lá também os amores serristas parecem ter se intensificado, até com trocas de telefonemas amáveis).
Para entendermos o jeito PSDB de governar temos que entender as matrizes teóricas que sustentam suas ações. É inegável que o intelectual orgânico, para usar um conceito caro a Gramsci, deste partido é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual respeitado mundialmente.
Emir Sader já perguntou perplexo uma vez: o que pensa o Serra? Ninguém sabe, ninguém viu. O hoje elevado a condição de elite das elites, o guia das “massas cheirosas”, segundo a Catanhede, que se saiba nunca teria concluído os cursos de graduação que diz ter e sua Tese de Doutorado, da qual voltarei a falar, anda desaparecida da única biblioteca em que está depositada (por que será que o vaidoso Serra nunca traduziu e trouxe a lume sua obra máxima?).
Ele passou oito anos no governo FHC, exercendo diferentes cargos, sempre aparecendo na mídia como estando à esquerda no partido, como crítico de Malan, como alguém que criticara o Plano Real, mas jamais escreveu algo sobre isto e no governo permaneceu.
Como gestor de mandatos nunca concluídos, não foi capaz de imaginar uma política pública, um programa de governo que possa se dizer original e criativo, se notabilizando mais por desmontar e destruir o que vinha sendo feito antes, até mesmo pelo seu companheiro de partido Geraldo Alckmin (pensem nisso amigos queridos, se duvidarem de mim, pesquisem sobre o desmonte dos programas sociais e educacionais deixados pela Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo). Não é preciso dizer dos inúmeros prêmios internacionais recebidos por diferentes gestões do Partido dos Trabalhadores em municípios, Estados e agora nos dois governos Lula por imaginar e criar inovadoras políticas públicas (se duvidarem, pesquisem: só o Presidente Lula já ganhou até agora mais de duzentos prêmios internacionais, há um site não nacional que se dá o trabalho de arrolá-los todos).
Mas como dizia é no pensamento de FHC que devemos buscar as raízes das propostas pessedebistas para o país. É na Teoria da Dependência, da qual Fernando Henrique foi um de seus formuladores, notadamente na corrente chamada de weberiana, que rivalizava com a chamada corrente marxista encabeçada por Theotônio dos Santos e Ruy Mauro Marini, que devemos buscar o entendimento de como o PSDB vê o país e seu povo, inclusive sua classe empresarial, já que, como sabemos, Cardoso se dedicou a fazer uma sociologia do empresariado brasileiro, de seu comportamento e pensamento.
A Teoria da Dependência surge no início dos anos sessenta, diante da crise crescente apresentado pelo modelo nacional-desenvolvimentista de matriz cepalina que esteve na base da política econômica de governos tão díspares e que a realizaram com ênfases distintas como os governos Vargas, Juscelino Kubsticheck e João Goulart.
Quando uma vez na Presidência da República, Fernando Henrique se propôs a enterrar a era Vargas, ele estava realizando o projeto da Teoria da Dependência que criticava algumas formulações básicas do pensamento cepalino e neoclássico, que na versão henriquiana se afastava também das leituras marxistas tanto vindas do pensamento da CEPAL, quanto no interior da própria Teoria da Dependência, propondo assim o desmonte do Estado nacional-desenvolvimentista e populista, fantasmas que são brandidos hoje pelos economistas e “experts” de plantão convocados pela mídia, que estariam sendo reabilitados pelo governo Lula. Em entrevista com Dilma, Miriam Leitão chegou a comparar o que seria o nacional-desenvolvimentismo de Lula com a política econômica da ditadura militar. Como disse sutilmente Dilma: a Leitão sempre ouve o galo cantar mas não sabe aonde.
É inegável que as formulações econômicas, mas também sociais e políticas do governo Lula têm a sua matriz no pensamento nacional-desenvolvimentista cepalino, mais precisamente no pensamento do maior economista brasileiro, o paraibano Celso Furtado, por quem Lula sempre teve uma admiração quase devocional. Como sabemos Celso Furtado se manteve ativo, produzindo e participando diretamente da vida política brasileira até pouco tempo antes de sua morte.
Seu pensamento passou por reformulações e ajustes, mas manteve uma espinha dorsal que, como tentaremos deixar claro, é a própria espinha dorsal do projeto que hoje a candidatura Dilma assume e que queremos ver continuar com ela. É preciso ainda chamar atenção para dois aspectos relevantes: o atual Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que foi mesmo dentro do PT identificado como um nacional-desenvolvimentista, dedicou seu trabalho de doutorado a estudar o pensamento de Celso Furtado e, é preciso lembrar ainda, que Dilma Rousseff começou a sua militância administrativa no Rio Grande do Sul, ligada a um governo do Partido Democrático Trabalhista, encabeçado por Leonel Brizola, muito próximo das formulações nacional-desenvolvimentistas.
A grita e o arreganho de dentes, sem pejos, da mídia neoliberal no Brasil se deve ao fato desta identificar em Dilma não uma mera continuidade, mas um aprofundamento da visão nacional-desenvolvimentista em seu governo em relação ao governo Lula. A acirrada querela em torno dos destinos da Petrobrás, empresa símbolo das conquistas que o nacional-desenvolvimentismo de inspiração cepalina trouxe para o Brasil, assim como em torno dos destinos dos financiamentos do BNDES, que não podemos esquecer teve como seu formulador e primeiro Presidente Celso Furtado, torna claro que o que está em jogo nestas eleições não é a religiosidade ou não da Dilma, sua sexualidade, sua experiência administrativa ou seus “valores”, são de “outros valores de que se trata” (como a Marina e seus seguidores verdes, pelo menos os sinceros, foram cair numa armadilha dessas, como podem manchar uma trajetória de vida e política de anos se colocando a serviço de forças e interesses que parecem desconhecer, tudo por causa de quinze minutos de fama na Rede Globo, que a teria triturado com os mesmos argumentos vis e baixos com que faz com Dilma se ela efetivamente tivesse viabilidade eleitoral).
Pecado mortal de Furtado e de Lula, ambos olharam para o Nordeste, ambos são filhos deste rincão enjeitado do país, onde medra uma das piores elites políticas desta terra, ambos não abriram os olhos no planalto paulista, onde luminares como Otavinho Frias e a família Mesquita distribuem a agenda para o país, em consonância com um partido que nunca lançou uma candidatura que não seja paulista, deixando claro a falta de visão de Brasil que os assaltam, como assaltava à Teoria da Dependência. Formulador da SUDENE e seu primeiro superintendente, Furtado sempre apostou no Estado como indutor de uma política de industrialização capaz produzir o desenvolvimento apesar da dependência externa.
Sabemos que desde que FHC aderiu às teses neoliberais, pois estas já estavam em germe em seu pensamento, como deixaremos claro a seguir, a crítica a esta centralidade do Estado, de seu papel como indutor de políticas cambiais, fiscais, de investimento, de distribuição de renda, de combate às desigualdades regionais e sociais, que alavancassem um desenvolvimento endógeno do capitalismo brasileiro, será a pedra de toque do discurso econômico do PSDB, por isso mesmo se aliando a um partido de extrema direita, o antigo PFL, agora DEM, com vagas formulações liberais, um baluarte na luta pelos interesses dos grandes grupos privados nacionais e internacionais em detrimento dos interesses nacionais.
Desmontar o Estado, desmontar as empresas duramente criadas e conquistadas à duras penas com a acumulação de capital realizada pelas políticas nacional-desenvolvimentistas passou a ser a obsessão dos governos do PSDB, tendo em Serra um dos maiores entusiastas, a abrir seu sorriso cheio de gengiva sempre que batia um martelo e entregava o produto de anos de suor dos trabalhadores brasileiros para os capitais nacionais e internacionais, muitos de duvidosas origens, outros sendo agraciados com ajudas vultosas do BNDES para comprarem com dinheiro público e privatizarem o que era público.
Tanto a Teoria da Dependência, quanto a Teoria do Desenvolvimento, elaborada pelos cepalinos, revista e aperfeiçoada por Furtado, concordavam em superar a visão apenas sistêmica e baseada no equilíbrio de fatores da economia neoclássica.  Ambos por vias distintas, vão aliar as reflexões econômicas com reflexões sobre as estruturas e relações sociais no país e o papel da política e do Estado na gestão da economia. Podemos dizer que ambas refletem o impacto que representou o pensamento keinesiano para o campo econômico, e sua capacidade de formular as políticas públicas que retiraram os EUA e o restante do mundo da crise sistêmica de 1929.
Só que ambas divergem num ponto fulcral, notadamente na versão weberiana encarnada pela obra de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto: ambas concordam que o subdesenvolvimento é produto do próprio desenvolvimento do capitalismo, que se dá desigualmente gerando um centro e uma periferia do sistema, que tende a reproduzir subordinadamente a dinâmica que é dada pelas economias centrais e seus modelos. Ambas concordam na possibilidade de haver desenvolvimento mesmo na periferia, de haver desenvolvimento apesar da dependência e da subordinação, mas divergem frontalmente de como isto seria possível.
Nesta divergência estão as raízes das divergências entre as políticas não só econômicas, mas sociais, de relações internacionais, de alianças políticas, de formulação de políticas públicas que estão representadas nas candidaturas Serra e Dilma. Na Tese de Doutorado que defendeu nos EUA, Serra teria criticado a política econômica do governo Allende do qual participara, com Allende já morto e deposto pelo golpe de Estado apoiado pelo governo americano (Serra parece adorar criticar os governos de que participa, pois quem conhece a peça sabe de sua megalomania e de sua vaidade infinita, além de que, aqui, amigos, merece uma parada para reflexão: como é que alguém que serviu ao governo Allende vai parar nos EUA e é recebido pelo governo que patrocinou o golpe no Chile, terá sido para Serra escrever o que escreveu?).
A crítica se centra não apenas no combate ao pensamento cepalino, esposado ainda por setores presentes no governo chileno, como no combate a Teoria da Dependência em sua versão marxista, que não acreditava ser possível haver desenvolvimento nos países periféricos sem a derrubada revolucionária do capitalismo. Talvez a mistura explosiva do reformismo cepalino com o revolucionarismo daqueles que pensavam diferente de FHC, que sempre descartou a necessidade de uma revolução socialista para que o desenvolvimento se fizesse na periferia do sistema, tenha levado ao desastre da política econômica de Allende atacada na Tese do aspirante a Presidente da República pelo PSDB. Talvez assim possamos entender porque Lula e sua política econômica já foi chamada por grandes luminares da imprensa e da vida parlamentar de bolchevista e até de albanesa (seriam ilários, se não fossem tão primários).
A diferença matricial entre as duas posturas gira em torno da possibilidade de um desenvolvimento capitalista, porque é disso que se trata, não de revolução ou bolchevismo, feito na periferia, colocando como centro do processo a aliança estratégica entre empresariado nacional, Estado e classes trabalhadoras por um lado e os setores externos por outro, aquilo que FHC andou chamando de mexicanização, venezualização, retorno do peronismo (como usa bem e precisamente as categorias nosso sociólogo).
Para as formulações cepalinas lá dos anos cinqüenta, com seu nacionalismo típico da época, as forças externas eram encaradas como obstáculo ao desenvolvimento do país, assim como as forças internas a eles aliadas como os setores agrário-exportadores. Mesmo reformulando mais tarde estas ideias, Furtado mantém a opinião que o processo de desenvolvimento, em países como o Brasil, deve ter como motor as forças econômicas, sociais e políticas nacionais, que saibam inserir o país na economia global, mas tendo seus interesses estratégicos sempre à frente e bem definidos.
Para ele, o Brasil tinha um enorme potencial de crescimento endogenamente gerado por seus amplos recursos naturais, por já ter internalizado e desenvolvido o processo de industrialização, devendo ampliar bases técnicas, tecnológicas e educacionais próprias, o país já possuía a enorme potencialidade de um grande mercado consumidor de massas, bastando para isto que fossem prioritárias em qualquer política econômica a ênfase em mecanismos distributivos de renda e de redução das desigualdades regionais.
O governo Lula e o sucesso reconhecido mundialmente, até pelos órgãos de imprensa econômica mais conservadores, de sua política econômica, aliada a políticas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família e a política de valorização do salário mínimo, provou que as teses de Furtado estavam certas. Foi por ter criado um mercado de consumo de massas no Brasil, com a ascensão de parcela significativa da população para as classes médias e a retirada de outras tantas da linha da pobreza absoluta que o Brasil pode enfrentar e vencer rapidamente, com suas próprias forças, a grave crise que vivem os países centrais do capitalismo.
A Teoria da Dependência de FHC nunca acreditou na possibilidade de se fazer o desenvolvimento sem que a direção do processo se desse nos próprios países centrais do sistema. Avaliando como sociólogo a mentalidade empresarial brasileira, FHC sempre foi pessimista em relação a esperar das forças nacionais o nosso necessário desenvolvimento.
Daí por ser um crítico de primeira hora das ideias cepalinas que vêem o elemento externo como obstáculo ao desenvolvimento nacional, que dá imediatamente enorme audiência ao seu discurso no mundo e, por incrível que pareça, entre nossa elite empresarial que parece ter aceitado com gosto e alegria o lugar menor e subalterno que o pensamento da dependência lhes reservava, talvez porque sempre no fundo se sintam não pertencentes ao país, mas estrangeiros em sua própria terra.
Estas formulações da Teoria da Dependência mal disfarçam que requentam teses já bastante gastas entre nossas elites letradas da incapacidade de nosso povo para a civilização, para o progresso, para o trabalho livre, para o desenvolvimento. Nas formulações pessedebistas há clara desconfiança em relação ao nosso povo.
Esta é uma diferença crucial entre Dilma e Serra; Dilma acredita que nosso povo, se estimulado, se receber crédito, se receber salário, se lhe forem dadas condições educacionais e de renda, tem condições de construir um país soberano, capaz de traçar suas próprias estratégias, sem que para isso tenha que se fechar ao mundo, mas tendo uma visão alargada do próprio mundo, não vendo nele apenas o Norte, mas enfatizando a diversificação dos mercados e das relações políticas, diplomáticas e culturais, enfatizando as relações Sul-Sul, tornando o Brasil um país capaz de ajudar a impulsionar o desenvolvimento dos seus vizinhos e países assemelhados ou em níveis piores de pobreza e desenvolvimento humano. Mas se muitos luminares do PSDB não querem que se seja solidário nem no interior da nação, como mostram as políticas predatórias, a guerra fiscal movida covardemente pelo Estado mais rico da nação contra os menores Estados, e a implicância histórica serrista com a Zona Franca de Manaus.
Foi a Teoria da Dependência que inspirou já o primeiro programa econômico apresentado por um candidato tucano a concorrer à Presidência da República. O “choque de capitalismo”, prometido por Mário Covas em 1989, foi finalmente realizado por Fernando Collor e continuado nas duas gestões de FHC e se mostrou efetivamente chocante para a sociedade brasileira. A ideia de que seria expondo os setores da economia brasileira à concorrência externa, abrindo a economia para os fluxos de capital internacionais, privatizando os setores estratégicos dominados pelo Estado e os entregando a moderna gestão empresarial internacional, que se faria o país desenvolver-se, se modernizar, palavra mágica para a Teoria da Dependência henriquiana, se torna o centro das políticas econômicas do PSDB. A concorrência externa também afetaria as relações de trabalho e emprego, as modernizaria, levando a ruína à estrutura burocrático-estatal montada pelo nacional-desenvolvimentismo.
Acompanhada de políticas austeras de gastos públicos, com a redução do Estado, com a modernização e desburocratização da máquina pública, aliada ao combate à inflação, teríamos garantido o desenvolvimento sustentável, aquele que, como vimos, só dava para sustentar os privilegiados de sempre e aos novos que chegaram como um enxame de vespas no lastro do processo de privatização. Ao final, o brilhante resultado desta política, que dizem que Lula apenas continuou, pinçando aspectos menores da política econômica anterior (política de metas de inflação, de superávit primário, de contingenciamento de recursos do orçamento, política de câmbio flutuante, que se esquecem os serristas que só foi adotada depois do desastre provocado pela política de câmbio fixo e Real supervalorizado do pucboy Gustavo Franco, política que empobreceu grande parte do país, mas gerou superlucros nos setores exportadores, principalmente agroexportadores que são eternas viúvas de FHC, como mostra mais uma vez as vitórias serristas em Estados como MT, MS, PR, SC e SP, que se dane a maioria, se a minoria de sempre lucra e muito, está ótimo) que foram mantidos mas subordinados a uma lógica macroeconômica diversa: o país quebrou três vezes, a cada crise econômica em um país lá fora, pois sua economia foi atrelada e completamente exposta às vagas do capital financeiro internacional, fazendo o país acumular uma criminosa dívida em moeda estrangeira, dívida que o governo Lula tratou de reconvertê-la em moeda nacional, garantindo maior soberania sobre as contas internacionais; a quebradeira de setores inteiros da indústria nacional, com o desemprego e a falta de esperança sendo tônica de todo o período, (se reconhecemos que outros setores se dinamizaram como o de telefonia com a privatização, o de energia resultou no apagão histórico de FHC, pois o Estado deixou de investir), o arrocho salarial entre o funcionalismo público, a terceirização e precarização dos serviços se ampliaram, piorando a vida dos mais necessitados do Estado; para os das classes médias que não precisam dos serviços públicos ficou o deslumbramento das novas marcas estrangeiras nas vitrines e dos novos modelos de carros importados e celulares, agora todos se sentiam globais, viviam em Miami, a festa para poucos era geral.
As estradas viraram só buracos, com a exceção daquelas privatizadas, como as do Estado de São Paulo, entregues a grupos privados em troca do melhor preço no ato da concessão e não do menor pedágio, tal como feito no governo Lula, estratégia pensada por Dilma – basta comparar os preços dos pedágios do PSDB e do PT e se notará o jeito diferente de governar, pois se governa para outros grupos sociais, não é para as classes médias apenas, mas principalmente para incluir os mais pobres.
As estradas de ferro sucateadas, a indústria naval e a indústria bélica desmontada, a aeroespacial privatizada. Os brasileiros mais pobres começam a se submeter a migrarem até para o Japão em busca dos empregos que a Petrobrás gerava lá ou na Austrália. Amparada em ampla campanha midiática, que buscava desmoralizar a grande empresa estatal brasileira, o esvaziamento econômico e técnico da Petrobrás preparando para privatizá-la, levou ao trágico acidente do afundamento da Plataforma P-36 (o mesmo governo que não fora capaz de fazer a avançada tecnologia de uma caravela navegar, coisa que os portugueses, tidos em tão baixa conta, já o havia feito desde o século XIV, afundavam uma plataforma e com ela pretendiam afundar a Petrobrás) tal como ocorre agora com os Correios, que sofre inegável campanha de desmoralização, na esperança de que seja a primeira jóia da coroa que Serra, uma vez eleito, leiloará para que assim como na privatização da telefonia se candidatem a OESP, a Globopar, a Folha da Manhã, o Grupo Abril, que tantos esforços fazem em eleger seu candidato do coração e do bolso.
Para concluir, pois já me estendi além da conta, para que vocês meditem bem sobre o passo que darão ao entregar o país a um homem como José Serra, que a mídia que ele financia com dinheiro da educação, enquanto trata os professores de São Paulo a cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo, diz ser o mais competente e preparado, convido vocês a ir ao Youtube e assistir um vídeo de uma entrevista dada por Serra ano passado, quando do auge da crise econômica, ao jornalista serrista e de conhecida história de adesão à extrema direita Boris Casoy, onde Serra aparece indisfarçadamente eufórico, com a possibilidade que a crise viesse acabar com a popularidade do governo Lula e facilitar as coisas para ele este ano. Para que sua vontade pessoal de ser Presidente se efetive, como bem diz Ciro Gomes, Serra pisa até no pescoço da mãe, e é capaz de torcer contra o país, que a população venha sofrer este não é um problema para ele, postura que parece ser de muitos de vocês companheiros que resolveram votar em Serra, desde que suas razões particulares justifiquem um voto que pode significar o retorno à miséria de amplos setores da sociedade brasileira, mas vocês têm este direito, votem e depois durmam o sono dos justos.
Mas esta entrevista explicita o desastre que teria sido se ao invés de Lula, de Mantega, das formulações furtadianas que eles representam, fosse o ninho tucano e sua teoria da dependência (dependência ao Norte, diria o pândego e arguto Paulo Henrique Amorim) que estivessem no poder. Serra, do alto de sua sabida arrogância e prepotência, tratou logo de desqualificar todas as medidas tomadas pelo governo Lula, com o riso cúmplice e hiênico do Casoy que arrematou que Lula estava fazendo diferente do que todo mundo estava fazendo nos países centrais do capitalismo (que petulância, como pode discordar do centro), ridicularizaram a fala do Presidente de que aqui a crise seria uma marolinha, e seria sim pois os fundamentos da economia brasileira eram outros bem diferentes da era FHC: tínhamos acumulado grande quantidade de reservas internacionais, ao contrário de perdê-las como com FHC, havíamos nos livrado do monitoramento e das restrições impostas pelos acordos com os organismos internacionais, havíamos pago a dívida com o FMI e Clube de Paris e Lula e Mantega não precisavam mais chamar a Brasília a senhora da mala do FMI a cada vez  que se precisava tomar uma decisão em matéria de política econômica, industrial, cambial, financeira, salarial, etc, ou seja, Teoria da Dependência gera o que a nomeia, não duvidem.
Serra pomposo dizia: como reduzir impostos agora que todos os Estados querem preservar seu poder de investimento, como aumentar salários agora que eles tenderão a cair, como ampliar investimento no momento em que a arrecadação vai declinar. O sábio, o preparado Serra fez em São Paulo, o que faria no Brasil, aumentou impostos em plena crise, arrochou como sempre os salários (pergunte a um delegado de polícia de São Paulo o que ele acha do salário dele e porque o PCC só cresce), suspendeu investimentos, privatizou a Nossa Caixa, única empresa estatal que restava, rapidamente adquirida pelo governo federal através do Banco do Brasil, que saiu assim fortalecido da crise.
Quando viu o sucesso da política de Lula que, acima de tudo, conta com aquilo que Serra não tem e nunca vai ter: carisma e popularidade, indo a televisão convocar todos a continuar consumindo, explicando como só ele sabe fazer para a população porque era preciso manter o ciclo virtuoso da economia e não se deixar contaminar pelas nuvens negras profetizadas pelos urubólogos e urubólogas serristas de plantão na mídia e pelos próprios partidos da oposição, correu para copiar algumas medidas tomadas pela equipe econômica que ele havia chamada de inepta, que não tinha a brilhante trajetória de gestor econômico que ele tem.
Façam isso, por favor, assistam a este vídeo, e se ainda assim quiserem entregar o Brasil a Serra, que o façam, mas minha consciência estará tranqüila, tentei fazer um esforço em alertá-los. Eu e o Brasil esperam que mudem de opinião e ele não vença, se  mesmo assim ele vencer vou torcer para que eu não venha a me divertir tanto quando encontrá-los, quanto me diverti meses após a posse de Collor, vendo os meus colegas coloridos que haviam votado no caçador de marajás e não no sapo barbudo com medo de perderem suas poupanças, reduzidos a CR$ 50,00 em suas contas. Assim como Collor, Serra sempre faz o que diz que não vai fazer, tenham cuidado. Abraço carinhoso a todos e um feliz e refletido voto para vocês e para o Brasil.


No segundo turno, dia 31 de outubro:
 VOTE PT, VOTE 13,
VOTE DILMA!


POR TERRA, TRABALHO E SOBERANIA!

Companheiros e companheiras

O povo trabalhador mostrou no 1º turno presidencial que não quer a volta de Serra do PSDB-DEM. É preciso falar as coisas como são. O povo quer Terra, Trabalho e Soberania, e para isso é preciso romper completamente com a herança de FHC-Serra.

Dia 31 é hora de ELEGER a candidata do PT, Dilma, contra Serra, representante direto dos patrões e bancos internacionais. É mais que hora, depois de 8 anos de governo, de conquistarmos:

• Jornada de trabalho de 40 horas sem redução de salário;

• Fim do fator previdenciário;

• Reajuste real do salário mínimo;

• Garantia do Piso Salarial Nacional dos Professores.

É hora de VOTAR na candidata do PT, Dilma, contra os privatizadores, para avançar na reestatização:


• Todo o petróleo, inclusive o Pré-sal, para a Petrobras 100% estatal;

• Serviço público de qualidade para todos, atendimento das reivindicações dos servidores;

• Retomada da Vale, CSN e Usiminas; fim das concessões privadas de ferrovias, estradas e portos;

• Defesa dos Correios e da Infraero.

É hora de VOTAR contra os latifundiários, usineiros e ruralistas, para conquistarmos:

• Reforma Agrária, com atualização do índice de produtividade da terra e limitação do tamanho das propriedades;

• Proteção dos pequenos proprietários, quilombolas, indígenas e ribeirinhos;

• Defesa do meio-ambiente;

É hora de VOTAR contra o “ajuste fiscal” e a nova reforma da previdência exigida pelo “mercado”:

• Fim do superávit primário para pagar a dívida. Toda verba publica para escola pública e saúde pública;

• Revogação da falsa Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei das OS’s, imposições do FMI no governo FHC.

É hora de LUTAR nas ruas, nas empresas, nas vilas e escolas. Eles manipulam as convicções religiosas de setores populares, e mentem - como os golpistas no Equador e os agentes imperialistas na Venezuela - para esconder seu programa de ataque aos direitos trabalhistas, de “ajuste fiscal”, entrega do Pré-sal e mais privatizações, o programa que o FMI e o G-20 exigem de todos os governos.

Serra fala em governo de “união acima dos partidos” para assim embaralhar as cartas a serviço do “ajuste”.

Foi o povo trabalhador quem deu a Dilma o 1º lugar. Não foi nenhum setor da elite, PMDB etc. Este povo está disposto a sustentar e defender um governo faça o que não foi feito nos oito anos do governo Lula: acabar com o latifúndio, a herança de décadas de pagamento da dívida e a subordinação ao imperialismo.

É hora de VOTAR pelas melhores condições para seguir a luta pelas reivindicações históricas dos trabalhadores que originaram a construção do PT, para, uma vez Dilma eleita, cobrar as urgentes reivindicações da nação oprimida! Como estão mostrando os bancários em greve nacional. É da força das organizações dos trabalhadores na cidade e do campo que, afinal, dependerá o rumo dos acontecimentos.

Nenhum voto pode ser desperdiçado!
É hora do voto 13,
por um governo do PT,
encabeçado por Dilma,
por Terra, Trabalho e Soberania!
DISCUSSÃO

Aborto ilegal é 300 vezes mais perigoso para a mulher que o legal


*Publicada originalmente no  Opera Mundi

Como fruto da Conferência Mundial de Direitos Humanos, celebrada em Viena em 1993, foi reconhecido que os direitos das mulheres são também direitos humanos e que os países deveriam garantir uma atenção adequada à sua saúde, assim como ao planejamento familiar.

Leia a série de reportagens:
 Tabu no Brasil, aborto é menos restrito na maioria dos países
Aborto: nos EUA, governo Bush deixou marcas que Obama tenta apagar
Veja as restrições legais ao aborto em cada país

De maneira complementar, desde 1994, após a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, os membros da ONU (Organização das Nações Unidas) reconhecem como direitos humanos aqueles relacionados à reprodução e à sexualidade.

Países com menos restrições ao aborto:


Em 1995, durante a IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, o Desenvolvimento e a Paz, realizada em Pequim, foi firmada uma Plataforma para a Ação, onde os Estados afirmam que "a capacidade de as mulheres controlarem sua própria fecundidade constitui uma base fundamental para desfrutar outros direitos". No texto final, pede-se aos países que atentem para "a possibilidade de re visar as legislações que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que fizeram abortos ilegais".

Além disso, "levando em consideração que o aborto inseguro é uma grave ameaça à vida e à saúde da mulher", propôs-se, como objetivo estratégico, "promover pesquisas dedicadas a compreender e encarar com mais eficácia as condições que determinam o aborto induzido e suas conseqüências, incluindo efeitos futuros na fecundidade, saúde reprodutiva e mental e na prática contraceptiva".

Leia mais:
Em defesa da vida, o aborto
Entidades lançam plataforma para a legalização do aborto no Brasil
Justiça de Minas Gerais autoriza aborto de feto anencéfalo
Ativistas e especialistas pedem comprometimento com direitos homossexuais

Mortalidade da mulher

Segundo cálculos da OMS (Organização Mundial de Saúde), a taxa de mortalidade devida a abortos induzidos varia de 0,2 a 1,2 mortes a cada 100 mil abortos nos países onde a prática é legalizada; naqueles onde não é, o número sobe para 330 mortes a cada 100 mil abortos. Cerca de 13% das aproximadamente 600 mil mortes por ano de mulheres relacionadas à gestação e ao parto ocorrem em decorrência de abortos inseguros, ou seja, sem recursos mínimos de higiene e assistência capacitada.

Paralelamente a essas discussões foi criada, em 1998, a Corte Penal Internacional, com o objetivo de julgar indivíduos acusados de violar os acordos internacionais. Em seu estatuto está a questão da gravidez forçada, que é considerada um crime de lesa humanidade e um crime de guerra junto com a violência, a escravidão sexual, a prostituição forçada, a esterilização forçada e outros tipos de abusos sexuais tão graves quanto.

Países com mais restrições ao aborto:


Em 16 de setembro de 2010, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, foi nomeada para coordenar a recém-criada ONU Mulher, uma espécie de "superagência" das Nações Unidas que reunirá as quatro já existentes relacionadas ao tema (o Fundo para o Desenvolvimento da Mulher - Unifem, a Divisão da ONU para o Avanço da Mulher, o Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher e o Escritório Especial em Assuntos de Gênero).

A nomeação foi recebida positivamente por grupos pró-aborto e vista como uma possibilidade para avançar na discussão sobre sua descriminalização. Ainda que o Chile tenha uma das legislações mais proibitivas do mundo, não aceitando nenhuma exceção às interrupções voluntárias de gestações, quando presidente Bachelet apoiava a chamada "pílula do dia seguinte", que previne a gravidez até 72 horas após o sexo sem proteção.
No segundo turno, dia 31 de outubro:
 VOTE PT, VOTE 13,
VOTE DILMA!


POR TERRA, TRABALHO E SOBERANIA!

Companheiros e companheiras

O povo trabalhador mostrou no 1º turno presidencial que não quer a volta de Serra do PSDB-DEM. É preciso falar as coisas como são. O povo quer Terra, Trabalho e Soberania, e para isso é preciso romper completamente com a herança de FHC-Serra.

Dia 31 é hora de ELEGER a candidata do PT, Dilma, contra Serra, representante direto dos patrões e bancos internacionais. É mais que hora, depois de 8 anos de governo, de conquistarmos:

• Jornada de trabalho de 40 horas sem redução de salário;

• Fim do fator previdenciário;

• Reajuste real do salário mínimo;

• Garantia do Piso Salarial Nacional dos Professores.

É hora de VOTAR na candidata do PT, Dilma, contra os privatizadores, para avançar na reestatização:


• Todo o petróleo, inclusive o Pré-sal, para a Petrobras 100% estatal;

• Serviço público de qualidade para todos, atendimento das reivindicações dos servidores;

• Retomada da Vale, CSN e Usiminas; fim das concessões privadas de ferrovias, estradas e portos;

• Defesa dos Correios e da Infraero.

É hora de VOTAR contra os latifundiários, usineiros e ruralistas, para conquistarmos:

• Reforma Agrária, com atualização do índice de produtividade da terra e limitação do tamanho das propriedades;

• Proteção dos pequenos proprietários, quilombolas, indígenas e ribeirinhos;

• Defesa do meio-ambiente;

É hora de VOTAR contra o “ajuste fiscal” e a nova reforma da previdência exigida pelo “mercado”:

• Fim do superávit primário para pagar a dívida. Toda verba publica para escola pública e saúde pública;

• Revogação da falsa Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei das OS’s, imposições do FMI no governo FHC.

É hora de LUTAR nas ruas, nas empresas, nas vilas e escolas. Eles manipulam as convicções religiosas de setores populares, e mentem - como os golpistas no Equador e os agentes imperialistas na Venezuela - para esconder seu programa de ataque aos direitos trabalhistas, de “ajuste fiscal”, entrega do Pré-sal e mais privatizações, o programa que o FMI e o G-20 exigem de todos os governos.

Serra fala em governo de “união acima dos partidos” para assim embaralhar as cartas a serviço do “ajuste”.

Foi o povo trabalhador quem deu a Dilma o 1º lugar. Não foi nenhum setor da elite, PMDB etc. Este povo está disposto a sustentar e defender um governo faça o que não foi feito nos oito anos do governo Lula: acabar com o latifúndio, a herança de décadas de pagamento da dívida e a subordinação ao imperialismo.

É hora de VOTAR pelas melhores condições para seguir a luta pelas reivindicações históricas dos trabalhadores que originaram a construção do PT, para, uma vez Dilma eleita, cobrar as urgentes reivindicações da nação oprimida! Como estão mostrando os bancários em greve nacional. É da força das organizações dos trabalhadores na cidade e do campo que, afinal, dependerá o rumo dos acontecimentos.

Nenhum voto pode ser desperdiçado!
É hora do voto 13,
por um governo do PT,
encabeçado por Dilma,
por Terra, Trabalho e Soberania!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mineiros chilenos, vítimas da flexibilização trabalhista

Blog do Emir Sader

13/10/2010


Escrito por: Emir Sader

O presidente chileno Sebastien Piñera quer se fazer de herói do resgate dos mineiros, presos há mais de dois meses numa mina, mas ele é duplamente algoz dos trabalhadores daquele país. Em primeiro lugar, porque seu governo não controla as condições de exploração da força de trabalho, nem sequer do segmento mais importante da economia chilena. As condições subumanas de trabalho dos sofridos trabalhadores mineiros, principais produtores das riquezas fundamentais do país, não encontram nenhum controle dos órgãos do governo, além de que, com a quebra da empresa que os superexplora, nem sequer seus direitos básicos estão garantidos.

Mas de uma outra forma também Piñera é responsável pelas condições de trabalho dos trabalhadores chilenos. Ele é irmão de José Piñera – cujo grupo econômico é proprietário da LAN Chile, que acaba de comprar a TAM – tristemente famoso por ter introduzido a chamada lei de “flexibilização laboral”, com a conhecida cantilena de que, diminuindo os custos de contratação da mão de obra - às custas dos direitos dos trabalhadores – se expandiria o mercado de trabalho e diminuiria o desemprego.

Utilizou a enganosa expressão “flexibilização”, para expropriar direitos trabalhistas, a começar pelo contrato com carteira de trabalho, o emprego formal. A maioria dos trabalhadores foram jogados na informalidade. Submetidos a condições ilimitadas de exploração.

Usam duas palavras enganadoras: flexibilidade e informalidade, que seduzem (as preferimos à inflexibilidade e à formalidade), mas neste caso seu verdadeiro conteúdo é: precariedade das condições de trabalho. É trabalhar sem contrato, sem possibilidade de apelar à Justiça, de associar-se, de ter uma identidade social.

Essa política, nascida na ditadura do Pinochet, foi se associando a todos os governos neoliberais na América Latina, fazendo com que a maioria dos trabalhadores do continente passasse a ser estarem submetidos à precariedade laboral, a não ter contrato de trabalho.

O governo tucano de FHC-Serra adotou essa política, com os mesmos mecanismos e argumentos do José Piñera e da ditadura pinochetista, causando níveis de exploração da força de trabalho (extração da mais valia), de desemprego aberto e camuflado, de precariedade, jamais vistos no Brasil.

Esses mineiros chilenos foram, eles também vítimas dessas condições de trabalho, a mesma a que passaram a ser submetidos a maioria dos trabalhadores latinoamericanos.

O governo Lula recuperou, regularmente, os contratos de trabalho formal, que aumentaram sempre, ao longo dos dois mandatos presidenciais, depois ter recebido uma herança também socialmente maldita do governo FHC-Serra. Essa uma diferença essencial entre os dois governos: desamparo dos trabalhadores diante da exploração ou afirmação dos seus direitos formais de trabalho.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Convite!!


CONVITE

Agora é a batalha pela
vitória do PT no 2º Turno!

Companheiros e companheiras

Candidata pela primeira vez, termino a campanha satisfeita com o combate que tivemos juntos.

Para com
partilhar um balanço e preparar a batalha que prossegue, no segundo turno, para eleger Dilma, por um governo do PT que satisfaça as reivindicações dos trabalhadores, convido todos para uma plenária da Capital!
Dia: 16 de outubro (sábado)

Horário: 16 horas

Endereço: Rua Silveira Martins, 132  - Diretório Nacional do PT
(Próximo ao Metrô Sé)

ENTRE EM CONTATO COM
Celular: 11 - 8149.7671• Rua Caetano Pinto, 678 – Brás (São Paulo)
E-mail: misaboito1317@gmail.com •  www.misaboito.com.br
Eleição 2010 Misa Boito Deputado Federal • CNPJ da campanha: CNPJ 12.170.309/0001-09
Desenvolvedor da newsletter: Alexandre Linares

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dilma trucidou o Serra. Ele é “o homem de mil caras”

Dilma trucidou o Serra.
Ele é “o homem de mil caras”

    Publicado em 11/10/2010
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Serra, o homem de mil caras


Você não é o cara. Você é o homem de mil caras. Eu lamento as suas mil caras, ela disse.
Dilma partiu para cima do Serra.
Dilma foi Dilma e enfrentou o Zé Baixaria – o homem de “mil caras”.
O debate na Band serviu para mostrar que a Dilma cresce na briga.
Deixa a Dilma falar, galera !, não é isso, Agripino Maia ?
O PiG (*), nesta segunda-feira, vai se mostrar machista e diretamente atingido.
Vai acusar a Dilma de “agressiva”, expressão que ele usou, ao ser levado para as cordas e apanhar, do início ao fim.
Quer dizer que eles queriam que a Dilma sofresse com a baixaria e ficasse calada ?
O debate na Band mostrou também que ela sabe do que diz.
O Serra não tem nada dentro.
É um santarrão de pau oco: não produz uma ideia original.
E se ele achou que tinha encurralado a Dilma com o segundo turno, deu-se mal.
A Dilma citou algumas estrelas da constelação tucana, para mostrar que não vai se intimidar com a questão dos Valores e da Ética.
Ricardo Sergio de Oliveira.
Davizinho, aquele da Petrobrax, de olho no pré-sal.
Mendonção, do telefonema “isso vai dar m …”.
E a mulher do Serra, a Monica Serra, de óculos de armação vermelha, que foi dizer que a Dilma era a favor de matar criancinha – Dilma falou da Monica com todas as letras.
Ela lembrou do tucano que sumiu com 4 milhões da campanha do Serra.
A Dilma não parava de falar que eles venderam o Brasil.
O Fernando Henrique disse que o Serra é quem mais gostava de privatizar.
Você conseguiria dar a lista das empresas que você privatizou, Serra ?
Serra acusou o PT de ser contra a privatização e, se dependesse dele, os brasileiros dependeriam dos orelhões.
Não, Serra, disse a Dilma: hoje os brasileiros têm acesso à banda larga.
Dilma lembrou que o Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa para não deixar o Serra privatizá-la.
Os aeroportos estão cheios ?
Sim, disse a Dilma.
Porque agora o pobre também pode andar de avião.
No Governo dele, só os ricos.
Serra fala em criar o Ministério da Segurança: e como é que ele deixou entrar celular nas cadeias de São Paulo para detentos simularem sequestros ?
Os delegados de São Paulo têm o Pior Salário Do Brasil, o PSDB.
O crack ?
São Paulo tem 300 mil drogados e 90 vagas para cuidar deles.
Serra retrucou, indignado: não são 95, mas 300 !
Um jenio.
Sobre os professores.
Dilma prefere tratá-los sem cassetete.
Sobre o aborto.
Quando uma mulher chegar a um hospital por ter feito um aborto, você vai atender essa mulher ou vai mandar prendê-la ?
Dilma disse que concorda com a providência que o Serra, Ministro da Saúde, adotou para regulamentar o aborto –  legal – no sistema do SUS.
E acusou o vice do Serra, um tal de índio, de fazer campanha cavilosa no submundo da treva para atingir a religiosidade da Dilma.
(No horário eleitoral, antes do debate, Serra usou mil vezes a expressão “o Brasil que está nascendo”.)
Quando a Dilma perguntou se ele assumia o compromisso de manter o Bolsa Família, a Dilma lembrou que ele foi ao cartório dizer que não deixaria a prefeitura de São Paulo – e deixou.
O Serra pensou que ia encurralar a Dilma, porque ele – como os tucanos de são Paulo – é “preparado”.
Serra foi trucidado.
E, como ele, no fundo, é um homem inseguro, vai chegar agora aos próximos debates com a crista baixa, “do bem”.
Os tucanos saíram da Band com o bico entre as pernas.
Comprovaram que o jenio não tem nada dentro.
A baixaria é a última (e única) arma dele.
Será que existe uma lei tipo Maria da Penha, mas para os homens que apanham de mulher ?, pergunta o amigo navegante Cacau.
A Dilma botou o Serra no colo do Agripino, diz o amigo navegante Lau Costantin.
Em tempo: como diz o amigo navegante Pablo Diego, o Serra não foi capaz de defender nem a mulher.

Em tempo 2: Segundo o Medeiros, amigo navegante, o PiG vai dar as seguintes manchetes: Dilma mostrou o lado guerrilheira; Dilma não respeitou a Igreja e atacou o São Serra;  Dilma foi armada com uma AK-47; Serra chorou nos bastidores, coitadinho ! Otavinho emprestou o lenço, que bonzinho !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

extraído do blog "Conversa Fiada" de Paulo Henrique Amorim

Conversa Fiada - Que Dilma é essa ?

A Dilma
    Publicado em 11/10/2010 blog Conversa Fiada - Paulo Henrique Amorim
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A presidenta da Ley dos Medios

Convenhamos, amigo navegante, que, dos jornais do PiG (*), o Globo é o mais eficaz dos Golpistas – disparado.
Os outros dois, flores provinciais, carecem da agudeza do Globo.
Uma questão de tradição, talvez.
O Roberto Marinho foi um Golpista sempre mais competente que o “seu” Frias ou qualquer dos Mesquita.
Ou porque a Globo tem mais, muito mais a perder.
Ontem, domingo, por exemplo, a certa altura, o Faustão estava em terceiro lugar no IBOPE (que também é Globope –  não fosse, onde estaria o Faustão …).
Só o Serra salva a Globo.
A Globo sabe disso.
(E a Dilma também.)
Na pág. 3 de hoje, o Globo se pergunta,  angustiado: “Que Dilma é essa ?”.
E responde: “ … petista parte para o ataque direto a Serra, que revida (só se for no debate da Globo, porque ontem não foi – PHA).
Ele não revidou nem quando a Dilma atacou a mulher dele.
Pois é, amigo navegante, a Dilma é a Dilma de sempre.
A sorte do Globo, do PiG (*) e do Serra – é tudo uma coisa só – é que o debate da Band não deve ter muito efeito eleitoral.
A audiência da Band chegou a cair para 2 pontos.
É a velha Band de sempre.
Mas, deve ter efeito sobre o comportamento dos dois – Serra e Dilma – daqui para frente.
Dilma vai para cima do Serra.
Aquele modelito que o Serra tentou construir – ela não passa de uma marionete do Lula – não cabe mais.
A outra consequência será inibir a baixaria.
A aborteira que come criancinha, a guerrilheira furiosa, o satanás de saias – tudo o que a baixaria do Serra construir – ele e aquela amiga da D. Ruth, no horário eleitoral, com aquele adorável sotaque paulissstísssimo (**)  – tudo o que ele tentar contra a Dilma terá resposta.
Ficou claro que a Dilma vai para cima: nos debates e no horário eleitoral.
O que vai sobrar para o Serra ?
Mais baixaria.
Produzida pelo PiG (*), nas trevas.
E vai sobrar também o Fernando Henrique, com quem o Serra vai se afundar, um amarrado no outro.
E re-fundar a UDN de São Paulo.
(Da qual o Aécio não fará parte.)
E mais.
A Dilma sabe do que fala.
Aquela história de marionete …
A Dilma prova que participou do Governo Lula de dentro, fez o dever de casa, botou as coisas para funcionar.
Ela tem segurança porque domina os números, os temas – Luz para Todos, Minha Casa, ProUni, PAC, PAC 2 …
E mais: a baixaria agora vai ser exposta sob os holofotes dos debates.
Todo mundo vai ver.
Dilma vai trazer a Veja, a Folha, o Estadão e a Globo para o debate.
O PiG, os marqueteiros do Serra, os colonistas bradam em coro: isso vai ser prejudicial.
O marqueteiro do Serra, outra deidade provincial, disse que a Dilma falou para a militância e, não, para o eleitorado.
Como o PT é o partido mais bem avaliado, só aí ela ganha o jogo.
O problema é o Serra, que, desde 2002, tem 30% dos votos: não tem eleitorado nem militância.
Clique aqui para ler “Dilma trucidou o Serra. Ele é o homem de mil caras”.
Veja também os principais trechos do debate e constate: “ele não defendeu a mulher dele; como vai defender a mulher dos outros ?”
Que Dilma é essa ?
A presidenta que vai fazer a Ley dos Medios.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Lá em Marechal, esse sotaque faz o maior sucesso. A Maria Inês Nassif, como sempre, já demonstrou como o brasileiro – fora de São Paulo (***) – gosta desse paulissstisssmo.
(***) Amigo navegante, se você tem o dissabor de ler a Folha

(****), repare que ela acentua uma pseudo-predominância do  Nordeste no eleitorado da Dilma. Trata-se de uma   ”agregação” grosseira, diriam os colonistas da Folha. Juntar as regiões num bloco só é perder a perspectiva do que acontece dentro de cada região e no país. A Dilma ganhou em Minas e no Rio. E aí, Otavinho ?. Mas, isso, amigo navegante, serve a um propósito: sedimentar o espírito separatista que dorme, à flor da pele, no coração da elite paulisssta.

extraído do blog Conversa fiada de Paulo Henrique Amorim

Eudes Baima e Considerações Sobre o Rolling Stones.

Há artistas que chegaram, num certo momento de sua produção, a um ponto tão alto que tudo o que fizeram após parece mais fraco ou menos relevante.

É justo isso que ocorre com os álbuns dos Rolling Stones dos anos de 1970. Os Stones chegaram a um grau de excelência entre Beggar's banquet e Exile on Main St., que tudo que fizeram a seguir fica ofuscado com o brilho desta etapa.

Há quem diga, não sem razão, que os discos deste período já seriam suficientes para cravar os Stones entre as cinco maiores e mais influentes bandas da história do rock. Mas a excelência destes discos acabou por prejudicar nitididamente uma avaliação mais justa e imparcial dos álbuns setentistas. Você pode dizer que os discos que começam com Goats head soup (73, sim os anos 70 demoraram a começar para a banda, já que o que veio antes ainda é nitidamente sessentista) e se prolonga até Tattoo You (sim, os anos 70 terminaram tarde para a banda) pegam a banda numa fase irregular, com queda na média de qualidade das músicas, ou que eles, como disse Caetano, pareciam um bando de putas velhas, ou que o termo "abuso de drogas" era pouco para descrever o estado mental do bando. Tudo é verdade. Mas os discos são melhores do que quase tudo do que se ouve hoje em dia. Vou tratar deles irregularmente, sem ordem cronológica e conforme meu humor.

Eudes Baima

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRÓ DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno

domingo, 10 de outubro de 2010

Caríssima Presidenta Dilma



Antes de mais nada, é importante frizar que como militante histórico do PT e da CUT, tenho uma visão ideologizada e, não penso em nenhum minuto que você, companheira, deva governar para TODOS, mas, sim, paraos trabalhadores ecamponeses que ninguém, jamais, governou, e o pouco que o companheiro Lula  fêz, por motivos óbvios, foi alvo de muitas críticas!
Gostaria que entrasse, novamente, em sua agenda, a disposição deregovar a lei das OSs e das PPPs, fator que hoje, facilita o tucanato privatista, a entregar todos os serviçospúblicos aqui em São Paulo, a iiciativa privada, com a máscara de ONGs, que nada mais são que  fachadas de ótimos negócios e grandes lucros às custas da precarização do trabalho através de contratos de cooperativas e com  validade determinada o que, coloca, em risco, a estabilidade financeira desses trabalhadores. Outrossim, que você se dispuzesse a conceder as 40 horas semanais de trabalhosem prejuízo salarial. Também é fundamental obrigar os estados a cumprir a lei e pagar o Piso Nacional do Magistério para que, assim, garanta um mínimo necessário para que o professor possa trabalhar com dignidade. O PSDB/DEM, aqui em São Paulo, me paga menos de mil reais por mês e, olhe, dou um duro danado para dar um ensino de qualidade nas sucateadas escolas públicas estaduais, na qual, leciono em uma!
Nâo obstante, não se esqueça de nossos companheiros da FUP -Federação Única dos Petroleiros, que com muita justeza, reivindicam que a Petrobrás -e, conseqüentemente, o Pré-Sal- sejam totalmente nacionalizados e seu dinheiro, seja revertido ao povo trabalhador brasileiro e, assim, acabe essa disputa fiscal sem sentido, por parte dos governadores de estado!
Cara companheira Dilma, explique aos críticos ao programa do PT que quando falamos em  descriminalização do aborto, pensamos exclusivamente em saúde pública. E mgarantir que mulheres e meninas que não se atentam com os métodos contraconceptivos -que inclusive essa mesma igreja que agora condena nossa posição, também é contra!- não sejam jogadas nessa clínicas fantasmas e corram risco de vida! Afinal, não é de vida que se fala?

Também, companheira, atenda às reivindicações dos trabalhadores rurais e explique que latifúndio não traz benefício nenhum ao povo brasileiro e que só os grandes proprietários de terra são beneficiados pois, além de adquirirem muitos equipamentos importados para que possam ter mais máquinas e menos mão de obra, ainda mantém seus lucros em paraísos fiscais e em nada contribuem para que nosso mercado interno tenha produtos de boa qualidade a preços acessíveis, tal qual, é possível com a agricultura familiar de pequeno porte voltada ao mercado interno. Com efeito, diga ao povo brasileiro que aquiem São Paulo, o ônibus está em vias de ser aumentado pelo Kassab -da mesma coligação do Serra- que nos serve com um ônibus muito lotado, um serviço de péssima qualidade, que piorou o serviço do Bilhete Único que Marta tinha, corretamente, ofertado ao povo paulistano, que o PIG -Partido da Imprensa Golpista- dá ênfase às cadeiras desconfortáveis dos aviões, ao tempo de espera em aeroportos, onde os passageiros esperam confortavelmente sentados e nada diz sobre duas horas num coletivo superlotado, onde as pessoas ficam empilhadas umas sobre as outras, com uma banco extremamente desconfortável, com o metrôe stando com o pior atendimento dos últimos anos e, também, superlotado e, pior, se caso houver um acidente, morre gente de monte, pois por conta de lobby, nos coletivos pode-se andar em pé e sem cinto de segurança. Veja o que dizem os físicos sobre essas condições específicas!
Por fim, companheira Dilma, afirmo-lhe que, independente de dizer ou não sobre esses pontos, incondicionalmente, votarei em você, até porque sei que, com você, poderei reivindicar esses pontos, o que com Serra, certamente, ele colocaria a polícia para me bater, tal qual fêz várias vêzes com os professores já que ele trata trata questões educacionais com a tropa de choque e não com condições dignas d e trabalho e um salário minimamente decente e que só você poderia nos atender com o Piso Nacional dos Professores. Sei, vai vencer, mas, espero, atenda a essas pequenas reivindicações, pois assim, tenho certeza, o povo trabalhador brasileiro a colocará na história, não apenas como a primeira mulher a assumir a presidência da república de nosso país, mas a aque mais atendenu aos anseios do povo trabalhador brasileiro!

sábado, 9 de outubro de 2010

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
depende das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
o assaltante e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio das empresas nacionais.

(Beltold Brecht)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Em 4 denúncias, Folha erra em uma e mente em 3

Subject: FSP

Em 4 denúncias, Folha erra em uma e mente em 3

Enviado por luisnassif, sex, 01/10/2010 - 01:28
Por Jorge Furtado
É difícil manter a serenidade frente ao péssimo jornalismo praticado pela Folha de S. Paulo. Das 4 irregularidades já apuradas na massaroca de denúncias do jornal contra o governo Lula, 3 eram mentira pura e simples:
1. O tal contrato intermediado por Rubnei Quícoli, a única fonte da Folha para algumas das calúnias que publicou (ver: http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/cara-da-folha-de-s-paulo) era mentira, não passou de um delírio e tentativa de chantagem feito por um picareta, acolhido pela Folha. Não é possível afirmar se o malabarismo do texto do jornal para manter sua farsa pró-Serra é má-fé ou apenas incompetência, provavelmente uma mistura das duas coisas: "Como a Folha mostrou, o representante da EDRB, Rubnei Quícoli, afirma que... " A Folha mostrou que o picareta afirma que... Cruzes!
2. O "suborno do Tamiflu" inventado pela Veja também era mentira: "não se vislumbrou qualquer oportunidade para a alegada cobrança de propina", diz a CGU.
3. Segundo a CGU, também não foram encontradas irregularidades na contratação de escritório de advocacia ligado ao irmão de Erenice e na aplicação de multas de uma empresa de mineração do marido da ex-ministra. Mais uma mentira.
O que sobrou, segundo a Controladoria Geral da União foram, numa auditoria ainda não concluída, "indícios de irregularidade em contratos de R$ 2 milhões", que a incompetência/má-fé da Folha transforma em "irregularidades de 2 milhões" (Se você faz parte da minoria de leitores do jornal com alguma capacidade de raciocínio, talvez considere que irregularidades num "contrato de dois milhões" possam ser "irregularidades de 10 ou 100 reais" e não "irregularidades de 2 milhões"). A única relação dos supostos indícios de irregularidade da investigação não concluída é que o irmão da ministra trabalhava nos projetos. Foi o que sobrou das calúnias do jornal contra a honra de várias pessoas.
Ao invés de reconhecer que as graves denúncias que fez, baseadas na palavra de bandidos condenados, foram desmentidas pelas investigações da CGU, a Folha reapresenta a massaroca com um ilegível "infográfico" e a manchete: "Novo lobby da casa civil".
A Folha trata seus leitores como idiotas. Deve saber com quem fala.

Divulguem estes dados e estarão prestando um benefício à política brasileira.



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Atualizado em 05/10/2010

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Atividade nos últimos dias:

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dilma recebe reivindicações da juventude. É preciso cobrar!


Aderente da Internacional Revolucionária da Juventude
Edição 48 | 30 de setembro de 2010

No dia 28 de setembro, militantes da JR-IRJ no Distrito Federal entregaram à Dilma assinaturas do abaixo-assinado que foi difundido em diversos estados do país. O documento exige da candidata um compromisso com as reivindicações da juventude que deseja ter o direito a um futuro. O que é negado pelo imperialismo, em especial com sua ofensiva destrutiva ocasionada pelas drogas, cuja legalização é defendida como falsa saída pela maioria das candidaturas de esquerda e direita. Após a explicação de que se tratava de uma carta com exigindo reivindicações da juventude como forma concreta de combater as drogas, ela se prontificou a assinar.

Veja a foto da candidata Dilma recebendo a carta

Reafirmamos o que submetemos na nossa carta: "para combater as drogas é preciso oferecer à juventude emprego, educação, saúde, diversão e arte! Por isso, queremos que você assuma o compromisso com:
- Criação de empregos, com direitos e verdadeiros salários para a juventude!
- Mais verbas para a educação! Pela aplicação de 10% do PIB. Passe livre para todos os estudantes! Direito ao acesso a escola e ao lazer!
- Mais vagas nas universidades públicas. Revogação da lei 9870 do FHC que impede o estudante inadimplente de se matricular!
- Construção de centros culturais públicos para a juventude em todo o Brasil!
- Todo o petróleo para a nação!  Por uma Petrobras 100% estatal. Que o dinheiro seja revestido em saúde, educação, cultura, reforma agrária!
- Expropriação das terras utilizadas para o cultivo de maconha! Que sejam destinadas à reforma Agrária! Fim do sigilo bancário para acabar com a a lavagem de dinheiro do tráfico!"

É preciso continuar este combate.A Juventude Revolução-IRJ chama a votar na companheira Dilma e a fortalecer a unidade e a organização independente da juventude para exigir as suas reivindicações.


Convidamos você a se organizar na JR-IRJ.




        


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